Crédito desta foto: eu mesma inspiradíssima...

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1 de abr. de 2012

Matita Perê é Lado B




Gente, olha o Matita Perê! Vale muito a pena. Tenho certeza que vão se emocionar. Recomendadíssimo pelo Lado B de Salvador, hein? Encabeçado pelos compositores Borega e Luciano Aguiar, o grupo entrou em temporada no Teatro Sesi do Rio Vermelho, desde março. Agora, em abril, em duas terças-feiras, há shows 3 e 17, sempre às 20 horas. Confira release do evento e verifique a promoção no valor do ingresso.

"Com 13 anos de estrada, os parceiros seguem imprimindo originalidade nas próprias composições e nos arranjos feitos especialmente para clássicos da música popular brasileira. Amparado pelo talento de músicos como André Becker (sax e flauta), Alexandre Montenegro (baixo) e Sebastian Notini (percussão e bateria), o som do Matita ora segue os contornos harmônicos das montanhas de Minas Gerais – em canções como De Itajubá e Subida à Montanha, de Luciano Aguiar, ou na sua parceria com Borega chamada Rendeiro de Minas – ora vai na simplicidade das melodias do sertão nordestino – a exemplo do instrumental Baião Bachiado, de Borega, e a canção-homenagem Rosiana, referência dos parceiros à obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.

Um outro sertão se mostrará também nas rearmonizações de Lamento Sertanejo, de Gilberto Gil e Dominguinhos, e Pau de Arara, de Gonzagão e Guio de Moraes. Nesta última, uma base nova permite o contracanto de Lôro, de Egberto Gismonti, enquanto o baião Triângulo, de Luciano Aguiar, parece fazer o elo entre as montanhas e a caatinga.

Não conhece o Matita Perê ainda? Ouça em no My Space


Onde: Teatro Sesi do Rio Vermelho – Rua Borges dos Reis, 9, Rio Vermelho (3616-7060)
Quando: dias 21 de março (quarta-feira) e 3 e 17 de abril (duas terças-feiras), sempre às 20 horas
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) - meia entrada para quem apresentar, na bilheteria, o flyer promocional que está no Facebook(http://www.facebook.com/​photo.php?fbid=331139371471​7&set=o.359786527375262&ty​pe=1&theater)"

Imagem: Rafael Galeffi

16 de ago. de 2011

Sambando em alto estilo no Parque



Olha, Juliana Ribeiro aí, gente! Posto o release da artista que dispensa comentários para quem já conhece. E para quem não conhece ainda, só dou um conselho: vá assistir a um show dela, pois é um exemplo de talento, inteligência, simpatia e humildade.

Juliana Ribeiro lança primeiro CD solo no Parque da Cidade, neste domingo, às 11 horas da manhã. “Amarelo” é resultado de pesquisas da cantora e historiadora e apresenta as matrizes que constituem o samba.

"Ela é filha do Sol e de Oxum, pertence ao signo de Leão e tem como elemento chinês o fogo. Por esses e outros motivos, Amarelo foi o nome escolhido para o primeiro CD solo da compositora, intérprete e historiadora baiana, Juliana Ribeiro (32).

A obra é composta por uma vasta pesquisa que traz inusitada harmonia entre ritmos como o jongo, o semba, o batuque, a Música Popular Brasileira (MPB), o lundu, o ijexá, o maxixe e o samba. Dessa forma, Juliana Ribeiro se apresenta ao público como uma artista completa, sem rótulos ou limitações, durante o show de lançamento no dia 21 de agosto, no Parque da Cidade, no mesmo dia em que a artista comemorará seu aniversário.



O CD contou com a direção musical Duarte Velloso e o brilhantismo de Ricardo Hardmann, André Tiganá, Wilton Batata, Kiko Souza, além de outros músicos convidados e participações especiais do Coro de Cor e Roberto Mendes. O repertório é formado por composições próprias e de grandes nomes do cenário musical baiano como Tiganá Santana, Reginaldo Souza, feitas especialmente para esse CD, e os maiores sucessos em seus dez anos de carreira.

Cada música carrega um significado especial para Juliana. “Eu vim das águas”, por exemplo, foi feita especialmente para Yemanjá. “Gostaria de homenageá-la e agradecê-la pela companhia de toda uma vida. Sonhei com o refrão e assim que acordei compus a letra e a melodia”, disse. “Xica Xangô de Ouro”, composta pelo irmão da cantora, Arthur Ribeiro, é uma das faixas que chamam mais atenção no CD, pela sonoridade do Ijexá. “Edith” foi um presente, pois foi o autor, J. Veloso, quem escolheu Juliana para interpretá-la.

No palco, a cantora usa e abusa de recursos e faz um verdadeiro espetáculo. Entre uma interpretação e outra, Juliana entretém o público com histórias sobre os ritmos cantados e que contam a trajetória do samba na música popular brasileira. "É um espetáculo que reúne três séculos de canção", diz.

Um dos momentos mais esperados acontece durante a apresentação da música “Atraca Atraca”, que apresenta o ritmo afro-brasileiro chamado Jongo, uma das matrizes pesquisadas pela artista. Para ilustrar melhor o ritmo, a dançarina e professora Vânia Oliveira (Funceb), foi convidada para coreografar essa manifestação no palco.



“A intenção é que a platéia compreenda mais sobre os ritmos através da dança”, explica Juliana. O CD é patrocinado pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Bahiagas e do Faz Cultura, e produzido pela Baluart Produtora Cultural e Deo Carvalho.


O QUE? Lançamento do CD AMARELO de Juliana Ribeiro

QUANDO? Domingo, 21 de agosto
ONDE? Parque da Cidade- Projeto Música no Parque
HORAS? 11h da manhã ( pontualmente)
OBS.: Os CDs estarão à venda no local com preço promocional de 20 reais"


21 de mar. de 2010

Comidas naturebas


As pessoas que convivem comigo já sabem o que penso: comer bem é mais que um prazer, é uma filosofia de vida. Alimentos e temperos devem ter o mínimo de processamento industrial (confesso que acho maioria dos temperos prontos com gosto de papelão! rsrs...). Mas se vocês acham que não valorizo o sabor porque gosto de comida natural, então está na hora de rever seus conceitos (um plágio de vez em quando não faz mal... rsrs...).

Minhas recomendações vão em ordem de preferência:

1 - Saúde na Panela - As nuances de sabor em cada prato são enormes, mesmo o restaurante sendo radical (as deliciosas sobremesas são feitas com iogurte ao invés de creme de leite. As receitas não levam ovos na receita, têm pouco sal e quase nenhuma gordura - a maioria deles, nenhuma). Mas vou confessar meu fraco: a ceia deles é fantástica. De vez em quando vou tomar uma sopinha (e aproveito para levar aqueles irresistíveis pães ou bolos pra casa) Fica no Itaigara, próximo ao fim de linha da Pituba (3353-8088/3353-6788). E os preços são muito bons.

2 - Vida - A soparia (e restaurante natural) localizada em Ondina faz a gente percorrer quatro a cinco bairros para ter uma ceia dos deuses. É sopa que não acaba mais (de vez em quando faço umas misturas bem loucas, mas muito saborosas). Funciona como restaurante durante do dia, mas eu nunca fui nesse horário. Tem uma filial no Shopping Estrada do Coco.




3 - Manjericão - O que mais me encanta no Manjericão é poder comer cercada de verde. Os pratos desse restaurante, muitas vezes, são bem comuns, mas não quer dizer que menos saborosos. Mas algumas vezes me surpreendendo com misturas criativas. Localizado no Rio Vermelho, agora abre também aos domingos (3335-5641).

4 - Grão de Arroz - Uma viagem é almoçar debaixo de uma das árvores da filial dos Barris e depois assistir a um filme na sala Walter da Silveira. É claro que, pra mim, só dá pra fazer isso aos sábados. Mas eu ganho a semana inteira com essas poucas horas de prazer gastro-cult! É uma frustração para mim, no entanto, que a filial da Pituba (pertíssimo da minha humilde residência) somente sirva alguns lanches, pizza e sopas com misturas pra lá de criativas e totalmente pensadas para que seu organismo só diga obrigado (alô quem tem problemas intestinais: vale levar algumas pra viagem e tomar em casa). A variedade de pães é um dos fortes dessa filial e o mercadinho tem bastante variedade de produtos naturais, inclusive feirinha orgânica. (3248-9535 - Pituba e 3328-2157 - Barris)

5 - Brisa - Os pratos desse restaurante quase não sofrem processamento. São bem próximos ao sabor natural dos alimentos quando os tiramos da terra. Os pães e lanches integrais são maravilhosos. O lugar é bem tranquilo (minha mãe adorou comer lá!) e dá até pra ouvir passarinhos cantando aos domingos. Fica nas imediações na av. Paulo VI, na Pituba.

6 - Mundo Verde - A loja que fica no Max Center (Itaigara) tem um pequeno restaurante no andar superior. É uma paz poder almoçar sem barulho em uma localidade tão agitada. Na verdade, não é bem almoço. Há sopas, beirutes com tabule e lanches integrais bem nutritivos. A salada de fruta é servida com iogurte e mel: simplesmente divina!



7 - Espaço Natural - Para mim, essa é a opção para o dia-a-dia. Meio caro, o restaurante não varia muito o cardápio, mas, invariavelmente, os pratos são bem leves. As sobremesas são deliciosas (prefiro as light em detrimento das diet). Os pães (os de banana e germen de trigo são absolutamente fantásticos) e os congelados são um ponto alto da loja. Dentro do shopping Itaigara (3358-7877).

8 - Raízes - Recomendo a requintadíssimo filial do Salvador Shopping (aliás, está no antigo local onde havia uma filial do Brisa). Os molhos são incríveis e as saladas... hummm... são de dar água na boca. Tudo feito com ingredientes, diz o paladar, da mais alta qualidade. O único problema é ter que sentar naquela barulhenta praça de alimentação. Sobre a qualidade dos pratos, não posso dizer o mesmo do Raízes do Iguatemi.






fotos: www.sxc.hu

14 de mar. de 2010

Muiiiito lixo no Porto da Barra


Neste fim de semana, a cidade foi abençoada com os últimos shows do Espicha Verão, na praia do Porto Barra. Organizado e repleto de atrações de excelente qualidade, o projeto encantou também pelo cenário. E é sobre cenário e não sobre conteúdo que esse post quer falar: a praia. Como sempre, queremos aqui lançar um olhar estilo "Lado B" sobre esse evento.

Reduto da resistência dentro da área mais urbana de Salvador em termos de limpeza e boas condições de banho, o Porto da Barra ainda sofre com enorme falta de consciência das pessoas. Situação que chega a causar atos meio irônicos, mas sérios em essência, como o grafitismo da foto com o qual me deparei ao descer as escadarias para chegar a areia. Nas entrelinhas, o que ele quis dizer é: "sei que vocês vão sujar mesmo, mas, por favor, esforce-se para não sujar tanto". Pelo que vi, após esses espetáculos que nos encheram de orgulho, deu pra perceber o trabalho enorme a se fazer, pois, além dos visitantes da hora não terem o menor cuidado com seu lixo, não havia quase nenhum lixeira disponível para os que estavam preocupados em jogar lixo no lixo.


Sem uma assinatura (pelo menos não estava visível pra mim), não tenho como fazer uma homenagem à altura desse artista urbano de tanta sensibilidade. Mas fica aqui o apelo: quem passar pela área confere, fala sobre o assunto, chama a atenção das pessoas, enfim, faz valer a intenção do grafiteiro.

Tive a oportunidade de, nas minhas férias mais recentes, me deliciar com a aprazível praia do Porto da Barra numa quinta-feira. Apenas turistas e moradores aproveitam o local durante a semana. E não só a tranquilidade de poder ler um bom livro de frente pro mar me encantou. A sensibilidade das pessoas em cuidarem de seus lixos em parceria com os vendedores e prestadores de serviço é linda de se ver.

"Se todos fossem iguais a você..." não aconteceria o desastre recentemente divulgado via e-mail por alguns cidadãos heróicos, que deveriam ser agraciados com algum tipo de homenagem pelo seu belo exemplo. Um grupo de amigos decidiu fazer uma limpeza das águas do Porto após o carnaval. A quantidade de lixo encontrada foi vergonhosa e, o pior, nenhuma organização formadora de opinião ou responsável por ações público-governamentais deu a menor importância.



O grupo - de acordo com a mensagem - chegou a oferecer como matéria para vários veículos de comunicação, mas, pelo visto, atos raros de cidadania e comprometimento com a natureza e, em última instância, com a vida saíram da lista de critérios de noticiabilidade da nossa mídia. Nessa horas, tenho vergonha de ser jornalista!

Felizmente, existem as redes sociais (se não por definição como Orkut, Facebook etc., mas por metodologia, como o ato de disseminar uma informação apenas transmitindo e-mails para seus contatos). E parece que isso tem nos salvado de algumas lacunas que os nosso veículos de comunicação têm deixado pelo caminho (muitas vezes com razão, já que alguns temas não cabem ser abordados nos grandes veículos; outras por omissão ou falta de compromisso com o coletivo como no caso em questão).

Decidir postar as imagens que chegaram a mim como forma de auxiliar na missão desse heróis anônimos (esses, sim, engrandecem e fortalecem a palavra que já virou sinônimo de mediocridade, mau caratismo e falta de valores na voz do minha ex-referência de bom jornalismo, Pedro Bial. Lamentável!).

Confira a história e as imagens completas no blog da ong Global Garbage.

O crédito das fotos: a primeira é minha e a do fundo do mar é do blog acima citado.

27 de ago. de 2009

Iemanjá mora na praia do Buracão





Vou caminhando de minha casa até lá calmamente, aproveitando o brilho do sol, o azul do céu, a suavidade (ou aspereza!) do vento e a linda paisagem marítima. Essa se descortina com um encantamento incomum após percorrer um pequeno trecho da rua do Barro Vermelho, no Rio Vermelho. Do alto da escada com cerca de 50 degraus e que nos leva a essa cavidade natural, já é possível ver e perder o fôlego com a vista quase selvagem da praia do Buracão.

Com o nome oficial de praia Anita Costa, a pouco conhecida praia do Buracão tem esse apelido, dizem, justamente por causa dessa característica geológica única. De um lado o quartel do Exército, do outro os hotéis Mercury e Ibis isolam esse trecho de praia que considero um verdadeiro paraíso.


Um cantinho dos deuses em plena Salvador. A tranquilidade e limpeza do local, apesar de encravada no olho do furacão da soterópolis, o Rio Vermelho é resultado da característica de seus frequentadores: moradores ou hóspedes da região. Gente que não busca badalação e está em ooooooouuuutro ritmo. Aaahhhh!

Temos que oferecer uma salva de palmas para os frequentadores dessa localidade, raro exemplo em Salvador e Região Metropolitana de educação, consciência e espírito de coletividade. Ninguém joga lixo do chão, nem mesmo deixa as cascas de coco na areia. Por isso a areia branca do Buracão continua a contrastar com o lindo azul do mar.



A única barraca de praia que existia foi fechada, pois dizem, o espaço foi comprado pelos donos da Barraca do Lôro e atualmente está em construção (e ninguém sabe quando termina pois a cara de obra há muito tempo está ali). Ok, mais uma opção de serviço, já que apenas vendedores ambulantes atendem a praia. Mas será que essa beleza sera preservada com a chegada do "progresso"? Parece-lhe um questionamento clichê? Então vá ao Buracão e depois me responda se é ou não legítimo que eu levante essa lebre.

E por falar em natureza... O Buracão é exponencial. Experimente fechar os olhos e sentir o vento bater no rosto enquanto o mar - agitadíssimo e quase sempre azul limpíssimo - se revela uma verdadeira orquestra. E a música... é a da natureza! Mas cuidado ao se aventurar nas águas de dona Janaína. Pela força das correntes que ali se cruzam parece que é o epicentro da senhora do mar; Iemanjá mora no Buracão. E eu moro perto dela. Odoiá!