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15 de dez. de 2012
Vá ao Vila, velho
Quem não conhece, esse é um velho slogan do Vila. Suuuuuper descolado, que comunica muitíssimo bem e tem a cara desse grande teatro, que é, para mim, a mais importante referência histórica e contemporânea de produção cultural de Salvador.
Já é verão (no Vila), cidade! As inscrições já estão abertas para as oficinas do Vila Verão: teatro, corpo, voz, fotografia, vídeo, produção cultural, entre outras técnicas, inclusive para crianças, abertas ao público em geral. Basta entra no site, na seção das oficinas e workshops.
Tem ainda o Amostrão Vila Verão. Fiquei interessadíssima na peça "Prometheus" e já estou agendada para janeiro. O motivo de tanto interesse? Mitologia grega! Para mim, um dos mitos mais fascinantes do panteão clássico. Além de "Drácula", que não pude assistir quando entrou em cartaz. "(...) espetáculo do diretor Marcio Meirelles, baseado em um dos mais célebres romances de horror de todos os tempos: o homônimo Drácula, de Bram Stoker (1897), e marcado pelas interfaces entre o teatro, a tecnologia e as novas mídias."
A banda Scambo - que tive oportunidade de conhecer na semana passada e com a qual me encantei pela qualidade técnica, poética e pelo engajamento - marca presença no dia 4. "Integrante e fomentadora de movimentos musicais e culturais da Bahia, a banda teve oito indicações do Troféu Caymmi de 2004, com seis estatuetas premiadas, foi pré-selecionada ao Prêmio Tim de Música Brasileira, e uma turnê em 2006 pelo sudeste do país."
Na agitada e fascinante (como diria Spock) agenda do Vila, tem ainda o Fórum Shakespeare (afff...), do qual, infelizmente, não poderei participar por não me encaixar em nenhum dos públicos. #arrasada Confira texto de divulgação abaixo:
"O Fórum Shakespeare é um intercâmbio artístico e educativo entre o Brasil e o Reino Unido que tem o objetivo de explorar, compartilhar, representar, repensar, transformar, e celebrar o legado de Shakespeare. Através do uso das artes teatrais e de textos clássicos do Bardo, o Fórum Shakespeare pretende inspirar artistas e platéias através de uma intensa, criativa e contemporânea troca de experiências; aprimorar conhecimentos, experimentar através da linguagem cênica, e criar espaço para o desenvolvimento técnico e artístico. O Fórum Shakespeare é uma parceria entre o People’s Palace Projects e o Teatro Vila Velha, faz parte do programa Transform, do
Texto aspeado e fotos: www.teatrovilavelha.com.br
24 de nov. de 2011
Multirão do samba no domingão
Reproduzindo dica de Ilka Danusa, uma figura sempre conectada com o que há de melhor!
"Vem aí mais uma edição do multirão do samba da Bahia. O Projeto Samba em Construção, que reúne artistas baianos em uma grande celebração, terá mais uma edição no próximo dia 27 de Novembro(domingo), a partir das 14h, no Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro de Brotas.
Nesta edição de Novembro temos como Mestre da Obra o consagrado sambista soteropolitano Riachão. O Samba em Construção homenageia seus 90 anos e traz um repertório recheado de pérolas da sua Obra.
Um espetáculo musical itinerante, interativo e com vários tipos de expressões artísticas, que valoriza a memória e a construção em rede. O projeto traz música, artes plásticas, cênicas e visuais, agregando artistas, obras e público, vivendo e expressando o universo do samba. Os operários da construção e anfitriões do samba são a cantora Maira Lins, o grupo Menos Um no Quartetto (formado por Cassius Cardozo, Humberto Barretto e Ronaldo Nobre) e Lucas do Pandeiro.
O grupo recebe convidados especiais das diversas linguagens artísticas. Tem o bandolinista Zé Mario Sales, como músico convidado, e para cada apresentação, o projeto convida 2 artistas: um como “Mestre da Obra com apresentação de suas canções no repertório da banda, e outro que traz seu trabalho ao palco junto ao grupo. Além disso, os intervalos são agitados ao som do DJ Camilo Fróes e a ambientação do espaço é do Artista Plástico Alvinho Bôa Morte.
O local – Climatizado e recentemente recuperado, o tradicional Solar Boa Vista ganhou decoração que remete à atmosfera dos canteiros de obras, para combinar perfeitamente com a proposta do Projeto Samba em Construção. OCine Teatro Solar Boa Vista, equipamento de Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, fica no Parque Boa Vista, localizado entre Boa Vista de Brotas, Engenho Velho de Brotas e Ogunjá, que estão entre as mais de 50 localidades do imenso bairro de Brotas. De fácil acesso por essas vias e com amplo estacionamento, o local promete ser uma das melhores opções musicais para os domingos de Salvador.
A produção do Samba em Construção é da Pronto Agência de Cultura e da Hiperativa Comunicação e Cultura. Mais informações em www.sambaemconstrucao.com.br
SERVIÇO
O que: Projeto Samba em Construção
Onde: Parque Solar Boa Vista, s/nº, Engenho Velho de Brotas. Para mais informações sobre o espaço e localização, acesse: blogdosolar.wordpress.com
Quando: 27 de Novembro, domingo, a partir das 14h.
Valor: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia)
Promoção: R$ 20,00 - Ingresso + Feijoada
Mais infos: http://sambaemconstrucao.com.br/site"
Texto adaptado do projeto Samba em Construção
"Vem aí mais uma edição do multirão do samba da Bahia. O Projeto Samba em Construção, que reúne artistas baianos em uma grande celebração, terá mais uma edição no próximo dia 27 de Novembro(domingo), a partir das 14h, no Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro de Brotas.
Nesta edição de Novembro temos como Mestre da Obra o consagrado sambista soteropolitano Riachão. O Samba em Construção homenageia seus 90 anos e traz um repertório recheado de pérolas da sua Obra.
Um espetáculo musical itinerante, interativo e com vários tipos de expressões artísticas, que valoriza a memória e a construção em rede. O projeto traz música, artes plásticas, cênicas e visuais, agregando artistas, obras e público, vivendo e expressando o universo do samba. Os operários da construção e anfitriões do samba são a cantora Maira Lins, o grupo Menos Um no Quartetto (formado por Cassius Cardozo, Humberto Barretto e Ronaldo Nobre) e Lucas do Pandeiro.
O grupo recebe convidados especiais das diversas linguagens artísticas. Tem o bandolinista Zé Mario Sales, como músico convidado, e para cada apresentação, o projeto convida 2 artistas: um como “Mestre da Obra com apresentação de suas canções no repertório da banda, e outro que traz seu trabalho ao palco junto ao grupo. Além disso, os intervalos são agitados ao som do DJ Camilo Fróes e a ambientação do espaço é do Artista Plástico Alvinho Bôa Morte.
O local – Climatizado e recentemente recuperado, o tradicional Solar Boa Vista ganhou decoração que remete à atmosfera dos canteiros de obras, para combinar perfeitamente com a proposta do Projeto Samba em Construção. OCine Teatro Solar Boa Vista, equipamento de Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, fica no Parque Boa Vista, localizado entre Boa Vista de Brotas, Engenho Velho de Brotas e Ogunjá, que estão entre as mais de 50 localidades do imenso bairro de Brotas. De fácil acesso por essas vias e com amplo estacionamento, o local promete ser uma das melhores opções musicais para os domingos de Salvador.
A produção do Samba em Construção é da Pronto Agência de Cultura e da Hiperativa Comunicação e Cultura. Mais informações em www.sambaemconstrucao.com.br
SERVIÇO
O que: Projeto Samba em Construção
Onde: Parque Solar Boa Vista, s/nº, Engenho Velho de Brotas. Para mais informações sobre o espaço e localização, acesse: blogdosolar.wordpress.com
Quando: 27 de Novembro, domingo, a partir das 14h.
Valor: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia)
Promoção: R$ 20,00 - Ingresso + Feijoada
Mais infos: http://sambaemconstrucao.com.br/site"
Texto adaptado do projeto Samba em Construção
29 de out. de 2011
"Porque o samba nasceu lá na Bahia..."
O samba nasceu aqui e não há como mudar isso. E nada mais justo que o resgate dele, em sua mais pura essência, aconteça aqui, não é? Eis o imenso valor desse projeto. Em meio a uma vida acelerada que não para para olhar sua história e reverenciar aqueles a quem devemos a nossa riquíssima cultura, os nossos antepassados, há de se reconhecer a importância de projetos como esse, que ainda prestigia a comunidade onde está inserido (meia entrada para moradores). Que viva o samba! Confira abaixo texto da assessoria de imprensa:
"Vem aí mais uma edição do multirão do samba da Bahia. O Projeto Samba em Construção, que reúne artistas baianos em uma grande celebração, terá mais uma edição no próximo dia 30 de outubro (domingo), a partir das 14h, no Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro de Brotas.
Os operários da construção e anfitriões do samba são Lucas do Pandeiro, a cantora Maira Lins e o Menos um no Quartetto, formado pelos cantores, compositores e instrumentistas Humberto Barretto, Ronaldo Nobre e Cassius Cardozo. O grupo recebe convidados especiais das diversas linguagens artísticas. Dessa vez, integram o multirão musical, o artista visual Alvinho Bôa Morte, o músico Zé Mário, o Dj Camilo Fróes e a cantora, atriz e bailarina Clécia Queiroz, importante divulgadora do samba da Bahia. Para completar a diversão, será servida a Feijoada no Lounge, feita por Elvira Moraes, afinal samba no domingão, pede feijoada.
Gordurinha - Com o objetivo de reverenciar os grandes nomes da nossa música, a cada edição é escolhido o Mestre da Obra, que neste próximo encontro será o cantor, compositor, radialista e humorista, Gordurinha. Nascido em Salvador, em agosto de 1922 e registrado como Waldeck Artur Macedo, Gordurinha é um dos multi-artistas brasileiros que, apesar de sucessos nas diversas áreas de atuação, é pouco lembrando pela história do Brasil.
Após apresentar-se como calouro, aos 16 anos na Rádio Sociedade da Bahia, Gordurinha iniciou uma trajetória que incluiu a passagem pelo teatro como humorista impagável, atuação na Rádio Nacional, cinco dias com músicas satíricas e composições de sucessos do cancioneiro popular como Baiano burro nasce morto, Mambo da Cantareira, Vendedor de Caranguejo, Súplica Cearense, eternizada na interpretação de Luiz Gonzaga e recentemente gravada pelo Rappa, e Chiclete com Banana, música que além de ser gravada por artistas como Gilberto Gil, deu nome a peça de teatro, tiras de quadrinhos e a uma banda de música baiana. Gordurinha será homenageado pelos artistas do Samba em Construção que vão mostrar ao público suas músicas e passagens da sua vida, marcada por alegrias e injustiças.
O local – Climatizado e recentemente recuperado, o tradicional Solar Boa Vista ganhou decoração que remete à atmosfera dos canteiros de obras, para combinar perfeitamente com a proposta do Projeto Samba em Construção. O Cine Teatro Solar Boa Vista, equipamento de Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, fica no Parque Boa Vista, localizado entre Boa Vista de Brotas, Engenho Velho de Brotas e Ogunjá, que estão entre as mais de 50 localidades do imenso bairro de Brotas. De fácil acesso por essas vias e com amplo estacionamento, o local promete ser uma das melhores opções musicais para os domingos de Salvador.
A produção do Samba em Construção é da Pronto Agência de Cultura e da Hiperativa Comunicação e Cultura. Mais informações e imagens dos shows em www.sambaemconstrucao.com.br
SERVIÇO
O que: Projeto Samba em Construção
Onde: Parque Solar Boa Vista, s/nº, Engenho Velho de Brotas. Para mais informações sobre o espaço e localização, acesse: blogdosolar.wordpress.com
Quando: dia 30 de outubro, domingo, a partir das 14h.
Valor: R$ 20,00 (preço único) Meia entrada para moradores de Brotas que apresentarem comprovante de residência."
26 de set. de 2011
Novas óticas sobre a africanidade
Dica do escritor Goulart Gomes:
A Livraria LDM, Ed. UNICAMP, Ed. Alameda e as autoras convidam para o lançamento dos livros "Os Rosários dos Angolas", de Lucilene Reginaldo, e "O Direito dos Escravos", de Elciene Azevedo. Nesta sexta-feira, 30 de setembro, à partir das 18h, no auditório do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO), na Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho. Mais informações: (71) 2101-8007 (LDM) ou 3283-5501 (CEAO) ou eventos@livrariamulticampi.com.br

Leia as orelhas virtuais:
Os Rosários dos Angolas
Irmandades de africanos e crioulos na Bahia Setecentista
Uma abordagem histórica ampla e arejada, que transcende fronteiras territoriais e pressupostos tacanhos, confere ao livro de Lucilene Reginaldo uma perspectiva inovadora ao iluminar com outras luzes um tema já trilhado pelos estudos da escravidão: a história das confrarias leigas de africanos e crioulos articulada à experiência da escravização e à do Império português.
Focalizando as irmandades setecentistas de Nossa Senhora do Rosário em cidades da África atlântica, da metrópole e da América portuguesa, historiciza os significados que tiveram para a vivência da escravidão e para a elaboração de identidades africanas fora e dentro do continente. Demonstra que foram um dos locus preferenciais da recuperação de uma humanidade danificada pelas contingências da escravização, tanto por mobilizar sentimentos de pertença, quanto por veicular devoções de livre escolha.
Por outro lado, ao iniciar a análise por uma problemática ainda pouco familiar aos leitores brasileiros – a da expansão do catolicismo na África Central –, sublinha a importância de se levar em conta a história pregressa das sociedades de onde vieram partes significativas da população brasileira.
Sobre a autora: Lucilene Reginaldo nasceu em Santo André-SP, fez graduação e mestrado em História na PUC-SP e doutorado em História Social na Unicamp. È atualmente professora de Teoria e Metodologia de História e História da África no departamento de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Estadual de Feira de Santana.
O Direito dos Escravos
O abolicionismo, importante movimento social no Brasil do século XIX, foi muitas vezes visto pela historiografia como resultante da ação de homens de sentimentos humanitários, que teriam tido a glória de resgatar os pobres negros do cativeiro.
Na contramão dessa memória, este livro evidencia que, em São Paulo, se o abolicionismo ganhou força e substância a partir da atuação de juízes e advogados como Luiz Gama e Antonio Bento, suas principais características se devem ao contato direto desses homens com as expectativas e ações dos próprios escravos.
Ao buscar os significados sociais que eles atribuíam ao direito e à lei, este livro questiona as interpretações tradicionais que dividem o abolicionismo paulista em uma fase “legalista” e outra “radical”.
Sobre a autora: Elciene de Azevedo possui graduação (1994), mestrado (1997) e doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas (2003). Atualmente é professora da (UEFS).Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: escravidão e movimento abolicionista, história do direito e das lutas jurídicas, experiência de trabalhadores escravos e livres no processo da abolição.
16 de jul. de 2011
Salvador recebe Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais*

A cidade de Salvador foi escolhida para abrigar, pela primeira vez, o bianual e internacional Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, este ano em sua décima primeira edição. Tem como tema central as "Diversidades e (Des)Igualdades", o congresso acontecerá nos dias 7, 8, 9 e 10 de agosto, na Reitoria da Universidade Federal da Bahia e nas unidades do Campus Ondina da UFBA (PAF).
Participam do evento conferencistas de renome internacional, como o escritor moçambicano Mia Couto, profissionais e estudantes das áreas das Ciências Sociais, História, Africanidades, Linguística, Literatura e áreas afins, de todo o mundo, que falem português.
Organizado por um comitê composto de pesquisadores de todas as universidades públicas da Bahia, com a coordenação do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da Universidade Federal da Bahia, o XI Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais realizará conferências, mesas coordenadas com especialistas, encontros paralelos e terá uma rica programação cultural, com lançamentos de livros e shows.
As inscrições para apresentação de trabalho no XI Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais já estão encerradas. Estão sendo aceitos apenas participantes ouvintes. Informações adicionais podem ser encontradas no site do Congresso.
*Adaptado do texto da jornalista Doris Pinheiro
9 de jun. de 2011
Da sala de aula para o mundo*
Quilombola é o quê? A jornalista Jaqueline Barreto resolveu responder esta instigante pergunta através do documentário Ser Quilombola. O filme expõe a realidade das comunidades de São Francisco do Paraguaçu e Porteiras, localizadas nos municípios de Cachoeira e Entre Rios, respectivamente, no Recôncavo baiano. Na terça-feira, dia 6 de junho, o vídeo foi lançado na Assembléia Legislativa da Bahia para uma platéia repleta de integrantes das localidades onde o filme foi rodado. Muitos deles exibiam o nervosismo e a ansiedade pelo instante mágico de se ver na tela pela primeira vez.
Ao longo dos 27 minutos, o filme aborda os vários aspectos que configuram a afirmação identitária dos descendentes de quilombos. A produção se originou de um trabalho de conclusão do curso em jornalismo no ano de 2010, na Faculdade Social da Bahia, e o resultado ultrapassa os limites de um trabalho acadêmico. Diante da tela se sucedem depoimentos de remanescentes das comunidades, alternados com outros, de representantes da academia, como os historiadores Ubiratan Castro e João José Reis. O diálogo fílmico entre essas duas realidades é muito bem costurado pela direção segura da jovem diretora Jaqueline, que faz sua estreia como se fosse o trabalho de gente grande por trás das câmeras.
Ela revela que sua motivação para o filme nasceu do desejo de “desmitificar os estigmas do significado de ser Quilombola, que vai além dos elementos mais visíveis como ser negro, o samba de roda, o pilão e a casa de farinha”. Estes sinais, associados à referência de comunidades paradas no tempo, contribuem para reafirmar uma visão equivocada da dinâmica social e cultural, que estão presentes na realidade cotidiana.
Com muita sutileza, o documentário discute temas que configuram a identidade Quilombola. Os depoimentos, as imagens e uma edição competente, constroem reflexões sobre os laços de parentesco, a violência real e simbólica do racismo, e a complexa relação com a terra, que ultrapassa a posse do espaço físico e traz para discussão a transmissão da territorialidade como uma história de resistência étnica e cultural, numa sociedade que faz um trabalho secular de desconstrução da autoestima dos afrodescendentes.
Ao final do filme, Jaqueline Barreto consegue captar e expor na tela a força e a resistência dos Quilombolas de São Francisco do Paraguaçu e Porteiras, que reafirmam sua condição ancestral com o brado de resistência, “sou Quilombola”. O olhar firme para a câmera é como se mirassem novos tempos, uma nova escrita da história, memória e outros modos de vida, sem perder os vínculos com o passado. Após a estreia no espaço urbano, o documentário, a partir de agora, vai percorrer as comunidades remanescentes de quilombos na Bahia, para exibir o real significado e a força do que é Ser Quilombola.
Ficha Técnica:
Roteiro: Jaqueline Barreto e Mídiã Santana
Direção e Edição: Jaqueline Barreto
Produção: Deraldo Leal
Edição de imagens: Charles Del Rei e Sandro Lucena
Cinegrafistas: Edilson Lima e Paulo César
*Artigo do jornalista e doutor em cultura e sociedade (Ufba)Alberto Freire, além de um eterno encantado com as coisas belas da vida.
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