Crédito desta foto: eu mesma inspiradíssima...

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18 de nov. de 2009

Abençoado seja o seu Jorge




Sair do trabalho com a turma numa sexta para saborear lambretas, caldos, kibes, bolinhos de bacalhau e uma cerveja - garantem meus amigos biriteiros de plantão - estupidamente gelada. Tudo isso regado a um papo animado, sem censura - especialmente com a resenha da semana. E tudo com muito entusiasmo, risos e gargalhadas.

Esse é resumo do que é um programa pra lá de autêntico e recomendadíssimo aqui no Lado B: happy hour no Bar Flamboyant, conhecido carinhosamente como bar do Seu Jorge, nome do proprietário. É uma grande pedida quando a ideia é por o papo em dia, especialmente se considerar os preços bastante em conta: uma caipirinha é R$ 3,50; caipiroska, a partir de 4,90; bolinho de bacalhau e similares, entre R$ 7 e R$ 8,90; porção de kibe ou camarão empanado (hummmmm...), R$ 10; a dúzia da lambreta, R$ 7,90.



Por se localizar dentro do condomínio Flamboyant, na Pituba, o acesso é restrito e a tranquilidade impera... Bem, só nas redondezas, porque bastou entrar no bar e a "bagunça" (no bom sentido) já começa. As conversas, em todas as mesas, costumam ser animadas, pois o tom é de total descontração.



Só tem um problema: um happy hour desses dos deuses é para poucos, pois a quantidade de mesas é pequena. Então, trate de chegar lá sempre às sextas, por volta das 19 horas, no máximo, ok?

26 de out. de 2009

Camarão bem escondidinho*


Em uma missão exploratória pelas bandas da Avenida São Rafael (meu novo perímetro desde março deste ano), achei um lugar fantástico para quem, como eu, é fanático por camarão. O lugar é meio escondido, fica dentro do condomínio Morada do Campo, logo depois da Chesf, se você vem do viaduto Dona Canô. Chama-se Ki Camarão, nome bem óbvio quando você começa a ler o cardápio.



Trata-se de um box bem incrementado, com muitas mesas em um espaço coberto. Já tinha ouvido falar do lugar e o fato dele estar na lista do último Festival Comida Di Buteco aguçou a minha curiosidade. Já simpatizei com lugar por conta de algo simples e funcional: num pedaço de papel escrito à mão, colado em baixo do plástico que cobria a mesa, o nome do garçom responsável por nos atender. Quer coisa mais antipática do que você ficar chamando o garçom, sem saber o nome do cara?


O cardápio tem de tudo: petiscos, refeições mais compostas, bebidas variadas. Fui com o meu “namorido” e fizemos o primeiro teste de qualidade: pedimos uma cerveja e estava no ponto. Como não estávamos com tanta fome, priorizamos os petiscos. O de maior saída, pela rapidez e pelo preço, é o camarão frito ao alho e óleo (21 camarões pistolinhas por R$ 9,90). Mas percebi pelo movimento do bar que a muqueca de camarão tem bastante saída.


Claro, pedimos a vedete do bar, o Escondidinho de Camarão, prato concorrente no Festival Comida Di Buteco. Apesar de não ter ganhado o festival, o prato merece respeito. É uma iguaria simples, nada inovadora e não possui acompanhamentos: só os camarões cobertos com o pirão de aipim. Para quem gosta de incrementar, vale pedir uma porção extra de salada vinagrete para acompanhar. Gostei muito. O preço também vale à pena: R$ 19,90. Trata-se de um petisco, perfeito para beliscar com uma cervejinha/roska/refrigerante/suco, ou o que der na telha, bem gelado.


* Texto e experiência da antenadíssima jornalista Amanda Veloso.

Fotos: www.sxc.hu

1 de out. de 2009

Corram: butecagem até domingo!




Corram, corram o festival Comida di Buteco - comemorando seus 10 anos, desde os seus primeiros passos iniciados em Beagá - termina no domingo. Tenho que me agendar para ir, pelo menos, para dois ou três (caso contrário, perco meu "cargo" de blogueira do Lado B, não é?). Saibam o que é no endereço do evento:


"O Comida di Buteco é um concurso de gastronomia típica de botecos, cuja proposta de resgatar a culinária de raiz e valorizar a tradição dos típicos botecos da cidade, ganhou de imediato a adesão popular e não demorou para se consolidar como o maior evento gastronômico de Belo Horizonte, firmando-se também como uma atração e referência turística da capital mineira.


O concurso despertou a curiosidade da mídia nacional e internacional, tendo sido notícia no The New York Times e no La Nacion, na Argentina. Como a cultura do boteco não é uma exclusividade de BH, o festival, sempre realizado pela CDB Produções, rompeu as fronteiras da Serra do Curral, e já fincou bandeira em várias cidades do interior mineiro e algumas das principais capitais do País, tais como: Rio de Janeiro/RJ , Salvador/BA e Goiânia/GO." (http://www.comidadibuteco.com.br/)




Além de muito bem organizado, o concurso tem a seu favor um site belíssimo. As ilustrações estão lindas, remetendo-nos à mineirice que tanto afaga meu coração. Transportei-me a outros tempos - os tempos em que os butecos foram criados, embora eu não tenha idade para isso - com esses simples e suaves traços.






Como a notícia é urgente e sai aqui com certo atraso, pedi a colaboração de eméritos butequeiros de Salvador city, todos jornalistas. Henrique Sousa indica o La Kantuta, no Caminho das Árvores, com suas salteñas bolivianas; e revela que quer experimentar a novidade frigideira vegetariana do Mocambinho bar, no Dois de Julho, Centro.




Segue a contribuição, ipsis literis, de Eden Nilo: "no Itiúba, no Cabula VI, tem o delicioso tira-gosto Bode na Brasa com, evidentemente, churrasco de bode e aipim cozido na manteiga de garrafa. Experimentei o Bode e fiquei freguês. Estive no Itiúba há um ano. O atendimento é digno de uma estrela. Lembro que entornamos uma garrafa na mesa e que fomos logo socorridos, com gentileza e eficiência."



Cacho, conhecido como Gustavo Rozario, diz que o arrumadinho do Bar Cruz do Pascoal, no Santo Antônio, dá tranquilamente para quatro pessoas e tem um preço justíssimo! Detalhe: esse colega é frequentador assíduo do local.


Endereços e horários de funcionamento estão no link: www.comidadibuteco.com.br/sa2009_01.htm

E o roteiro da butecagem pode ser seguido pelo mapa no endereço:
www.comidadibuteco.com.br/images/mapa_salvador.pdf

11 de set. de 2009

O abará e o asfalto




Sair do trabalho, de preferência numa sexta, e saborear aquele abará maravilhoso para manter o nível de dendê no sangue baiano (de nascimento ou adotado)? Não tem preço. E, para comer abará, tem que estar de pé no asfalto, ou sentado em algo bem rústico ou simples, e na companhia essencial do céu aberto lá em cima, coroando a noite com estrelas e a bela lua. Quer mais felicidade que isso?

Tudo bem, tudo bem. Eu lhe indico algo para fazê-lo ainda mais feliz. Vá ao acarajé da Jaci, no Parque Júlio César, ou naquele que fica em frente ao prédio da Petrobras, no Itaigara. O primeiro já foi reconhecido, inclusive, pelo ranking da Veja Salvador. Eu chamo atenção especialmente para o vatapá. Ah, que vatapá, meu Deus! E olha, eu saboreio abará com vatapá, salada e pimenta há cerca de quinze anos e está exatamente igual: de-li-cio-so. Gasta-se em torno de 3 reais e ainda leva gratuitamente o sorriso da Jaci com sua energia boa demais.

O segundo, ao que me consta, nunca recebeu premiação formal, mas é top entre meus amigos - pessoas de muito bom gosto; eu garanto! Deixa contar algo... Está sentado(a)? A iguaria é preparada com camarão na massa e, alguns já vêm com a pimenta! hummmmm... Dá água na boca. O preço é mais que convidativo: R$ 2,50.



Mas o melhor de tudo é a conversa gostosa entre amigos para começar o fim de semana com pé direito. Uma cervejinha (ou guaraná, pra quem não bebe álcool) tirada de um bom isopor (desses bem baratinhos que vedem no supermercado) e a resenha da semana contada entre risos, gargalhadas, tiradas filosóficas ou entre as piadas mais sem noção do mundo. E isso, não tem preço (olha o plágio, aí, gente...)!



Fotos: www.saltur.salvador.ba.gov.br e www.sxc.hu

2 de set. de 2009

Saindo do trabalho? Fique Na Rua*




– Os bares daqui de Salvador são ruins, são tipo bar cansado!

Pronto. Não poderia ter uma frase melhor para classificar a tão famosa modalidade de bares sem açúcar que teimam em existir por aí. Ou seja, aqueles bares que não empolgam nem o maior dos bêbados. São, em sua maioria, bares sem o calor dos bons, bares cinzas, sombrios, sem identidade! Não merecedor da sublime e lubrificante alcunha de bar. É um bar-menor, como diria o poeta.

Os garçons, ah, esses são os piores no bar cansado: não têm a ginga dos garçons de bar legal, que conseguem atender convincentemente cinco mesas ao mesmo tempo e ainda conversar sobre o último gol perdido pelo ataque do Vitória com mais sofredores.

Mais calma! Seus problemas acabaram, cidadão estressado, tristonho, depressivo, impreciso; que come creme de milho e acha maravilhoso, mais ou menos um vilão de novela, saca? Sujeito sem jeito.

Não saia do trabalho e vá para casa, fique na rua. Este é o lema do NA RUA BAR, uma casa que podemos caracterizar como bar legal.

Lá, acredite, até as mulheres são diferentes também: vão ao banheiro na hora certa, não dormem em cima da mesa. Nada disso.

Ah! Além disso, oferece um ambiente aconchegante e música ao vivo de terça a sábado com couvert a R$ 1,99. Tem um tira gosto que, quem vai, não pode deixar de pedir: filé mignon ao molho barbecue - se não for o melhor de Salvador, está entre os cinco mais. Melhor, é inclassificável; só provando, como fala Ricardo, o Terrível.

Ah, para terminar, o NA RUA BAR nunca, absolutamente nunca, consegue fazer com que o seu freqüentador diga:

– Ô garçom, me vê uma cerveja, pois eu quero comemorar a última vez que venho aqui!



* Texto de Samir Sousa (conhecido como Samir-san), administrador e, a partir dessa postagem, eleito pelos amigos o filósofo e o literato da hora. Ele foi apresentado ao Na Rua Bar por Alan Seixas, economista, seu parceiro nesse inspirado texto e também filósofo nas horas vagas (vivenciadas na mesa de bar, claro!). Esse point do Lado B fica ao lado do balé Rosana Abubakir, de frente pra Av. ACM. E essa blogueira que vos fala, quando lá esteve, bebeu o melhor suco de limão de sua vida!

20 de ago. de 2009

Lounge da Rita*

Zinco escolheu azul, cor oficial de barraca clandestina.
Vingou!
Modernidade aportou.
Cores, formato e tamanho
Tudo mudou!
Croquetes, empadinhas e coxinhas
Certamente você provou.


Mas, e o espírito? Se transformou?

Pouca luz, poetas perdidos, literatos sem dor
E a luz? Será que ficou?

Basta chegar, e dispor.

Nesse cantinho escondido, modesto e sem pudor.
Nem os olhos mais exigentes deixam de se compor
Antes da luz, câmera e do amor.

Fica aqui a lembrança, desse lugar. Que sem amor
Não há.
Lugar comum que não nos cansamos de frequentar
Suor, colônias e fragrâncias que hão de se misturar.

Tá massa, tá bom, tá longo
Agora, há de se encerrar.



*Texto de Mosart Caíres, profissional de Relações Internacionais; e Gustavo Rozario (www.flickr.com/gustavorozario), jornalista, fotográfo e poeta incubado – depois de alguns latões de Skol numa quinta-feira de lua nova.



Gustavo avisa que essa carinhosa alcunha de Lounge foi dada por ele à segunda barraca em frente ao Boulevar 161 (Itaigara), cujo forte é o sanduíche da casa (um verdadeiro pé na porta pra balança) e que lá tem mauricinho e taxista.



Foto: www.sxc.hu

18 de jul. de 2009

Siri-bóia na Boa Viagem*


Demorei em mandar a minha contribuição para este blog, mas acho que vou estrear com pé direito. Não poderia começar sem falar de um lugar bem querido, onde passei boa parte de minha vida: Cidade Baixa.

E como falar em Cidade Baixa sem falar de sua maior especiaria culinária: o siri-bóia. Isso mesmo. Apesar da aparência hostil, o bichinho é para lá de delicioso. Não vou cair na mesmice em falar da Pedra Furada, point já manjado na DownCity. Minha dica é um buteco mais acima, na Boa Viagem mesmo, depois do Hospital Couto Maia.

O local se chama Bar Maresia. Conhecido também como bar do Jailson. Famoso pelo siri-bóia e outros crustáceos, e também pelo jeito típico do dono em tratar seus clientes. Não liguem para o mau humor; a comida vale muito à pena. E a vista também. Pena que da última vez que fui estava chovendo, não rendeu uma boa foto. Mas prometo enviar depois.




Minha dica é a ir ao local para um happy hour. No meio da semana, chegue 17h30; não adianta chegar antes, pois ele só abre às portas nesse horário, nem um minuto a menos. Se chegar mais cedo, vale matar o tempo num rápido passeio no Humaitá, que fica bem pertinho. Se o tempo ajudar, pegue uma mesa na rua mesmo, perto da balaustrada, para ter uma melhor visão da Baía de Todos os Santos.

Para quem bebe, a cerveja está sempre geladinha. Quando vou lá, sempre começo com a lambreta, enquanto espero pelo siri-bóia. Não se esqueçam de pedir o pirão para acompanhar. Outro prato muito gostoso é a agulhinha frita.

O lugar é bem simples, prato de plástico, banheiro unissex (mas sempre bem limpo), pouco espaço. O atrativo é a boa comida e o preço justo. É o lugar ideal para uma boa conversa entre amigos, com direito ao barulhinho do mar como trilha sonora!

* texto e experiência da jornalista antenadíssima ao Lado B Amanda Veloso

Crédito da foto: www.sxc.hu