Crédito desta foto: eu mesma inspiradíssima...

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19 de fev. de 2011

Teatro, política e mar no forte




Mônica, uma amiga querida, enviou-me essa dica. Estou morrendo de inveja de vocês que lerem essa blogagem e puderem comparecer, pois tenho um compromisso nesse dia e realmente não poderei curtir esse belíssimo programa. E como diz meu namorado: aos amigos de plantão, aproveitem o verão! rsrsrs...

"Peça teatral nova em cartaz no Forte São Marcelo!! O nome da peça é "Novas Diretrizes para Tempos de Paz".

Ficará em cartaz até 25 de fevereiro, no Museu do Forte São Marcelo, de terça a sexta. Com saída da escuna do Terminal Náutico da Bahia (comércio, perto do Mercado Modelo), às 17h.

O valor do ingresso é de R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia, com a travessia de escuna inclusa. Tem duração de 50 minutos.

A peça se passa durante a Era Vargas, no final da Segunda Guerra Mundial, narrando a história de um polonês, que tenta entrar no Brasil e acaba interrogado por um agente alfandegário e ex-torturador da polícia política, gerando um grande embate ideológico que discute a condição humana, a arte, os horrores da guerra, a tortura e o preconceito.

A encenação acontece em espaço aberto, na parte de cima do forte, ao por-do-sol. Uma boa oportunidade para conhecer o forte e assistir uma boa peça."


Foto: Gabriel Carvalho (galeria turismobahia no www.flickr.com)

14 de mar. de 2010

Muiiiito lixo no Porto da Barra


Neste fim de semana, a cidade foi abençoada com os últimos shows do Espicha Verão, na praia do Porto Barra. Organizado e repleto de atrações de excelente qualidade, o projeto encantou também pelo cenário. E é sobre cenário e não sobre conteúdo que esse post quer falar: a praia. Como sempre, queremos aqui lançar um olhar estilo "Lado B" sobre esse evento.

Reduto da resistência dentro da área mais urbana de Salvador em termos de limpeza e boas condições de banho, o Porto da Barra ainda sofre com enorme falta de consciência das pessoas. Situação que chega a causar atos meio irônicos, mas sérios em essência, como o grafitismo da foto com o qual me deparei ao descer as escadarias para chegar a areia. Nas entrelinhas, o que ele quis dizer é: "sei que vocês vão sujar mesmo, mas, por favor, esforce-se para não sujar tanto". Pelo que vi, após esses espetáculos que nos encheram de orgulho, deu pra perceber o trabalho enorme a se fazer, pois, além dos visitantes da hora não terem o menor cuidado com seu lixo, não havia quase nenhum lixeira disponível para os que estavam preocupados em jogar lixo no lixo.


Sem uma assinatura (pelo menos não estava visível pra mim), não tenho como fazer uma homenagem à altura desse artista urbano de tanta sensibilidade. Mas fica aqui o apelo: quem passar pela área confere, fala sobre o assunto, chama a atenção das pessoas, enfim, faz valer a intenção do grafiteiro.

Tive a oportunidade de, nas minhas férias mais recentes, me deliciar com a aprazível praia do Porto da Barra numa quinta-feira. Apenas turistas e moradores aproveitam o local durante a semana. E não só a tranquilidade de poder ler um bom livro de frente pro mar me encantou. A sensibilidade das pessoas em cuidarem de seus lixos em parceria com os vendedores e prestadores de serviço é linda de se ver.

"Se todos fossem iguais a você..." não aconteceria o desastre recentemente divulgado via e-mail por alguns cidadãos heróicos, que deveriam ser agraciados com algum tipo de homenagem pelo seu belo exemplo. Um grupo de amigos decidiu fazer uma limpeza das águas do Porto após o carnaval. A quantidade de lixo encontrada foi vergonhosa e, o pior, nenhuma organização formadora de opinião ou responsável por ações público-governamentais deu a menor importância.



O grupo - de acordo com a mensagem - chegou a oferecer como matéria para vários veículos de comunicação, mas, pelo visto, atos raros de cidadania e comprometimento com a natureza e, em última instância, com a vida saíram da lista de critérios de noticiabilidade da nossa mídia. Nessa horas, tenho vergonha de ser jornalista!

Felizmente, existem as redes sociais (se não por definição como Orkut, Facebook etc., mas por metodologia, como o ato de disseminar uma informação apenas transmitindo e-mails para seus contatos). E parece que isso tem nos salvado de algumas lacunas que os nosso veículos de comunicação têm deixado pelo caminho (muitas vezes com razão, já que alguns temas não cabem ser abordados nos grandes veículos; outras por omissão ou falta de compromisso com o coletivo como no caso em questão).

Decidir postar as imagens que chegaram a mim como forma de auxiliar na missão desse heróis anônimos (esses, sim, engrandecem e fortalecem a palavra que já virou sinônimo de mediocridade, mau caratismo e falta de valores na voz do minha ex-referência de bom jornalismo, Pedro Bial. Lamentável!).

Confira a história e as imagens completas no blog da ong Global Garbage.

O crédito das fotos: a primeira é minha e a do fundo do mar é do blog acima citado.

6 de mar. de 2010

Férias em Salvador



Tenho tantos amigos e conhecidos que decidiram vir a Salvador agora (ou entrar em férias e ficar na cidade), nesse final de verão, que resolvi fazer uma postagem somente sobre isso. Aproveitando que as águas de março ainda não chegaram, vamos curtir o Lado B de Salvador.

Perguntaram-me: quanto tempo ficar em Salvador?
Depende da escolha de cada um. Há coisas interessantes pra fazer em qualquer dia da semana. Mas vale mais a pena estar aqui no fim de semana: quinta a domingo. Como a maioria das pessoas chega e retorna por Salvador, sugiro aproveitar a cidade nos fins de semana que chegar e que for embora. Durante a semana, pode curtir os outros roteiro fora da cidade. Veja as principais indicações.


Praia do Porto da Barra é show durante a semana - tirando os vendedores e prestadores de serviço insistentes... Mas basta se concentrar na sua leitura ou na contemplação do mar. Ah, aluga cadeiras e sombreiro com o Carlinhos: muito atencioso e sorridente. Não apareça, em hipótese alguma, no fim de semana por lá, a menos que seja pra o projeto Espicha Verão, que acontece ainda nos dias 6 e 13 de março (ninguém menos que Buena Vista Social Club toca nessa data - veja postagem do dia 27/2). Praias de fim de semana podem ser: Buracão, Rio Vermelho (essa rola no meio da semana também. Veja postagem do dia 27/8/2009), Pituaçu (barraca de Luciano), Flamengo (Barraca do Lôro), Villas (Barraca da Gávea), além das opções do Litoral Norte, como Praia do Forte (projeto Tamar e castelo Garcia D'Ávila são imperdíveis).


Rio Vermelho, bairro boêmio de Salvador (guardadas as proporções, é como a Lapa do Rio de Janeiro). Circule à vontade, de preferência quinta a domingo, e ouça de tudo: reggae, samba, rock, música caribenha , MPB... O acarajé, recomendo o da Cira.


Está aberta a temporada de forró. Os melhores arrasta-pés estão na AABB (Ass. Atlética Banco do Brasil ), em Patamares, e no restaurante Sertão Bom, na Pituba. Têm boas atrações e um público legal. Diferente de quase tudo em Salvador, no Sertão Bom há hora pra começar e terminar. O esquema é mais tranquilo, pois tem família, confraternização de grupos de amigos, mas também pessoas interessadas em dançar meeeeesssmo. Essa é a recomendação também de meu amigo David Andrade, que é professor de forró, ok?



Dançar na Borracharia (veja postagem do dia 1/7/2009) com a melhor discotecagem da cidade, é perfeito na sexta. Agora está repleta da meninada que ainda não entrou no ritmo dos estudos, por isso é um pouco incômodo. Mas vale a pena, pra quem está de férias, conferir a casa que já foi visitada por figuras como Martnália, Caetano Veloso, Reinaldo Gianecchini e Dinho Ouro Preto.



Obrigatório ir ao Museu de Arte Moderna (MAM), na Av. Contorno, em um sábado. Você vai entender porque na postagem do dia 11/5/2009 nesse blog. Vale a pena também ir ao Palacete das Artes, na Graça, para apreciar o Museu Rodin.

Pelourinho e Mercado Modelo, sugiro somente durante o dia. À noite é muito decadente.



Para comer uma deliciosa moqueca, sem dúvida, a grande pedida é o Ki-Mukeka, que tem filial na Pituba. Os deliciosos pratos típicos da culinária baiana são preparados com rapidez e primor. Mas enquanto isso, vale pedir as entradas de acarajé e acompanhamentos e/ou casquinha de siri - veja o que é que a Bahia tem na mesa de uma vez só e em grande estilo. Hummmm... deu água na boca. Acho que preciso ir lá urgente!


O café da manhã nordestino é, sem dúvida, no Grande Sertão. Só uma observação: nesse dia, nem pense em almoçar!


Sobre hospedagem, confesso que conheço muito pouco: teria que consultar os amigos de fora de Salvador que já se hospedaram pelas bandas de cá. Mas, em termos de localização, é melhor ficar na região do Rio Vermelho. É o olho do furacão e meio do caminho pra tudo.


E fora de Salvador? Morro de São Paulo, Boipeba ou Chapada?
Não conheço os dois primeiros na visão turística (passei algumas vezes rapidamente a trabalho), mas amigos de muito bom gosto estiveram por lá recentemente e se encantaram.


Quanto à Chapada, recomendo apenas Rio de Contas, pois não conheço os demais roteiros. Tem uma pousadinha ótima, Aconchego, (77) 3475-2714, com preços ótimos e tratamento bem acolhedor. O guia, sem dúvida, é da Ecotrilhas, Lé. A rural dele precisa de vários reparos, mas ele se vira bem também como mecânico e, principalmente, é honesto e cobra preços justos. Tenho amigos que me mandaram verdadeiros manuais por mail sobre outras localidades da Chapada. Posso repassá-los. É só me contactar que eu envio.

Ufa! Acho que é isso. Quem precisar de mais dicas ou tirar dúvidas, post seu comentário aqui, ok?




fotos: www.sxc.hu e arquivo pessoal

16 de out. de 2009

Cal Ribeiro no Sesi é tudo de bom




Eis que estou aqui de novo a falar desse lugar que eu amo e que tenho mil motivos para amar (veja post "Um teatro encantado debruçado sobre o mar", do dia 17/05/2009). E parece que o amor é recíproco, porque o Teatro do Sesi continua a abrigar espetáculos e projetos fantásticos, do mais alto nível. Parece que esse teatro quer que eu viva por lá pelas suas bandas o tempo inteiro.

Dessa vez a recomendação é mais que especial: Cal Ribeiro - visceral e arrebatador Cal Ribeiro, cantor e compositor da banda Cais e Sais, produzida pelo meu queridíssimo e amado, salve, salve, Roquinho Siqueira. Anote aí, nos dias 24, 25 e 29 de outubro, junto com Carcará, ele aporta às 20 horas nesse encantador teatro debruçado sobre o mar e você não pode perder essa mesmo.

Não sabemos o roteiro do show. Mas garanto que será uma boa pedida, como sempre.

Citando o blog da banda em que Cal é um dos líderes http://bandacaisesais.blogspot.com:

- Cais é plural de cal que significa vida... O cal que constrói e equilibra o sal que amortece e desafina . “são formas com que lidamos nas nossas inquietudes na prática e na vivência, nas nossas experiências” . Também é resultado de combinações de sentimentos pueril e maduro no mesmo som, tempo e lugar. Cais e Sais é um corpo repleto de alma, é arte.

Poesia pura e aplicada, não é?

Noutro dia, fiz um comentário no blog da banda e repito aqui:

Como não se encantar com uma poesia e uma musicalidade dessas, com tamanha profundidade? A mim, sinto que a Cais e Sais transmite seus sentidos e sentimentos direto na alma como se não tocasse no meu exterior. É uma conexão imediata. É visceral demais pra ser uma simples banda. A arte musical é, pra mim, uma importante ferramenta de crescimento espiritual e a Cais e Sais já se tornou um dos meus grandes parceiros nesse crescimento.
E tudo isso que disse se aplica ao meu mestre Roquinho, com quem tenho a honra de lidar todos dias e com quem aprendo a cada segundo.

Cais e Sais, obrigada por vocês existirem!



p.s.: o esquenta ou a resenha do show com os amigos na Varanda do Sesi é outro programa imperdível!







AVISO - Mudança na estrutura do blog:
Como está quase impossível postar apenas uma vez por semana, dado o grande número de eventos na cidade, decidi criar a seção Post it para servir de lembrete e vocês não ficarem mais perdidos que cego em tiroteio. Cada item traz a data do(s) post(s) em que a dica foi detalhada.

27 de ago. de 2009

Iemanjá mora na praia do Buracão





Vou caminhando de minha casa até lá calmamente, aproveitando o brilho do sol, o azul do céu, a suavidade (ou aspereza!) do vento e a linda paisagem marítima. Essa se descortina com um encantamento incomum após percorrer um pequeno trecho da rua do Barro Vermelho, no Rio Vermelho. Do alto da escada com cerca de 50 degraus e que nos leva a essa cavidade natural, já é possível ver e perder o fôlego com a vista quase selvagem da praia do Buracão.

Com o nome oficial de praia Anita Costa, a pouco conhecida praia do Buracão tem esse apelido, dizem, justamente por causa dessa característica geológica única. De um lado o quartel do Exército, do outro os hotéis Mercury e Ibis isolam esse trecho de praia que considero um verdadeiro paraíso.


Um cantinho dos deuses em plena Salvador. A tranquilidade e limpeza do local, apesar de encravada no olho do furacão da soterópolis, o Rio Vermelho é resultado da característica de seus frequentadores: moradores ou hóspedes da região. Gente que não busca badalação e está em ooooooouuuutro ritmo. Aaahhhh!

Temos que oferecer uma salva de palmas para os frequentadores dessa localidade, raro exemplo em Salvador e Região Metropolitana de educação, consciência e espírito de coletividade. Ninguém joga lixo do chão, nem mesmo deixa as cascas de coco na areia. Por isso a areia branca do Buracão continua a contrastar com o lindo azul do mar.



A única barraca de praia que existia foi fechada, pois dizem, o espaço foi comprado pelos donos da Barraca do Lôro e atualmente está em construção (e ninguém sabe quando termina pois a cara de obra há muito tempo está ali). Ok, mais uma opção de serviço, já que apenas vendedores ambulantes atendem a praia. Mas será que essa beleza sera preservada com a chegada do "progresso"? Parece-lhe um questionamento clichê? Então vá ao Buracão e depois me responda se é ou não legítimo que eu levante essa lebre.

E por falar em natureza... O Buracão é exponencial. Experimente fechar os olhos e sentir o vento bater no rosto enquanto o mar - agitadíssimo e quase sempre azul limpíssimo - se revela uma verdadeira orquestra. E a música... é a da natureza! Mas cuidado ao se aventurar nas águas de dona Janaína. Pela força das correntes que ali se cruzam parece que é o epicentro da senhora do mar; Iemanjá mora no Buracão. E eu moro perto dela. Odoiá!

2 de ago. de 2009

Teatro com parede de vidro e vista pro mar*


Vocês devem estar se perguntando porque cargas d'água eu escrevi sobre uma imagem tão surreal no título. Afinal, não dá pra acreditar que exista um teatro assim: você curte um espetáculo delicioso em ambiente climatizado, ouvindo músicas do mais alto gabarito, com uma artista de alta competência... e, pasmem, acompanhando o por do sol!

Sim, existe, eu não comi pizza (só os amigos vão entender essa piada! kkkk...).




A vencedora do Troféu Caymmi 2007 Juliana Ribeiro (www.myspace.com/julianaribeirocanta) está de volta com a acústica de um ambiente teatral, valorizando ainda mais a sonoridade de seu espetáculo de lançamento do primeiro álbum em formato EP (Extended Play), no Teatro Gamboa Nova, todos os domingos de agosto, as 17 horas.



No show, ela incorpora cinco personagens por meio de encenação teatral e com a ajuda de charmosos acessórios. Mais uma vez ela, conta com participação especial de Déo Carvalho*, com quem dança de forma surpreendente.



A sugestão aqui é chegar lá pelas 16 horas, curtir o Passeio Público (é lá mesmo onde fica o Teatro Vila Velha - "Vá ao Vila, velho!", em bom baianês, tá?), que nos faz voltar ao passado com sua arquitetura (que precisa acelerar essa restauração, Márcio Meireles!) e árvores que devem datar dos tempos que Cabral aportou por aqui.



Como bom adepto do Lado B (invariavelmente cabeção), antes de ir lá, não deixe de conferir a história do pequeno e sedutor Teatro Gamboa Nova, que tem quase 40 anos de existência e abrigou movimentações bem interessantes da cena artística baiana - inclusive com o show de estreia da estrela de primeiríssima grandeza Zizi Possi (www.teatrogamboanova.com.br).



O preço? Tão surreal quanto a programação: R$ 5. É até difícil não ir, não é?



*Texto e fotos meus, com experiência minha e do queridíssimo Déo Carvalho, ator, dançarino, produtor, cabeleleiro, maquiador e grande protagonista do Lado B.

17 de mai. de 2009

Um teatro encantado debruçado sobre o mar





No olho do furacão da cidade, onde tudo acontece, o Rio Vermelho, está um dos espaços mais encantadores: o Teatro do Sesi. Lá já passei por momentos muito especiais. Entre outros, um show da minha linda e talentosa amiga Claudia Dulth, um espetáculo teatral simplesmente mágico cujos personagens eram encenados com as mãos, um show do meu amigo Eduardo Brito com Eliane Veiga e Roberval Santos em homenagem aos magistrais Cartola e Noel. E nesse último, levei a minha mãe - todos hão de convir que um espaço para o qual levamos a nossa mãe tem que ser um lugar sagrado.



Sagrado? Muito mais que sagrado: debruçado sobre o mar, esse encantador (olha a palavra de novo...) espaço, além da música de altíssima qualidade do bar da varanda, o Jequitibar, tem a inebriante canção do mar. Já viu coisa mais perfeita? Um teatro debruçado sobre o mar. E quando tem lua cheia... hummmmm... Até hoje, nunca vi essa maravilhosa dobradinha por onde andei. Na última sexta, 15 de maio, o meu encantamento extrapolou com o show "Da areia", da cantora e compositora Juliana Ribeiro (www.myspace.com/julianaribeirocanta).

Enquanto a platéia se acomodava, o som ambiente de mar quebrando na beira da praia permanecia no ar, criando o clima para o que ainda estava por vir... Mar ali, mar aqui, mar acolá. Simplesmente irresistível! Um dos momentos mais arrebatadores - juro, deu vontade de pular da cadeira pra dançar - foi a participação do ator, dançarino, produtor, cabeleleiro... ufa! Déo Carvalho. Ele dançou e cantou um delicioso maxixe com a Juliana.

Essa encantadora (!!!) artista tem tudo a ver com esse encantador espaço pela consistência de seu trabalho que traz uma extensa e rica pesquisa (resultado do mestrado que está concluindo na Escola de Música), pelo compartilhamento com o público de toda essa cultura e, acima de tudo, pela alma que coloca em tudo que faz. Sexta que vem é o último dia da temporada. Vê se não vão perder, hein?!

Nesse mini clip abaixo (passe uma vez para carregar e acione novamente o play ao final), você pode conferir uma pedacinho desse encanto - mas nada se compara ao que se sente presencialmente.



Observação: o dicionário Michaelis explica o significado dessa que eu considero uma das mais semanticamente ricas e esteticamente belas palavras da nossa língua: "adj (encantar+dor2) Que encanta; be­lís­simo, esplêndido. sm 1 Aquele que faz encan­tamen­tos; mágico. 2 Aquele ou aquilo que encanta ou seduz."

11 de mai. de 2009

O MAM, ah, o MAM...





O MAM é mais que meu lugar preferido na cidade. É o MEU lugar! É simples, sem discussão e pronto.
Sábado à tarde é uma delícia olhar o sol bater no cais, depois de visitar o belíssimo Parque das Esculturas e as exposições do momento.
Sábado à tarde é uma delícia pagar apenas R$ 4 para ver um filme de alto nível numa salinha acolhedora.
Sábado à tarde é uma enorme delícia comer aqueles lanches antes de ir ver o filme - faz o seguinte: paga o cine e o lanche juntos, pois é no mesmo caixa. Acho que R$ 10 reais dá.
Sábado à tarde é uma delícia aguardar o crepúsculo e sentir a brisa acariciar meu rosto enquanto Ivan Huol e cia arrasam com a Jam no MAM. Esse projeto que reúne alguns dos melhores músicos da cidade em uma jam sessions e que existe há cerca de (pasmem!)10 anos, mas que nunca teve muita visibilidade nem grana - mas, pra compensar, tem a garra e fibra de Ivan Huol que nunca desistiu de seu sonho.
Isso é que é vida, pois não é pra qualquer um poder ser feliz com tudo isso e ainda com trilha sonora - e olha que é uma diferente pra cada sábado.