Crédito desta foto: eu mesma inspiradíssima...

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15 de ago. de 2011

Confira o cardápio do Restaurant Week




Como eu já bloguei, no dia 15 de agosto, começa hoje a 1ª edição do Salvador Restaurant Week. A maratona gastronômica de uma semana contará com os melhores restaurantes da cidade que servirão menus especiais com entrada, prato principal e sobremesa a preços promocionais.

Os cardápios especiais com entrada, prato principal e sobremesa serão oferecidos a R$ 28,90 no almoço e a R$ 39, no jantar (bebidas, serviço e couvert não inclusos).

Estou indo agora almoçar em um dos restaurantes do evento! Hummm...

Clique aqui para conferir o cardápio do Salvador Restaurant Week.




Imagens:
Salvador Restaurant Week

31 de jul. de 2011

Roteiro popular de alta gastronomia


Calma... Você que é louco por gastronomia, mas se sente impedido de usufruir desse prazer por conta de custo, não tenha uma taquicardia achando liberou geral, todo mundo resolveu baixar preço de tudo de uma vez. Trata-se de um evento, durante uma semana, envolvendo alguns dos melhores restaurantes da cidade - dica da colega Zorilda, grande amante da boa mesa.



"Pela primeira vez em Salvador o Restaurant Week, uma das maiores semanas gastronômicas do mundo, que acontece na capital baiana de 15 a 28 de agosto em 40 restaurantes.

Realizado há 20 anos pela primeira vez em Nova York, traz como principal regra reunir os melhores restaurantes e pratos com preço único. Ou seja, todos os estabelecimentos participantes devem oferecer entrada, prato principal e sobremesa a R$ 28,90 no almoço e a R$ 39,00 no jantar, sendo que bebidas, serviço e couvert não estão inclusos.

Hoje, o evento já passa por cidades brasileiras como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Espírito Santo e São Paulo.

No Salvador Restaurant Week (SSARW), já estão confirmados nomes como Amado, Ercolano, Mme Champanharia, Barbacoa, Veleiro, All Saints, Soho, Baby Beef Gamboa, Piola, La Figa, Bella Napoli, Milque, Lafayette, Carro de Boi, dentre outros.



Na programação, a expectativa é que mais de 10 mil pessoas experimentem os 50 mil pratos que farão parte do festival de cultura e sabores e ainda possam ajudar as Obras Sociais Irmã Dulce com a contribuição opcional de R$ 1,00.

Na organização, Licia Fabio Produções, experiente no ramo de outros eventos gastronômicos como o Nordeste Gourmet, realizado há quatro edições e Wine Bahia, que completou este ano sua sétima edição, além da Mica, empresa de mídia exterior.

Dentre os patrocinadores, Mastercard, co-patrocínio Sodexo, apoio Redecard e harmonização Ana Import que vai oferecer ao público vinhos de qualidade a preços inferiores aos de venda na loja. Para os clientes Mastercard Black e Platinum uma novidade. Todos terão a oportunidade de participar da semana gastronômica com exclusividade de 08 a 14 de agosto."

Texto adaptado do site Salvador Acontece

Imagens: Brasil Restaurante Week

17 de dez. de 2010

Pílulas B, urgente!

Como eu disse há duas semanas, quando o sol aporta na abóbada celeste com mais afinco, a cidade vira uma grande metrópole. Então é tudoaomesmotempoagora. Quem poderá me salvar? Só o Pílulas B e rapidinho, rapidinho conto o que tenho que contar - e estou inspiradíssima, viu? Pois meus ouvidos estão acacarinhados por uma bela coletânea do gênio do jazz Miles Davis (que meu amor, ao ouvir, sentiu-se de volta a Nova Iorque!).

Papo cabeça - Goulart Gomes é a bola da vez do projeto Vão das Letras - Conversa com o escritor, no dia 19 de dezembro, domingo, a partir das 15 horas, no Vão Livre do Teatro Castro Alves.


Criativo e premiado escritor, tenho o privilégio de conhecer de perto essa figura muitíssimo inteligente, perspicaz e com um humor único. Saibam por que vale muuuuuuuiito a pena ter um papo com ele: www.goulartgomes.com . A programação do evento é bem diversificada: música, livrarias e um bazar que você pode aproveitar para trocar seus livros, gibis, CDs, DVDs etc. Agendem-se, ok?

Platão com café - E por falar em literatura... Que tal fazer uma roda de leitura com os amigos, com lanches deliciosos à mão, atendimento personalizado e de qualidade, saindo direto do trabalho, num lugar tranquilo e aconchegante - pasmem! - dentro do shopping Itaigara?


O Espresso e Expressão, que fica no 2º piso, é uma lanchonete/restaurante de muito bom gosto em tudo: decoração, gastronomia, música ambiente, ideias e ideais. Ao subir uma charmosa escada, você se depara com uma estante com livros pra lá de interessantes e uma aconchegante sala de leitura que parece a da casa da gente. Pra completar, tem uma poesia de Carlos Drummond de Andrade emoldurada. Foi aí que apaixonei de vez!

Tarde vocal - O afinadíssimo grupo vocal baiano Cama de Voz, aos sábados, a partir de 13 horas, no bar e restaurante Caminho de Casa (Itaigara. Fone:71 3353-7036) é a grande pedida indicada pelo meu amigo - também jornalista e uma das minhas referências intelectuais - Alberto Freire. E a comida de lá... hummm... dispensa comentários, pois é notória e tradicionalmente de alto nível e original.

Jazz, blues e MPB de primeira - Se você resolver assistir o Cama de Voz, tenha um completo deleite musical e emende ao Balthazar Grill.


Lá pelas 21 horas - se você ainda estiver sóbrio e suportar ficar em pé pra ir até lá... rsrsr... - sobe ao mini palco uma atração de MPB. Num dia só, dá pra se atualizar sobre dois grandes programas Lado B.


Imagens: www.goulartgomes.com, arquivo pessoal e hotsite do Balthazar.

5 de dez. de 2010

Jazz com prosecco




O produtor musical Eduardo Brito - amigo querido de longa data - convidou-me para a inauguração do novo espaço da cidade reservado ao jazz, blues e MPB. Foi numa simples quarta-feira... mas não como outra qualquer. Regada a prosecco e atendimento de primeira, conferi de perto a noite musical cuja programação é montada por ele. Quando os músicos mostraram a que vieram, não deu outra: pensei, na hora, essa é uma ótima blogagem para o Lado B. Eis o release da assessoria de imprensa:



"O Balthazar, que atende há mais de um ano, agora investe numa temática que remete aos bares do French Quartier, em New Orleans. Sua programação inclui as melhores atrações dos três gêneros musicais que vão se apresentar em um local com infraestrutura preparada para garantir boa acústica ao espectador, por meio de equipamentos de som de primeira linha.



O happy hour do Balthazar acontece de terça a domingo, a partir das 18h; e os shows, nas quintas, a partir das 21h, sextas e sábados, a partir das 22h. A casa disponibiliza estacionamento com manobrista.



Endereço: Av. ACM, Shopping Cidade – Itaigara (em frente ao Parque da Cidade
Reservas: 3017-4343
Site: www.balthazargrill.com.br/hotsite"



Imagens: desta blogueira e de divulgação

22 de mai. de 2010

Extra, extra: butecagem já!





Não consigo entender porque um festival dessa magnitude e qualidade seja tão desorganizado na divulgação em mídia de massa. Esse ano, mais uma vez, somos surpreendidos pelo festival Comida di Buteco já em realização.

Diferente dos outros anos, em que foi realizado no segundo sempre (setembro, outubro mais ou menos), o evento movimenta a cena gastronômica de Salvador City desde ontem, até o dia 20de junho em 31 butecos. Eles resolveram associar o hábito da butecagem com a Copa... O festival acontece esse ano em 11 cidades brasileiras.



Para compensar, o site deles é muito bom de navegabilidade e você consegue acessar tudo que precisa fácil, fácil. Só tem um defeito: as fotos estão com uma qualidade duvidosa. Creio que, na ânsia de fazer aparecer os nomes dos patrocinadores junto aos pratos, realizaram enquadramentos questionáveis, esquecendo que o público quer ver os pratos. E o sucesso do evento depende da sensibilização dos butequeiros. Afinal, o que os olhos não veem, o coração não sente.

Quem conhece meus hábitos gastronômicos sabe que não vou provar muitos pratos, mas os que puder provar, tenho certeza que vou gostar. As referências dos meus amigos de larga experiência no meio são as melhores. E eu confio no bom gosto deles a respeito dos estabelecimentos indicados.


Inclusive, tem um buteco bem conhecido da turma que não foi selecionado esse ano, provavelmente, porque a organização do evento compartilha da mesma opinião de meus amigos: a qualidade da comida desse referido estabelecimento se perdeu.

Imagens: www.comidadibuteco.com.br

23 de abr. de 2010

Sertão Bom é danado de bom... às sextas



Aberta a temporada dos forrós. Mas quem é Lado B não consegue acostumar com multidões. Adelmário Coelho está brilhando na AABB - embora nem sempre em boa companhia - e o Estakazero está excelente també, com um show lindo em homenagem a obra do mestre Lua, o saudoso rei do baião Luiz Gonzaga.

Mas com as chuvas, esses eventos foram impactados e, de repente, me vi convencida por um grupo de amigos a ir ao Sertão Bom numa sexta-feira de repente, não mais que de repente. Simplesmente foi tudo de bom, pois dançamos muuuuuito. Amantes do verdadeiro forró se encontram por lá e sem piriguetagem (coisa rara em Salvador), pois o ambiente é bem familiar, mas animadíssimo. Pelas minhas parcas estatísticas, dez entre dez professores de forró adoram o local.

Então esse restaurante da Pituba foi escolhido para sediar os encontros de um grupo de dançadores de forró (todo mundo dá um jeitinho na pista, portanto, ninguém é dançarino). São amigos e familiares que têm apenas um objetivo: viver a saudável e belíssima cultura nordestina por meio da dança.

Mas atenção: por enquanto recomendo apenas as sextas. As bandas do sábado não estão nada boas e ainda não chequei as quintas e domingos.



A ficha:
- local é de fácil acesso (Av. Otávio Mangabeira, Pituba. Ao lado do Tchê Picanhas e posto BR);
- comida gostosa e barata, com cachaças de boa qualidade (garantem os cachaceiros de plantão);
- decoração lindíssima, pois parece que estamos no interior mesmo;
- e o principal, bandas que tocam um autêntico forró.

Ah, mais três fatores me encantam: a gerência da casa não permite superlotação, o que já conta 1.000 pontos no meu ranking de lugares legais pra frequentar; o couvert custa R$ 10 reais; e eles são pontuais na programação (de quinta a sábado, a primeira banda entra às 21h e vai até 23h30 e a outra entra quase imediatamente e vai até 2 horas). Aos domingos, começa às 17 horas e termina cedinho.

Quem quiser conferir os demais dias e mandar a dica para cá, agradeço muitíssimo por mim e pelos leitores do Lado B.

Anarriê!

21 de mar. de 2010

Comidas naturebas


As pessoas que convivem comigo já sabem o que penso: comer bem é mais que um prazer, é uma filosofia de vida. Alimentos e temperos devem ter o mínimo de processamento industrial (confesso que acho maioria dos temperos prontos com gosto de papelão! rsrs...). Mas se vocês acham que não valorizo o sabor porque gosto de comida natural, então está na hora de rever seus conceitos (um plágio de vez em quando não faz mal... rsrs...).

Minhas recomendações vão em ordem de preferência:

1 - Saúde na Panela - As nuances de sabor em cada prato são enormes, mesmo o restaurante sendo radical (as deliciosas sobremesas são feitas com iogurte ao invés de creme de leite. As receitas não levam ovos na receita, têm pouco sal e quase nenhuma gordura - a maioria deles, nenhuma). Mas vou confessar meu fraco: a ceia deles é fantástica. De vez em quando vou tomar uma sopinha (e aproveito para levar aqueles irresistíveis pães ou bolos pra casa) Fica no Itaigara, próximo ao fim de linha da Pituba (3353-8088/3353-6788). E os preços são muito bons.

2 - Vida - A soparia (e restaurante natural) localizada em Ondina faz a gente percorrer quatro a cinco bairros para ter uma ceia dos deuses. É sopa que não acaba mais (de vez em quando faço umas misturas bem loucas, mas muito saborosas). Funciona como restaurante durante do dia, mas eu nunca fui nesse horário. Tem uma filial no Shopping Estrada do Coco.




3 - Manjericão - O que mais me encanta no Manjericão é poder comer cercada de verde. Os pratos desse restaurante, muitas vezes, são bem comuns, mas não quer dizer que menos saborosos. Mas algumas vezes me surpreendendo com misturas criativas. Localizado no Rio Vermelho, agora abre também aos domingos (3335-5641).

4 - Grão de Arroz - Uma viagem é almoçar debaixo de uma das árvores da filial dos Barris e depois assistir a um filme na sala Walter da Silveira. É claro que, pra mim, só dá pra fazer isso aos sábados. Mas eu ganho a semana inteira com essas poucas horas de prazer gastro-cult! É uma frustração para mim, no entanto, que a filial da Pituba (pertíssimo da minha humilde residência) somente sirva alguns lanches, pizza e sopas com misturas pra lá de criativas e totalmente pensadas para que seu organismo só diga obrigado (alô quem tem problemas intestinais: vale levar algumas pra viagem e tomar em casa). A variedade de pães é um dos fortes dessa filial e o mercadinho tem bastante variedade de produtos naturais, inclusive feirinha orgânica. (3248-9535 - Pituba e 3328-2157 - Barris)

5 - Brisa - Os pratos desse restaurante quase não sofrem processamento. São bem próximos ao sabor natural dos alimentos quando os tiramos da terra. Os pães e lanches integrais são maravilhosos. O lugar é bem tranquilo (minha mãe adorou comer lá!) e dá até pra ouvir passarinhos cantando aos domingos. Fica nas imediações na av. Paulo VI, na Pituba.

6 - Mundo Verde - A loja que fica no Max Center (Itaigara) tem um pequeno restaurante no andar superior. É uma paz poder almoçar sem barulho em uma localidade tão agitada. Na verdade, não é bem almoço. Há sopas, beirutes com tabule e lanches integrais bem nutritivos. A salada de fruta é servida com iogurte e mel: simplesmente divina!



7 - Espaço Natural - Para mim, essa é a opção para o dia-a-dia. Meio caro, o restaurante não varia muito o cardápio, mas, invariavelmente, os pratos são bem leves. As sobremesas são deliciosas (prefiro as light em detrimento das diet). Os pães (os de banana e germen de trigo são absolutamente fantásticos) e os congelados são um ponto alto da loja. Dentro do shopping Itaigara (3358-7877).

8 - Raízes - Recomendo a requintadíssimo filial do Salvador Shopping (aliás, está no antigo local onde havia uma filial do Brisa). Os molhos são incríveis e as saladas... hummm... são de dar água na boca. Tudo feito com ingredientes, diz o paladar, da mais alta qualidade. O único problema é ter que sentar naquela barulhenta praça de alimentação. Sobre a qualidade dos pratos, não posso dizer o mesmo do Raízes do Iguatemi.






fotos: www.sxc.hu

6 de mar. de 2010

Férias em Salvador



Tenho tantos amigos e conhecidos que decidiram vir a Salvador agora (ou entrar em férias e ficar na cidade), nesse final de verão, que resolvi fazer uma postagem somente sobre isso. Aproveitando que as águas de março ainda não chegaram, vamos curtir o Lado B de Salvador.

Perguntaram-me: quanto tempo ficar em Salvador?
Depende da escolha de cada um. Há coisas interessantes pra fazer em qualquer dia da semana. Mas vale mais a pena estar aqui no fim de semana: quinta a domingo. Como a maioria das pessoas chega e retorna por Salvador, sugiro aproveitar a cidade nos fins de semana que chegar e que for embora. Durante a semana, pode curtir os outros roteiro fora da cidade. Veja as principais indicações.


Praia do Porto da Barra é show durante a semana - tirando os vendedores e prestadores de serviço insistentes... Mas basta se concentrar na sua leitura ou na contemplação do mar. Ah, aluga cadeiras e sombreiro com o Carlinhos: muito atencioso e sorridente. Não apareça, em hipótese alguma, no fim de semana por lá, a menos que seja pra o projeto Espicha Verão, que acontece ainda nos dias 6 e 13 de março (ninguém menos que Buena Vista Social Club toca nessa data - veja postagem do dia 27/2). Praias de fim de semana podem ser: Buracão, Rio Vermelho (essa rola no meio da semana também. Veja postagem do dia 27/8/2009), Pituaçu (barraca de Luciano), Flamengo (Barraca do Lôro), Villas (Barraca da Gávea), além das opções do Litoral Norte, como Praia do Forte (projeto Tamar e castelo Garcia D'Ávila são imperdíveis).


Rio Vermelho, bairro boêmio de Salvador (guardadas as proporções, é como a Lapa do Rio de Janeiro). Circule à vontade, de preferência quinta a domingo, e ouça de tudo: reggae, samba, rock, música caribenha , MPB... O acarajé, recomendo o da Cira.


Está aberta a temporada de forró. Os melhores arrasta-pés estão na AABB (Ass. Atlética Banco do Brasil ), em Patamares, e no restaurante Sertão Bom, na Pituba. Têm boas atrações e um público legal. Diferente de quase tudo em Salvador, no Sertão Bom há hora pra começar e terminar. O esquema é mais tranquilo, pois tem família, confraternização de grupos de amigos, mas também pessoas interessadas em dançar meeeeesssmo. Essa é a recomendação também de meu amigo David Andrade, que é professor de forró, ok?



Dançar na Borracharia (veja postagem do dia 1/7/2009) com a melhor discotecagem da cidade, é perfeito na sexta. Agora está repleta da meninada que ainda não entrou no ritmo dos estudos, por isso é um pouco incômodo. Mas vale a pena, pra quem está de férias, conferir a casa que já foi visitada por figuras como Martnália, Caetano Veloso, Reinaldo Gianecchini e Dinho Ouro Preto.



Obrigatório ir ao Museu de Arte Moderna (MAM), na Av. Contorno, em um sábado. Você vai entender porque na postagem do dia 11/5/2009 nesse blog. Vale a pena também ir ao Palacete das Artes, na Graça, para apreciar o Museu Rodin.

Pelourinho e Mercado Modelo, sugiro somente durante o dia. À noite é muito decadente.



Para comer uma deliciosa moqueca, sem dúvida, a grande pedida é o Ki-Mukeka, que tem filial na Pituba. Os deliciosos pratos típicos da culinária baiana são preparados com rapidez e primor. Mas enquanto isso, vale pedir as entradas de acarajé e acompanhamentos e/ou casquinha de siri - veja o que é que a Bahia tem na mesa de uma vez só e em grande estilo. Hummmm... deu água na boca. Acho que preciso ir lá urgente!


O café da manhã nordestino é, sem dúvida, no Grande Sertão. Só uma observação: nesse dia, nem pense em almoçar!


Sobre hospedagem, confesso que conheço muito pouco: teria que consultar os amigos de fora de Salvador que já se hospedaram pelas bandas de cá. Mas, em termos de localização, é melhor ficar na região do Rio Vermelho. É o olho do furacão e meio do caminho pra tudo.


E fora de Salvador? Morro de São Paulo, Boipeba ou Chapada?
Não conheço os dois primeiros na visão turística (passei algumas vezes rapidamente a trabalho), mas amigos de muito bom gosto estiveram por lá recentemente e se encantaram.


Quanto à Chapada, recomendo apenas Rio de Contas, pois não conheço os demais roteiros. Tem uma pousadinha ótima, Aconchego, (77) 3475-2714, com preços ótimos e tratamento bem acolhedor. O guia, sem dúvida, é da Ecotrilhas, Lé. A rural dele precisa de vários reparos, mas ele se vira bem também como mecânico e, principalmente, é honesto e cobra preços justos. Tenho amigos que me mandaram verdadeiros manuais por mail sobre outras localidades da Chapada. Posso repassá-los. É só me contactar que eu envio.

Ufa! Acho que é isso. Quem precisar de mais dicas ou tirar dúvidas, post seu comentário aqui, ok?




fotos: www.sxc.hu e arquivo pessoal

27 de fev. de 2010

Buena Vista Social Club in city again!





Estou tão feliz que não me contenho em mim mesma. Vou ver Buena Vista Social Club! Em setembro do ano passado, eles estiveram aqui, mas eu é que não estava - tive que viajar para ser madrinha de casamento de uma amiga (ou seja, compromisso inadiável). Mas agora os deuses estão a meu favor e, além de eu estar na soterópolis, o show vai ser de graça em uma das belas paisagens de Salvador... ai, que êxtase!

E vocês pensam que é só isso? O projeto do governo do Estado, Espicha Verão, que acontece no Porto da Barra, contará, no mesmo dia, 13 de março, com as presenças ilustres e iluminadas de Orquestra Fred Dantas, Gerônimo, Waltinho Queiroz (lembram de Fafá de Belém cantando "ah, moreno, ah, moreno... saia dessa roda, venha descansar..." ?), Palmyra e Levita (dupla baiana conhecida até no Japão) e Rumpilezz.

Mas atenção! A programação começa hoje, 27 de fevereiro. Dentro do Espicha Verão tem o Praia 24 horas (não entendi o porquê do projeto dentro de outro projeto e ambos se sobrepondo... mas vamos lá...). Como o próprio nome diz, começa às 6h da manhã e encerra às 6h do dia seguinte: gastronomia, atividades físicas, mostras culturais, cinema itinerante, concurso de caldinhos, praça das artes movimentam o fim de verão de turistas e moradores.

Pelo que entendi da confusa programação do site oficial, creio que os shows começam em torno do meio dia e, os mais "nobres", por assim dizer, sejam no fim da tarde.

Preciso falar mais alguma coisa? Prepare-se agora e compareça. Eu estou agendadíssima para o dia 13, claro!




Imagens: www.buenavistasocialclub.com

11 de jan. de 2010

Sambas de tirar o chapéu na pirâmide




Já sou fã confessa da cantora Juliana Ribeiro pelo seu preciosismo, empenho e, claro, pelo inquestionável talento. Sem contar a rica contribuição de seu trabalho aos cenários de entretenimento, cultural e acadêmico - graduada em música, agora realiza mestrado no qual pesquisa as raízes do samba. Um luxo!


Em sua mensagem de fim de ano aos felizes integrantes de seu mailing, do qual eu faço parte, ela avisou:

"...faço questão de sua presença em janeiro no lançamento do meu projeto "Cantando com os Compositores', no qual prestarei homenagem a estes grandes mestres da terra. Serão duas participações por show, deixando as noites de sexta ainda mais brilhantes.

Teremos Sr. Mateus Aleluia, Walmir Lima, Edil Pacheco, Reginaldo Souza, Gal do Beco, Walter Queiroz , Roque Ferreira e J. Velloso, nessa temporada de verão que ocorrerá todas as sextas, no Tom do Sabor, no Rio Vermelho."

Recado dado? Então agende-se para as sexta-feiras de janeiro, ok? Aproveite para saborear a cozinha de alto nível da casa. O Tom do Sabor fica na bela Pirâmide do Rio Vermelho, fácil, fácil de encontrar. No sentido Amaralina-Ondina, logo após a churrascaria Fogo de Chão, você já pode começar a parar o carro (fica à sua direita).



Foto: www.sxc.hu

4 de jan. de 2010

Aconchego da Zuzu, o Lado B com estilo Classe A*




O bairro do Garcia tem o seu dia de Lado A uma vez por ano, na segunda-feira de carnaval, quando a folia trieletrizada dá lugar às bandas de sopros e à irreverência dos foliões da Mudança do Garcia. Mas naquele território emblemático, mais famoso pelas escolas tradicionais que pelos bares, tem um bar tipicamente Lado B que resiste ao tempo e ao modismo de outros bares da cidade. Falo do Aconchego da Zuzu.

O bar e restaurante Aconchego da Zuzu está instalado numa típica residência familiar, com uma arquitetura que remete às casas populares das primeiras décadas do século XX. Quem passa pela rua não imagina o que pode encontrar à medida que se adentra o antigo casarão.

A partir de uma área descoberta, chega-se ao típico quintal urbano, coberto pela sombra de mangueiras frondosas. Esse quintal é palco para prazeres diversos que vão da boa mesa à boa música. Comece pela entrada de abará e depois, com muita calma, prove os petiscos de agulhinha frita ou pititinga, caldos diversos até chegar ao prato principal, a moqueca de peixe ou carne do sol com aipim frito.

Todo esse repertório gastronômico ganha um sabor especial com o tempero musical que é referência da casa. Do chorinho à bossa nova, passando pelos sambas antigos e contemporâneos, o palco tem lugar para vários estilos musicais. Prefira todos.

O nome do bar é uma homenagem à matriarca da família de proprietários, a centenária Dona Zuzu. Vê-la circulando animada pelo local, nos faz entender o real significado da palavra longevidade. O serviço do Aconchego da Zuzu é feito por uma extensa rede de filhos, sobrinhos e netos da matriarca, que implantaram um jeito especial de atender os clientes. Com estilo, o estabelecimento superou a categoria de um simples barzinho e já pode ser considerado uma espécie de local Classe A no universo Lado B dessa cidade de São Salvador da Bahia.

Oficialmente o Aconchego da Zuzu está localizado na Rua Quintino Bocaiúva, n° 18, Fazenda Garcia. Mas na informalidade da geografia Lado B da cidade, fica no topo da ladeira do Posto São Jorge, no final-de-linha do Garcia. Funciona de terça-feira a domingo para almoço a partir do meio dia; e à noite, com boa música ao vivo, de quinta-feira a domingo, das 20h30 às 24h. Tel: (71) 3331-5074.



* Texto do jornalista Alberto Freire, uma das minhas grandes referências para indicações Lado B. Como eu, Alberto quer levar a mãe dele para assistir um bom chorinho em um domingo no Aconchego da Zuzu.

Foto: www.sxc.hu

1 de nov. de 2009

Lado B em pílulas


Como já mencionei algumas vezes nesse blog, a programação Lado B da cidade está cada vez mais intensa e numerosa por conta do clima de verão. Como não tenho esse pique todo de comparecer a tudo para dar detalhes sobre cada programa, decidi, sempre que necessário, escrever o Pílulas B: trata-se de pequenos textos (outros nem tanto...) sobre cada programa num só post, lembrando os velhos tempos de jornal de grande circulação - tenho saudade, sim, mas adoro minha liberdade atual.



Mostra 50 Anos de Cinema da África Francófona - Serão exibidos 50 filmes, entre os quais obras-primas do cinema negro-africano inéditas no Brasil. Durante a mostra serão oferecidas duas lições de cinema, com Med Hondo, um dos pioneiros do cinema africano, e Samba Félix Ndiaye, o maior documentarista do continente, e uma mesa redonda, com as participações de Catherine Ruelle, Mahomed Bamba, Samba Félix Ndiaye e Med Hondo. Até 04/11, na sala Walter da Silveira, no cine-teatro Molière da Aliança Francesa e na sala de cinema do MAM. Entrada gratuita. (fonte: www.plugcultura.wordpress.com)

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Orquestras no Pelô - O local não é minha praia, mas a programação é de alto nível. Para quem já frequenta o Pelô, vale a pena prestigiar o esforço dos poderes públicos de revitalizar a região - mas tenho que fazer a minha ressalva e protesto: revitalização não passa apenas por agir para inglês ver (segurança em locais específicos e restritos e uma bela programação cultural gratuita ou muito barata). Não se pode tratar somente da fachada e achar que está tudo resolvido como senhor ACM fez e enganou direitinho meio mundo.

Revitalizar uma localidade passa por acolher as populações locais, tirando-as da margem, dando-lhes educação, formação profissional e, acima de tudo, perspectiva de vida. O que se vê no Pelourinho é uma ilha de tradição da baianidade cercada de violência, miséria e abandono por todos os lados. Não dá pra ir lá sem carro. E, mesmo assim, a segurança nos estacionamentos é sofrível. Parece que tudo é adequado ao modus operandi do turista que, geralmente, está de táxi.

O que fazer? Colocar mais policiamento? É óbvio que não resolve, pois os policiais apenas servem de muros entre a população feliz-visitante e a população miserável-local. O atual governo - pelo qual não tenho muita simpatia, mas temos que ser justos - está fazendo um esforço legítimo. Espero que o esforço se transforme em atos reais (saiba mais sobre o Plano de Reabilitação www.pelourinho.ba.gov.br/plano-de-reabilitacao).



Blogando o site do Pelourinho: "Para quem acha orquestra uma coisa ultrapassada ou erudita demais, o Programa Pelourinho Cultural, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, preparou uma agenda que vai desbancar qualquer preconceito. Com releituras contemporâneas das formatações originais, orquestras modernas foram escolhidas a dedo para agitar a programação do Pelô em novembro." Fonte do texto e da foto (Sora Maia): www.pelourinho.ba.gov.br/2009/10/27/orquestras-no-pelo.html

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Le Dantec e cinemas Unibanco - Não é barato, mas é genial. Um dos mais prestigiados chefs de cozinha de Salvador, o francês Marc Le Dantec - escolhido por quatro vezes como o melhor Chef pela publicação Veja Salvador - abriu o seu novo restaurante Poesia Marc Le Dantec - French Brazilian Cuisine no terraço do Espaço de Cinema Unibanco, na Praça Castro Alves. Conclusão: será possível assistir às interessantíssimas mostras cinematográficas e comer algo de alta qualidade e requinte de frente para a Baía de Todos os Santos com um por do sol incrível. A praça Castro Alves é dos cinéfilos! De terça a sexta, das 12h às 23h40, sábado, das 16h a 23h40, domingo e segunda, das 13h a 21h. Fone: 3331-3854.

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Rodas de Música com Soraya Aboim - A cantora recebe para happy hour, às sextas-feiras, convidados como: Mário Ulhoa, Will Carvalho, Júlio Caldas, A Volante do Sargento Bezerra, Noeme Bastos, entre outros. No Espaço - 1º andar (R. Ilhéus, 258, Rio Vermelho), 13 e 20 de novembro, 4, 11 e 18 de dezembro, às 19 horas. Couvert: R$ 10. Info: 9929-1771/ 3334-4459.

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Lado B para pimpolhos - a pedido de minha amiga Marilda Ferri que tem uma pequena e linda filha, mas sente saudade de um bom programa fora do aconchegante lar, vai a dica da publicitária e queridíssima Renata Habib - mãe de um casal de pimpolhos: http://pequenopolis.wordpress.com/ . Esse site já está como link preferido do Lado B.

26 de out. de 2009

Camarão bem escondidinho*


Em uma missão exploratória pelas bandas da Avenida São Rafael (meu novo perímetro desde março deste ano), achei um lugar fantástico para quem, como eu, é fanático por camarão. O lugar é meio escondido, fica dentro do condomínio Morada do Campo, logo depois da Chesf, se você vem do viaduto Dona Canô. Chama-se Ki Camarão, nome bem óbvio quando você começa a ler o cardápio.



Trata-se de um box bem incrementado, com muitas mesas em um espaço coberto. Já tinha ouvido falar do lugar e o fato dele estar na lista do último Festival Comida Di Buteco aguçou a minha curiosidade. Já simpatizei com lugar por conta de algo simples e funcional: num pedaço de papel escrito à mão, colado em baixo do plástico que cobria a mesa, o nome do garçom responsável por nos atender. Quer coisa mais antipática do que você ficar chamando o garçom, sem saber o nome do cara?


O cardápio tem de tudo: petiscos, refeições mais compostas, bebidas variadas. Fui com o meu “namorido” e fizemos o primeiro teste de qualidade: pedimos uma cerveja e estava no ponto. Como não estávamos com tanta fome, priorizamos os petiscos. O de maior saída, pela rapidez e pelo preço, é o camarão frito ao alho e óleo (21 camarões pistolinhas por R$ 9,90). Mas percebi pelo movimento do bar que a muqueca de camarão tem bastante saída.


Claro, pedimos a vedete do bar, o Escondidinho de Camarão, prato concorrente no Festival Comida Di Buteco. Apesar de não ter ganhado o festival, o prato merece respeito. É uma iguaria simples, nada inovadora e não possui acompanhamentos: só os camarões cobertos com o pirão de aipim. Para quem gosta de incrementar, vale pedir uma porção extra de salada vinagrete para acompanhar. Gostei muito. O preço também vale à pena: R$ 19,90. Trata-se de um petisco, perfeito para beliscar com uma cervejinha/roska/refrigerante/suco, ou o que der na telha, bem gelado.


* Texto e experiência da antenadíssima jornalista Amanda Veloso.

Fotos: www.sxc.hu

1 de out. de 2009

Corram: butecagem até domingo!




Corram, corram o festival Comida di Buteco - comemorando seus 10 anos, desde os seus primeiros passos iniciados em Beagá - termina no domingo. Tenho que me agendar para ir, pelo menos, para dois ou três (caso contrário, perco meu "cargo" de blogueira do Lado B, não é?). Saibam o que é no endereço do evento:


"O Comida di Buteco é um concurso de gastronomia típica de botecos, cuja proposta de resgatar a culinária de raiz e valorizar a tradição dos típicos botecos da cidade, ganhou de imediato a adesão popular e não demorou para se consolidar como o maior evento gastronômico de Belo Horizonte, firmando-se também como uma atração e referência turística da capital mineira.


O concurso despertou a curiosidade da mídia nacional e internacional, tendo sido notícia no The New York Times e no La Nacion, na Argentina. Como a cultura do boteco não é uma exclusividade de BH, o festival, sempre realizado pela CDB Produções, rompeu as fronteiras da Serra do Curral, e já fincou bandeira em várias cidades do interior mineiro e algumas das principais capitais do País, tais como: Rio de Janeiro/RJ , Salvador/BA e Goiânia/GO." (http://www.comidadibuteco.com.br/)




Além de muito bem organizado, o concurso tem a seu favor um site belíssimo. As ilustrações estão lindas, remetendo-nos à mineirice que tanto afaga meu coração. Transportei-me a outros tempos - os tempos em que os butecos foram criados, embora eu não tenha idade para isso - com esses simples e suaves traços.






Como a notícia é urgente e sai aqui com certo atraso, pedi a colaboração de eméritos butequeiros de Salvador city, todos jornalistas. Henrique Sousa indica o La Kantuta, no Caminho das Árvores, com suas salteñas bolivianas; e revela que quer experimentar a novidade frigideira vegetariana do Mocambinho bar, no Dois de Julho, Centro.




Segue a contribuição, ipsis literis, de Eden Nilo: "no Itiúba, no Cabula VI, tem o delicioso tira-gosto Bode na Brasa com, evidentemente, churrasco de bode e aipim cozido na manteiga de garrafa. Experimentei o Bode e fiquei freguês. Estive no Itiúba há um ano. O atendimento é digno de uma estrela. Lembro que entornamos uma garrafa na mesa e que fomos logo socorridos, com gentileza e eficiência."



Cacho, conhecido como Gustavo Rozario, diz que o arrumadinho do Bar Cruz do Pascoal, no Santo Antônio, dá tranquilamente para quatro pessoas e tem um preço justíssimo! Detalhe: esse colega é frequentador assíduo do local.


Endereços e horários de funcionamento estão no link: www.comidadibuteco.com.br/sa2009_01.htm

E o roteiro da butecagem pode ser seguido pelo mapa no endereço:
www.comidadibuteco.com.br/images/mapa_salvador.pdf

19 de set. de 2009

Sophie Calle combina com crepes

Uma das exposições mais esperadas dos últimos tempos chegou a Salvador, já tendo passado por Sampa, em ambos os casos pelas mãos de Solange Farkas, curadora do MAM-Bahia. A exposição "Cuide de você" fica em cartaz de 22 de setembro a 22 de novembro. Esse trabalho surgiu a partir da experiência de uma artista plástica francesa, Sophie Calle: seu namorado terminou o relacionamento com uma carta por e-mail (leia post "Quer sua obra num museu?).



A boa nova é que vai haver uma apresentação musical de abertura na creperia do MAM na terça, 22, a partir da 17 horas; e sexta, 26, a partir das 20 horas, com a banda base da Jam no MAM e presença da artista francesa.





Além dos crepes doces e salgados com nome de bairros de Salvador (o São Joaquim é tudo de bom), que são o forte da casa, todos os pratos são ótimos e o atendimento, primoroso.



Pode-se beber um bom vinho (para os não alcoólicos, os sucos são saborosos e criativos como limão com capim santo) e saborear uma pasta no deck ao som do mar e de uma trilha sonora de arrepiar: Chico Buarque, Vinícius de Moraes, além de artistas menos conhecidos e de outros idiomas pátrios, mas com grande talento.


A estrela da exposição já se encantou com o lugar e tem frequentado-o nos últimos dias. Então se puder chegar cedo para pegar o por do sol especialmente desse ângulo, sua alma agradece. Mas a vista noturna também não deixa a desejar. O MAM, ah, o MAM...

Fotos: http://www.sxc.hu/ e arquivo pessoal.

20 de ago. de 2009

Lounge da Rita*

Zinco escolheu azul, cor oficial de barraca clandestina.
Vingou!
Modernidade aportou.
Cores, formato e tamanho
Tudo mudou!
Croquetes, empadinhas e coxinhas
Certamente você provou.


Mas, e o espírito? Se transformou?

Pouca luz, poetas perdidos, literatos sem dor
E a luz? Será que ficou?

Basta chegar, e dispor.

Nesse cantinho escondido, modesto e sem pudor.
Nem os olhos mais exigentes deixam de se compor
Antes da luz, câmera e do amor.

Fica aqui a lembrança, desse lugar. Que sem amor
Não há.
Lugar comum que não nos cansamos de frequentar
Suor, colônias e fragrâncias que hão de se misturar.

Tá massa, tá bom, tá longo
Agora, há de se encerrar.



*Texto de Mosart Caíres, profissional de Relações Internacionais; e Gustavo Rozario (www.flickr.com/gustavorozario), jornalista, fotográfo e poeta incubado – depois de alguns latões de Skol numa quinta-feira de lua nova.



Gustavo avisa que essa carinhosa alcunha de Lounge foi dada por ele à segunda barraca em frente ao Boulevar 161 (Itaigara), cujo forte é o sanduíche da casa (um verdadeiro pé na porta pra balança) e que lá tem mauricinho e taxista.



Foto: www.sxc.hu

7 de ago. de 2009

Parece "copo sujo" mas é bem limpinho





Juntar a turma do trabalho durante a semana numa quinta ou sexta-feira ou ir calmamente num sábado com amigos ou familiares para comer bem e barato. Essa é a grande sacada do bar do Jonas. As porções generosas dos pratos servem duas pessoas e custam em torno de 30 reais. Os temperos simples e básicos dão o tom da cozinha. Mas é justamente isso que me encanta: o domínio da arte culinária com ingredientes praticamente in natura.

Difícil dizer o que sai de melhor do seu cardápio. Eu simplesmente amo o caçonete, em muqueca ou ensopado, que vem com muuuuuito tempero em rodelas - tomate, cebola, pimentão em um suculento caldo... hummmm... nossa, dá água na boca. Ele vem acompanhado de arroz, farofa e um pirão de-li-cio-so feito com o caldo do cozimento, finamente temperado com salsinha.

Meus amigos que apreciam carne recomendam o malassado ou o calhos - uma espécie de feijoada espanhola que substitui o feijão por grão de bico. Mas, nessa linha, tem sarapatel e outras, intituladas, comidas "brabas" da culinária popular baiana. Tudo é feito no capricho! É o que garante todos os bons frequentadores do Lado B que apreciam a sofisticação culinária do lugar - qualidade que caminha ao lado, muitas vezes, da simplicidade.



Mesas de plástico e umas lonas para rebater o efeito do sol dão o ar encantador de buteco "copo sujo" - mas lá tudo é bem limpinho, inclusive o toalete. Isso garante uma clientela selecionada: gente muito bonita circula por lá com seus paletós, gravatas e saltos. Sim, é um lugar legal pra paquerar. Respondi sua pergunta? Esse é um dos raros locais da cidade que pessoas com muitos hormônios não invadiram, sendo a faixa etária acima de 35 anos.

Se você estiver com uma turma grande, nada melhor que a área do fundo, que nos brinda com a luz natural do dia e uma árvore que foi preservada pela construção. Ao todo, não cabem mais que 100 pessoas em todo o bar, o que dá um ar ainda mais aconchecante. Localizado na rua Gerson Pinto, 7 (uma via interna do Costa Azul), funciona de segunda a sexta das 11 às 23 horas e sábado das 11 às 17 horas, sendo também recomendado para o happy hour. Ah, aceita cartões de crédito.

18 de jul. de 2009

Siri-bóia na Boa Viagem*


Demorei em mandar a minha contribuição para este blog, mas acho que vou estrear com pé direito. Não poderia começar sem falar de um lugar bem querido, onde passei boa parte de minha vida: Cidade Baixa.

E como falar em Cidade Baixa sem falar de sua maior especiaria culinária: o siri-bóia. Isso mesmo. Apesar da aparência hostil, o bichinho é para lá de delicioso. Não vou cair na mesmice em falar da Pedra Furada, point já manjado na DownCity. Minha dica é um buteco mais acima, na Boa Viagem mesmo, depois do Hospital Couto Maia.

O local se chama Bar Maresia. Conhecido também como bar do Jailson. Famoso pelo siri-bóia e outros crustáceos, e também pelo jeito típico do dono em tratar seus clientes. Não liguem para o mau humor; a comida vale muito à pena. E a vista também. Pena que da última vez que fui estava chovendo, não rendeu uma boa foto. Mas prometo enviar depois.




Minha dica é a ir ao local para um happy hour. No meio da semana, chegue 17h30; não adianta chegar antes, pois ele só abre às portas nesse horário, nem um minuto a menos. Se chegar mais cedo, vale matar o tempo num rápido passeio no Humaitá, que fica bem pertinho. Se o tempo ajudar, pegue uma mesa na rua mesmo, perto da balaustrada, para ter uma melhor visão da Baía de Todos os Santos.

Para quem bebe, a cerveja está sempre geladinha. Quando vou lá, sempre começo com a lambreta, enquanto espero pelo siri-bóia. Não se esqueçam de pedir o pirão para acompanhar. Outro prato muito gostoso é a agulhinha frita.

O lugar é bem simples, prato de plástico, banheiro unissex (mas sempre bem limpo), pouco espaço. O atrativo é a boa comida e o preço justo. É o lugar ideal para uma boa conversa entre amigos, com direito ao barulhinho do mar como trilha sonora!

* texto e experiência da jornalista antenadíssima ao Lado B Amanda Veloso

Crédito da foto: www.sxc.hu

11 de jul. de 2009

Olha a Juliana aí, gente!





Pára tudo! Aos que não tiveram o prazer e a honra de ver a cantora Juliana Ribeiro (veja texto "Um teatro encantado debruçado sobre o mar"), chegou a hora.
Ela está de volta com o mesmíssimo show, "Da areia", no restaurante Tom do Sabor, nos dias 17 e 24 de julho (sextas-feiras), às 22 horas. Citando o blog de sua produtora, Janaina Costa (http://comunicacaojanainacosta.blogspot.com/2009/07/blog-post.html):

"Após nove anos de carreira, Juliana Ribeiro lança seu primeiro trabalho solo no formato EP (Extended Play), traduzindo sua pesquisa sobre a trajetória do samba e da música popular.
As seis canções gravadas são: “Beira de Maré” e “Quem Vê?” de sua autoria em parceria com Tito Fukunaga e Gil Meireles; “Isto é Bom” de Xisto Bahia; “Ascendo o Luar” de Tito Fukunaga e Marcos Sampaio; “Lição de Vida” de Reginaldo Souza e “Batuque na Cozinha” de Martinho da Vila e João da Baiana, e fazem parte do seu mais novo show que foram estreado no Teatro SESI e segue para o TOM DO SABER(Pirâmide Rio Vermelho)."

Aliás, o Tom do Sabor é um autêntico Lado B. O restaurante fica numa construção chamada de Pirâmide Rio Vermelho (referência ao seu formato), onde estão dois restaurantes Tom do Sabor e pizzaria Piola em um espaço integrado a uma... livraria (Tom do Saber)! Meu vício. Se já comprei algum livro lá? Lógico que sim. E a obra é justamente sobre isso aqui: mídias sociais. Lá também acontecem cursos livres e bazares bem charmosos.
Tudo nesse local é requinte: cozinha, música, decoração, serviços, programação e o toalete (meninas, corram pra o toalete, pois é lindo e, no seu hall de espera, tem um espelho ENORME, do teto ao chão). Como diria uma grande amiga: pura glam (de glamour... ela doida, sem noção, mas eu a amo assim mesmo... rsrs...)

Ah, em tempo, a Juliana volta para um teatro em agosto, mas não vou falar sobre isso agora. Fica para a próxima indicação, que será elaborada a quatro mãos com meu amigo Déo Carvalho, pois ele já conhece bem o espaço.

31 de mai. de 2009

Chuva, suor e cachaça (com forró!)






Andei, andei, andei e nada de encontrar um lugar estilo Lado B pra dançar forró. Até que o inusitado cruzou o meu caminho. De um dos meus contatos da rede - uma simpático rapaz que dá aulas de forró, entre outros ritmos - veio a indicação: "Sertão Bom é o lugar pra se dançar um forró autêntico em Salvador". E veio acompanhada de contra-indicações: todos os lugares que eu tinha ido até então estavam limados por este "especialista".

E não deu outra. Em um sábado pra lá de chuvoso, convenci minha amiga aniversariante do dia, Márcia, que transferisse sua comemoração para lá. Mas as chuvas não ajudaram! A ela, porque a mim só beneficiaram: moro praticamente ao lado do restaurante típico, localizado na Pituba. O fato de ter chovido bastante deve ter esfriado os ânimos dos frequentadores, pois, nesse dia, não estava lotado - mas David, o professor de forró, garante que a gerência não permite superlotação, o que já conta 1.000 pontos no meu ranking de lugares legais pra frequentar.

Mas a chuva não esfriou os ânimos da casa noturna. Comida gostosa, uma cachaçaria típica (para quem gosta da branquinha, é excelente pedida), decoração lindíssima (parece que é interior mesmo) e, o principal, uma banda de forró autêntico (Clã Brasil), formada por um senhor pra lá de simpático e sua famiília - a tocar clássicos de Gonzagão e cia. Fui ao delírio! A segunda banda (Sobe Poeira) é mais moderna. Embora seu repertório seja mais recente, procura manter a linha da anterior - autenticidade de ritmos e estilos nas composições que executa.



Os preços são bons e o couvert, ótimo: R$ 7 reais. Ah, a casa tem horário para começar e terminar o arrasta-pé, das 21h às 2 h. Portanto não se atrase. Ponha suas botas pra enfrentar as quase fatais chuvas da noite de Salvador nessa época do ano e aproveite o forró de cidade grande com carinha de interior.

Anarriê!