Crédito desta foto: eu mesma inspiradíssima...

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22 de out. de 2016

Poetrix para vestir e carregar

Você já conhece a loja Poetrix? Ops! Vamos começar do começo:
1 - Conheça o Movimento Poetrix, criado pelo meu amigo e mestre, o escritor Goulart Gomes, que já tem projeção internacional;
2 - Eu, orgulhosamente, me tornei uma poetrixista graças à convivência e ao grande aprendizado com esse mestre da literatura premiadíssimo;
3 - Recentemente, nos embrenhamos por uma aventura literário-comercial com a loja Poetrix, onde nossos poemas ganharam programação visual especial, com as habilidosas mãos do artista (designer gráfico, quadrinista e ilustrador) Elton Almeida. São camisetas, sacolas, canecas, almofadas, flâmulas e agora agendas 2017 repletas de poesia, arte, paixão e engajamento.

Agora... Olha esse poema do Goulart como ficou incrível numa linda sacola. Um resumo do grande embate que o nosso povo está vivendo com todas essas medidas que sacrificam a população, mas que preservam os privilégios dos políticos, claro.


E por falar em engajamento, tenho um poetrix novinho em folha:

Era sombria alvorece


Amigos: tudo

Povo: nada

Tempos: Temer



25 de dez. de 2012

Um 2013 com visão de raio B


Que possamos vivenciar arte, paz, harmonia, sorrisos, prazer, amor... e tristeza também, pois ela é parte do ser humano. E, para lidar com ela, FILOSOFIA! Confira o vídeo postado no Facebook e curta a nova página do Lado B também no Facebook para ficar por dentro do não "oficial" e... carpe diem!


Aproveito a oportunidade para recomendar o filme "Gonzaga - de pai para filho". Apesar de ter perdido um pouco o time (realmente duas horas são desnecessárias), é uma obra de qualidade. Uma bela história sobre a vida desses dois grandes músicos, muito rica em lições para gente.

Aos psicólogos, filósofos, espiritualistas de plantão e outros tantos que se interessem pela natureza humana: é comovente o esforço, especialmente de Gonzaguinha, para resgatar a relação com o pai. E parece que o resgate foi profundo...

Ah, minha mãe adorou aquelas lindas "modinhas" da época dela! Está na Sala de Arte do Paseo em ótimo horário, 18h15.

7 de nov. de 2012

Todo dia era dia de índio


 Estou fora da cidade, mas o Lado B continua em alerta, hein?! rsrsr... Uma história em quadrinhos da melhor qualidade literária e técnico-artística acaba de ser lançada: "O Curupira e o Caçador". Parece que essa obra veio a calhar em tempos de comoção pelos genocídios dos nossos frágeis e sofridos povos indígenas. Aos amigos junguianos, isso me parece total sincronicidade! Mas digo por quê...

Antes, vale lembrar que todo dia É dia de índio. De defender nossas raízes étnicas, de preservar o que é parte de nós e o que ajudou a construir muito da beleza de nossa cultura, apreciada e valorizada em todo o mundo, mas não tanto por nós mesmos. É um sério problema de autoestima nacional... Porque estamos destruindo nossos povos indígenas há séculos, desde que o país foi "descoberto" - basta observar o contigente de descendentes de indígenas nos países da América do Sul em relação ao Brasil e veremos que é, em verdade, um genocídio histórico, que, pra nós, virou paisagem. Lamentavelmente...
  
E o porquê a sincronicidade? Conheço o designer, ilustrador e quadrinista Elton Almeida, autor desse belo trablho, há pelo menos uns oito anos, época em que éramos colegas de trabalho (e felizmente voltamos a ser hoje!). Desde essa época, ele fala do sonho de publicar uma história em quadrinhos sobre as nossas raízes indígenas.
 
E nada melhor que lançar mão dessa rica mitologia que já temos registrada por aí, nos livros, graças a Deus (pra não se perder nas tradições orais belíssimas, mas tão vulneráveis a esse cenário de super informação em que vivemos).
 
Reproduzo aqui texto do autor. Parabéns, Elton, por mais essa conquista e pelo seu talento!

"A história em quadrinhos 'O Curupira e o Caçador' é uma adaptação do conto indígena folclórico traduzido pelo pesquisador Barbosa Rodrigues Rodrigues (*1842 +1909) na obra Poranduba Amazonense.

A HQ está disponível para compra no site Clube dos Autores, nas versões padrão – mais simples, encadernada com grampos (clique aqui) – e especial – com papel mais grosso e conteúdo extra (aqui).

No meu website (www.eltoncarlos.com.br/sonhosdepapel) é possível obter mais informações, além de fazer o download do trailer em PDF e de uma versão demo, também em PDF.

Se tiverem interesse e puderem adquirir um exemplar, seria ótimo, mas já ficaria muito grato se divulgarem aos parentes e amigos e nas redes sociais, especialmente para aqueles que gostam de HQs ou têm interesse no tema folclore."
 
 
Mais infos:
www.eltoncarlos.com.br
www.eltoncarlos.com.br/sonhosdepapel
www.designup.pro.br/pro/eltoncra

2 de nov. de 2012

Amor... mas com personalidade!

 

Reproduzo divulgação do próprio autor sobre o lançamento do primeiro livro do astrólogo baiano Alexey Dodsworth. Conhecido pela maioria das pessoas como o consultor do Personare, ele é muito mais que isso. Tive o privilégio de conhecer a seriedade de seu trabalho como pensador muito antes do Personare existir, na época em que ele ainda morava em Salvador. Foi com ele que  "descompliquei" a astrologia em minha cabeça! Tive a oportunidade, com alguns poucos privilegiados, de ouvir uma palestra dele sobre o tema do livro, que foi uma espécie de chave para iniciar uma longa trilha de compreensão desse tema. Infelizmente, não poderei ir ao evento. Curtam por mim!

"Em 'Os Seis Caminhos do Amor', Alexey guia o leitor pelas seis faces do amor descritas pelos gregos antigos despertando o entendimento e a aceitação do jeito de se relacionar único que cada um tem. Associando as faces do amor a elementos astrológicos e exemplificando com histórias reais selecionadas do Fórum Personare, Alexey apresenta conceitos filosóficos e da psicologia de um jeito simples e acessível, ajudando cada um a encontrar o seu próprio jeito de trilhar sua história amorosa.", explica o seu perfil no Face.

Eleito líder do time intitulado "Yaka" no reality show ecológico Amazônia, uma produção proveniente da parceria entre a Endemol e a Record, Alexey foi um dos semifinalistas do programa. A grande final do reality foi ao ar à meia-noite do dia 26 de março de 2012 e consistiu de um jogo de perguntas e respostas, cujo objetivo era avaliar a absorção de conhecimento entre os participantes.

"Em anexo segue o convite para o lançamento de meu primeiro livro solo, "Os Seis Caminhos do Amor", Editora Verus. O primeiro lançamento ocorrerá em Salvador, no dia 6 de novembro próximo, terça-feira, às 19h, na Livraria Terceiro Milênio - Rio Vermelho. Às 19h ocorrerá um bate papo com o autor e, às 20h, sessão de autógrafos. Entrada franca [obviamente].

O livro é dividido em três partes: 1. Filosofia do Amor; 2. Uma Psicologia do Amor; 3. Astrologia do Amor. Foi leve e divertido de escrever.

Oscar Quiroga gentilmente assina o prefácio: 'Por meio deste livro, o autor cumpre de forma primorosa seu ofício, tanto de astrólogo como de filósofo. Em primei­ro lugar, destruindo impiedosamente as ilusões e, depois, nos exortando a abandonar toda esperança, atitudes fundamentais para abordar um tema tão ansiado por todos: o amor. À primeira vista, isso pode parecer um paradoxo, pois não é o que se espera, pelo menos não de um livro que provavel­mente seria classificado como autoajuda e disposto nas livrarias junto a inúmeros outros títulos que seduzem os leitores com receitas e fórmulas para encontrar o grande amor e o sucesso, mas que, pelo andar da carruagem, não demonstram ser tão eficientes quanto proclamam. Este livro se propõe a esclarecer o amor, pois a autoajuda contemporânea termina por ser per­versa em sua ingenuidade, como bem aponta o autor.'


Na sequência, ocorrerá o lançamento em São Paulo e Rio de Janeiro. Em breve dou notícias sobre os lançamentos nestas cidades."

Saiba mais sobre o autor:
http://www.facebook.com/events/376550935756757/
http://www.personare.com.br/alexey-dodsworth-2
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexey_Dodsworth_Magnavita
http://devir.wordpress.com/about/




Imagens:
Foto de minha autoria "Sequestro de Perséfone por Hades sob o olhar de Zeus", no Instituto Brennand, em Recife, representando o aspecto conveniência do amor.
O Beijo, de Rodin (http://palacetedasartesrodinbahia.blogspot.com.br/), representando o aspecto apaixonado do amor.

29 de abr. de 2012

Cinematografando a dança com Pina


Esta crítica foi enviada para mim por Nelson Doy on time, ou seja, enquanto o filme ainda estava em cartaz. Mas, por vários motivos, acebei não publicando. Desculpa aí, Nelsão, e desculpa aí amigos do Lado B.

"Pina, de Win Wenders (2011). Nunca entendi muito a dança contemporânea, mas Pina Bausch em pessoa me explica que a dança começa exatamente aí mesmo, onde terminam as palavras, ou a possibilidade das palavras. Palavras evocam coisas, mas quando se entra no campo onde as palavras não alcançam, não existem mais coisas nítidas e bem definidas: existe apenas uma vaga noção de sentimentos, emoções e pensamentos.


A partir daí você deixa de questionar os movimentos corporais e passa a apreciar apenas o efeito visual desses movimentos, deixa de pensar ou raciocinar e aí começa a fruição da dança contemporânea. E numa próxima etapa, começa a perceber sensações exprimidas pelos movimentos. O trabalho de Pina demonstrado no filme impressiona pelos dois lados: a vivacidade rítmica, rica, criativa, intensa, mas meramente visual, e as recorrentes sensações de angústia e vazio.

Essas sensações estariam relacionadas com o objeto central da alma humana, segundo Pina, que é a eterna busca, o desejo. Objetivos que movem o ser humano nada mais são que uma camuflagem para justificar e direcionar um insaciável estado de desejo, profundo e permanente, que provém do vazio e resulta em eterna angústia.


O filme deveria ser um documentário sobre o trabalho da aclamada e revolucionária coreógrafa Phillipine Bausch, a Pina, mas com sua morte repentina em 2009, aos precoces 68 anos, se tornou um tributo.


Dirigida por outro aclamado alemão, Wim Wenders, o filme intercala o registro de algumas importantes coreografias, com depoimentos e comentários dos integrantes da sua companhia, o Tanztheater Wuppertal. A cada depoimento, segue se uma coreografia criada pelo depoente especialmente para o filme, executada em espaços públicos de Wuppertal, cidade sede da companhia. As coreografias expressam a individualidade dos integrantes de maneira mágica, com um encanto fascinante que não cansa e surpreende a cada novo. Assim descobrimos um dos segredos de seu sucesso: cada integrante da companhia tem um potencial criativo e técnico magnífico, o que estimulava Pina a criar e produzir em conjunto com eles.



Os depoimentos são falados na língua natal de cada um. Há de todas as nacionalidades, com destaque para espanhóis, italianos, alemães, sim, mas ainda japoneses, chineses e uma brasileira, entre outros. Descobrimos para surpresa que muitos chegaram tímidos. Pessoas retraídas, incapazes de falar, mas que na dança cresceram e se expandiram de forma intensa e gigantesca. Compreende-se ainda mais da forma de trabalho de Pina, na maioria das vezes absolutamente lacônica, mas sempre estimulante. Lua, pediu ela a um candidato, e lua ele dançou. Não era a figuração da lua obviamente, mas o sentimento de lua que deveria dançar.


O efeito tridimensional poderia ser dispensado na maioria das cenas, mas é inquestionável que em muitas delas traz mais vida. E vida, a intensidade da vida, é justamente a essência do filme. Filmado a dez metros de distância, vemos a expressão da dança no corpo de bailarinos. Filmado a dois metros de distância, vemos a expressão da dança fluindo pelo corpo de cada bailarino. E filmado a vinte centímetros de distância, vemos a expressão da dança fluindo pela boca, olhos, testa e dentes do bailarino. 





 Compreende-se finalmente que a dança ocorre na alma daquela pessoa. Não é possível a dança sem antes a encarnação do sentimento. Pina relata sobre Café Müller, onde a coreografia é toda executada de olhos fechados. Mesmo de olhos fechados, somente dirigir o olhar cego para baixo ou para cima, por exemplo, no momento adequado, atingia a sensação interna correta para o correto bailar externo.


Com a ausência de Pina no Tanztheater, o filme serve muito como uma peça de divulgação. Uma companhia de altíssima qualidade e com até 20 anos de casa, está órfã, em busca de um novo diretor. Não chega a ser especialmente citado Agua, seu último grande trabalho, totalmente inspirado na sua passagem pelo Brasil, mas Caetano Veloso, seu interlocutor no país está lá na forma de Leãozinho, coreografado por um dos principais bailarinos do corpo.

São duas horas de filme que passam com uma leveza supreendente. A pungência bauschiana é pesada, densa, expressionistamente alemã. Mas o entremeio com esquetes dos bailarinos, tão lúdicas, são brincadeiras de criança executadas com um virtuosismo de precisão alemã, sobre uma variedade de músicas, da MPB até temas eletrônicos. Logo na primeira cena você diz: ih, é dança contemporânea. Mas ao final, sai sabendo apreciar um pouco mais o gênero. Uma verdadeira aula. Com Pina Bausch."


Texto: Nelson Doy, eleito por mim como crítico de cinema oficial deste blog, um paulista-carioca-já-abaianado retado!

Imagens: www.imdb.com


 

22 de fev. de 2012

Rebobinando - Revisitando a Matrix... e a natureza humana


Paz, amor, companheirismo, verdade e o propósito de cada um na vida. Temas absolutamente universais são abordados nessa obra definitiva: Matrix, que além dos três filmes (na verdade um só dividido em três partes), conta também com a animação Animatrix e games. Acabei de saber por uma amiga de origem japonesa da existência de quadrinhos nipônicos dos anos 1930, que serviram de ponto de partida para os geniais irmãos Wachowski, criadores da saga. Ela vai conseguir uma cópia para mim!

Deixando de lado as questões de bastidores, tão fascinantes quanto o próprio conteúdo, quero mergulhar, como tantos já fizeram em suas análises, no que foi dito nas linhas e entrelinhas da obra, que, na minha opinião, traz um paradigma transversal a todo conteúdo: a vida é uma questão de escolha e as escolhas têm, cada uma, um custo.


Os dois primeiros volumes versam mais sobre como o fato do ser humano se conhecer muda completamente sua perspectiva de vida e esse ser humano pode virar, literalmente, outra pessoa. O Oráculo aponta uma placa na parede de sua cozinha em latim que diz "conhece a ti mesmo". Em uma nova visita, Neo olha para essa placa pela segunda vez e percebe que ele "passou a ser" o Escolhido, porque ele decidiu se conhecer. Ele poderia ter decidido o contrário afinal...


No último volume, Revolutions, o confronto final entre Neo e o agente Smith traz um diálogo que dispensa explicações. Um pré-esclarecimento: Neo é uma espécie de anomalia sistêmica da própria Matrix e, portanto, parte integrante dela. Na conversa, enquanto Smith fala sempre no tom de "já ganhou", como aconteceu nos embates dele com as cinco versões anteriores de Neo, ironiza a determinação e persistência do adversário, questionando se a sua motivação seria paz, verdade, liberdade, amor... O programa Smith não conseguia entender aquela equação sem sentido. "Por que continua lutando se você sabe que vai perder?" Neo responde: "Porque é a minha escolha".

Além disso, depois de sua conversa com o tão exato e objetivo Arquiteto, um dos criadores da Matrix, Neo entende que não havia um Escolhido verdadeiramente. Tudo fazia parte do "show" da Matrix, tudo estava previsto no roteiro. Com o perdão do trocadilho, mais motivo para desmotivá-lo.


Entretanto, foi essa a grande sacada da personagem de Keanu Reeves: a vida é uma sucessão de escolhas e uma interminável sequência de perdas e ganhos. Por que desistir no meio da luta? Sempre existe o risco de perder, como deduz-se sobre o que poderia ter acontecido com as outras cinco versões dele. Então ele decide lutar pela sua escolha, porque é a sua escolha. A vida só tem sentido se fizermos escolhas e pagarmos o preço por elas.

O Arquiteto explica que as outras versões não foram tão bem construídas quanto Neo porque não tinham um componente que desequilibra uma equação matemática: o amor, sentimento que naturalmente ele se refere com ar de desdém.



Em outro momento o Oráculo esclarece didaticamente que a falha foi não permitir aos outros Neos terem opções. Resumindo: se você precisa convencer alguém de algo, conceda-lhe o poder da escolha. Só assim o ser humano se sente inteiro e realmente HUMANO. Amar, embora pareça parte integrante do ser humano, por vezes, consciente ou inconsientemente, decidimos não amar. Neo entregou-se a esse fascinante sentimento por Trinity.

Palavras, apenas palavras

Reflexões acessórias transcorrem por toda a obra. O encontro na estação de trem entre Neo e a família indiana (tinha que ser essa etnia!) é de uma beleza surpreendente. O programa Rama-Kandra espera que o trem o conduza ao traficante de informação Meronvíngio para pedir pela vida de sua filha, Sati, resultado da união com a sua
esposa, um outro programa, Kamala. Como todo programa inútil ou ultrapassado deve ser deletado, por amor, ele pretende salvar a sua filha. Neo, incrédulo, diz:

- É que eu nunca...
- ...ouviu um programa falar de amor?, completa o pai.
- Mas é uma emoção humana...
- Não, é apenas uma palavra. O que importa é a conexão que a palavra carrega. Vejo que está amando...- Mais sobressalto de Neo! - Pode me dizer o que faria para manter essa conexão?, dispara Rama.
- Qualquer coisa.
- Então talvez esteja aqui por um motivo não tão diferente do meu.

Mais adiante Rama explica que a sua filinha será deixada aos cuidados do Oráculo, pois não é possível ficar com eles. E Neo não entende como ele encara tão tranquilamente essa separação.
- É o meu carma, esclarece o programa.
- Você acredita em carma?, questiona Neo, mais uma vez surpreso.
- Carma é só uma palavra. Tenho o meu propósito na vida. Tenho a minha esposa e linda filha e muita gratidão por tudo isso, completou Rama com um sorriso tranquilo e suave no rosto.

Ao mesmo tempo, o status das palavras é elevado quando Trinity está nos seus últimos minutos de vida. É a segunda vez que ela morre e é definitiva. A primeira, dentro da Matrix, Neo faz-lhe uma ressuscitação cardíaca, depois de retirar a bala de seu corpo. As suas últimas palavras foram "Sinto muito". "E quando eu percebi o que realmente queria dizer, completa Trinity, já era tarde. Você me deu uma segunda chance e agora quero dizer o que realmente importa: eu o amo tanto e estou muito grata por tudo que vivi com você".

Para tudo na vida, sempre há um caminho do meio... Eu ESCOLHO esse caminho!




Imagens: www.imdb.com

15 de jan. de 2012

Desocupa Salvador: "pega ladrão"!



A "desjustiça" baiana não conseguiu intimidar a população. O movimento aconteceu com paz, ordem, inteligência... Afinal, foi realizado por cidadãos sérios, que pagam seus impostos e têm direitos constitucionais a serem preservados.

Parece que teremos que ensinar Pai nosso a padre: acorda, meritíssima juíza, a senhora maculou seu nome com essa ação. Confira no link abaixo o vídeo que foi editado pelo colega Haroldo Abrantes.

Sucesso do Desocupa Salvador

12 de jan. de 2012

"Tristeza não tem fim..."



Parece que não dá pra falar das coisas boas do Lado B de Salvador, porque a cidade está gritando, desesperada, por ajuda. Vergonha na cara o prefeito não tem, muito menos os vendidos, ignorantes e/ou inúteis vereadores (a maioria - vale salientar que há gente séria em todo lugar, inclusive lá).

Bairros populares descuidados, como sempre; orla cada dia mais feia; obras intermináveis para "provar" que está trabalhando; áreas de proteção permanente "roubadas" para erguer condomínios caros (e o Ibama não faz nada!)... Parafraseando Tom & Vinicius: Tristeza parece não ter fim em Salvador...

Confesso que não sei o que fazer. Sinto-me realmente impotente diante disso tudo. Mas pelo menos posso dar apoio a gente pensante, atuante e digna - que é capaz de sair do próprio mundinho tão individualista que cada um de nós contraditória e globalmente compartilharmos. Por isso, peço que vejam esse vídeo (é bem curtinho, objetivo... quase um clip) e leia o post desse blogueiro que, não conheço, mas com quem concordo nesse momento. É disso que precisamos: união.

Sotepolitanos de corpo e de alma, uni-vos!

Venha conhecer a Bahia... antes que ela acabe!

Vídeo Desocupa Salvador


Imagem: http://peublogg.blogspot.com

19 de nov. de 2011

Soco no estômago, falta de identidade e um novo fã




Cheguei em casa sedenta pelo meu teclado. Precisava escrever esse texto, custasse o que custasse. É que o cineasta espanhol Pedro Almodóvar costuma me arrebatar (eu e meio mundo! rsrsr...). Mas "A pele que habito" me pareceu uma superlativização do jeito Almodóvar de ser. Não nas já tão tradicionais "cores de Almodóvar", esteticamente falando, que quase sempre servem para "carregar" as cores das paixões, que são sua marca nas películas. Essas se mantêm idênticas e talvez até mais sóbrias.

O superlativo vem da mudança na abordagem sobre as perversões, paixões, comportamentos contraditórios e dicotômicos dos seres humanos: o mergulho é muito profundo, mas permeado por uma sutileza que tem o mesmo efeito de um soco no estômago - como descreveu um amigo, o escritor Goulart Gomes - e a discrição de um envenenamento por cicuta.


A crítica fala de um Almodóvar mais sombrio que de costume. Sem dúvida. Ele parece que está disposto a aperfeiçoar seu método sempre infalível de nos tirar da zona de conforto. Em "A pele que habito", ele vasculha (e evoca) aspectos sombrios da humanidade com maestria. Aspectos sombrios de todos nós - e que ninguém tente fugir da raia! Estamos retratados ali.

Devo pontuar que diante do que senti, discordo do meu outro amigo, o professor Alberto Freire, que aponta uma falta de identidade dessa película com a obra de Almodóvar. "Cris, gostei muito, mas não é Almodóvar. Mas precisamos debater. Então, vai ver o filme amanhã", apelou na véspera do feriado, durante o bate-papo pós-trabalho no Isopor Cultural. Não só discordo, como acho exatamente o contrário, como vocês puderam ver acima. Mas devo a Beto a dica de aproveitar as comemorações republicanas me permitindo enebriar com essa obra.


Enebriar parece a vocês um verbo superlativizante demais para classificar meu estado de espírito após um simples filme? Talvez... Mas admito não ser a pessoa certa para avaliar essa situação. Tenho que confessar que entrei na sala de projeção com olhos, ouvidos e o senso crítico muito aguçados, pois tinha travado uma ótima conversa de quase duas horas com meu amigo Aldir, companheiro de sessão. Pra lá de inteligente, culto e com um vasto conhecimento em vários segmentos, nesse aparentemente inofensivo colóquio, ele me fez realizar grandes exercícios de desconstrução de paradigmas. Será que isso explica o meu estado que perdura até agora (momento de fechamento dessa edição)?


Essa resposta, só terei na sexta-feira da próxima semana, quando será possível fazer a roda de debate no Isopor Cultural. Enquanto isso, se você leu esse texto, viu o filme e quer participar dessa discussão, pode postar aqui as suas impressões. Eu quero saber tudo que você pensa.

Vale dizer que meu amigo Aldir afirmou horas antes do filme "ser o único dentre seus amigos que não gosta de Almodóvar". Revelou a proposta de revisitar outras películas do espanhol com novo olhar, modelado por essa experiência sem igual de "A pele que habito". Saiu do cinema, quem sabe, um novo fã...


Imagens: Imdb.com

12 de out. de 2011

Cinema quântico



Enquanto o elevador panorâmico de alta velocidade sobe, Jack se prosta ao fundo do veículo, em uma clara demonstração dos pensamentos que o atormentavam. Sua expressão facial e postura envergada denunciavam um misto de culpa, tristeza, arrependimento e dores de uma infância de abusos e opressão familiar.

Essa não é a primeira sequência, nem o clímax ou muito menos o desfecho do filme "A árvore da vida", de Terrence Malick, mas foi a que deixou uma marca indelével em minha mente. Como Melancolia, de Lars Von Trier - outro excelente drama psicológico em cartaz nos cinemas - o tempo e espaço são completamente subjetivos. E como a configuração de sentido depende desses dois eixos e se dá no olhar do observador, vejo nessas duas obras uma tendência que pode vir a se massificar mesmo: a física quântica. No popular: poderíamos dizer que tudo fica ao gosto do freguês.


A subjetividade em seu volume máximo não é uma novidade para o mundo das artes ou qualquer outra forma de expressão. Menos inovador ainda para os estudiosos da psi (freudianos, lacanianos e, pra mim, principalmente, junguianos). Essas duas obras, entretanto mexem tanto conosco, sentados confortavelmente nas cadeiras, que houve quem levantasse no meio do filme, pois não teve paciência - costumamos não ter paciência de olhar pra dentro de nós mesmos.

Malick "abusa" (no bom, ou melhor, ótimo sentido) do ritmo natural e "grita" bem alto pra o homem moderno, antenado, conectado, hiper-sociabilizado, dinâmico, veloz: A VIDA TEM SEU PRÓPRIO RITMO. NÃO TENTE ATROPELÁ-LA OU ELA LHE ATROPELA! Digo que "grita" porque o narrador silencioso da trama é a própria natureza com seu ritmo leeeeennnnto, majestoso e inquestionável.


Em Melancolia, Von Trier também "berra" para ver se acorda esse homem moderno tão ocupado com sua sociabilidade. A pergunta é: afinal, quem é normal? Com uma alta carga surrealista e simbólica, tal como Malick, ele propõe com maestria que nos libertemos das formas e padrões e que enxerguemos as pessoas em sua essência. Uma verdadeira declaração de amor universal. Uma verdadeira declaração de amor ao natural. Afinal, o homem é também parte da natureza.

Talvez você esteja se perguntando: será que essas foram realmente as ideias dos cineastas? Será que eles compartilham das atuais linhas de pensamento sobre quântica que elevam a consciência do observador ao status de criador definitivo? Não faço a menor ideia. E não importa. Esse é o meu olhar: único, quântico, inquietante, transformador, transmutador.


Escolhi (e guardei dentro de mim como um tesouso) mais uma sequência de "A Árvore da vida": Jack, personagem visceralmente encarnado por Sean Penn, desce no elevador e numa praia (imaginária ou real, não importa) revê e/ ou reconcilia-se com cada membro da sua família entre outras pessoas que passaram por sua vida. Pessoas que foram reais, mas que, na psique, tornam-se personagens de um enredo que nós próprios criamos, cada um a seu tempo e espaço, como lhe convier e puder.

Esse foi o salto quântico de Jack: decidiu reacriar o filme da sua vida com um novo enredo e seguir em frente. Afinal a vida precisa seguir em frente. E você, já escolheu a SUA sequência de filme preferida com o seu "olhar" quântico?


Imagens: www.imdb.com

24 de jul. de 2011

Viagens sobre a telona




Dica da minha amiga do coração, Rosa Leiro: começa amanhã, às 14 horas, e vai até o dia 30 de julho, o VII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual - Cine Futuro. Os locais são Teatro Castro Alves, Goethe-Institut/ICBA, Salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto e Hotel Sol Victoria Marina. Vale a pena visitar o site Cine Futuro para saber como se inscrever e ficar por dentro da extensa e rica programação. Tem co-patrocínio da Petrobras.

O evento terá mesas redondas, diálogos, palestras, mostra retrospectiva Bernardo
Bertolucci (uau!!!), ciclo de palestras, mostras internacional de filmes, competitiva de curtas, além das especiais: Sandrine Bonnaire, Amor à Francesa, Indicados EFA 2010 e Animação Francesa.

Entre os convidados: Peter Jospeh, Sonja Heinen,Zelito Viana, Leonard Retel Hemlrich, Ivana Bentes, Ricardo Miranda, Miguel Coyula, Antoine De Baecque, Charles Tesson, André Sturm, Diego Rodríguez, Arthur Omar, François Bonenfant, François Rabaté, Gilberto Felisberto Vasconcelos, João Carlos Teixeira Gomes, Maria do Rosário Caetano e Messias Bandeira.

Texto adaptado da página do evento no Facebook

16 de jul. de 2011

Salvador recebe Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais*




A cidade de Salvador foi escolhida para abrigar, pela primeira vez, o bianual e internacional Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, este ano em sua décima primeira edição. Tem como tema central as "Diversidades e (Des)Igualdades", o congresso acontecerá nos dias 7, 8, 9 e 10 de agosto, na Reitoria da Universidade Federal da Bahia e nas unidades do Campus Ondina da UFBA (PAF).

Participam do evento conferencistas de renome internacional, como o escritor moçambicano Mia Couto, profissionais e estudantes das áreas das Ciências Sociais, História, Africanidades, Linguística, Literatura e áreas afins, de todo o mundo, que falem português.

Organizado por um comitê composto de pesquisadores de todas as universidades públicas da Bahia, com a coordenação do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da Universidade Federal da Bahia, o XI Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais realizará conferências, mesas coordenadas com especialistas, encontros paralelos e terá uma rica programação cultural, com lançamentos de livros e shows.

As inscrições para apresentação de trabalho no XI Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais já estão encerradas. Estão sendo aceitos apenas participantes ouvintes. Informações adicionais podem ser encontradas no site do Congresso.


*Adaptado do texto da jornalista Doris Pinheiro

2 de jul. de 2011

Nosso aeroporto é 2 de julho




Acabei não indo pra o desfile do 2 de julho, pois acordei tarde (semana cansativa...). Amigos, perdoem-me a ausência. Ano que vem faço nova tentativa. Mas acabei me passando de dar a minha humilde contribuição e declarar o meu respeito por essa data tão importante para o nosso estado e, para quem conhece bem a história, para o nosso país: a Independência da Bahia. Aí pensei: "postando até meia-noite, vale!" ;)

Existe um projeto de lei do deputado Luiz Alberto que tramita (creiam!) desde 2002, para restituição do nome do aeroporto internacional baiano. O site www.meuaeroportoe2dejulho.com.br abre espaço para o povo contribuir com essa causa, assinando um manifesto popular. Se você concorda, vai lá e assina!

Eu assinei no ano passado, acabei de assinar de novo em 2011 e assinarei quantas vezes for necessário até que o nosso aeroporto volte a ser nosso.

Eis a mensagem que deixei lá:

Srs. parlamentares,

Vidas e vidas se perderam em prol de um ideal maior: a Indepedência da Bahia, 2 de julho, que foi também o estopim para Independência do Brasil. Como um fato tão importante para a nossa história pode ser riscado dessa forma da vida dos baianos com a mudança do nome de nosso único aeroporto internacional para o nome de um parlamentar (bom, mas não tão importante assim)? Está certo uma brilhante e heróica ação histórica da coletividade ser suplantada em detrimento de interesses de indivíduos?

Está na hora do Brasil agir enquanto nação e deixar de lado interesses isolados, pois a união é que nos fortalece enquanto povo e cultura, especialmente nesse cenário de globalização.

Fico muito agradecida desde já por sua sensibilidade e demonstração de sabedoria ao acolher essa proposta.

E tenho certeza que a nação brasileira, em gratidão, vai guardar nos anais da história os nomes dos homens que resgataram essa fundamental e marcante passagem da nossa trajetória de lutas e conquistas.

1 de mai. de 2011

Cinema com C




Um dos profissionais mais respeitados da cena cultural de Salvador, o jornalista Adalberto Meireles, acaba de lançar um blog sobre cinema: Ponto C de Cinema .

Fiz questão de não escrever nenhum texto aqui, porque preferi reproduzir as palavras dele - absolutamente irretocáveis - sobre ele mesmo e essa bela iniciativa. Parabéns, Adalbe!

"Jornalista e crítico de cinema, trabalhei nos jornais A TARDE e Correio e coordenei a programação das salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto, em Salvador.

Tomo emprestado o título de um livro do diretor francês François Truffaut (1932-1984), O prazer dos olhos, como slogan desta jornada que agora proponho. Quero fruir. Provocar, perguntar e responder: por que um filme, um cartaz, uma foto, uma sequência, uma simples imagem de cinema inquieta e emociona tanto.

Nada melhor do que ter como inspiração um homem como Truffaut, um dos mais renomados cineastas franceses do pós-guerra, um teórico do cinema, do filme, da arte do filme. A arte de ver, colher e escolher as cenas. Ao prazer, então."


Texto aspeado (com formatação adaptada): Adalberto Meirelles
Imagem: Ponto C de Cinema

21 de abr. de 2011

Lei de Direitos Autorais recebe contribuições públicas


Trabalhadores (e amantes) da cultura, uni-vos! Confira no texto abaixo, postado no site do Ministério da Cultura, como e quando você pode contribuir na última fase de revisão da LDA.



"Entre os dias 25 de abril e 30 de maio, o anteprojeto (APL) que modifica a Lei de Direitos Autorais receberá contribuições da sociedade. O período de sugestões – cujo objetivo é aperfeiçoar o texto – inicia a última etapa de elaboração da proposta final a ser apresentada pelo governo ao Congresso Nacional. Conforme anunciado no dia 22 de março, o Ministério da Cultura divulga o cronograma com as próximas ações para que a sociedade possa acompanhar seu andamento.

Cronograma

- 25 de abril a 30 de maio: recebimento de contribuições da sociedade com propostas de alteração de artigos do anteprojeto de lei e suas justificativas.
- 4 de maio: apresentação do APL ao Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), explicitando os eixos de revisão para o aperfeiçoamento de seu texto;
- Durante o mês de maio: participação do MinC/DDI em audiências públicas na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal e do Senado Federal;



- Última semana de maio: realização pelo MinC/DDI de evento público para apresentação e apreciação de contribuições da sociedade para a revisão do APL de reforma da Lei Autoral Brasileira;
- Até 14 de julho: elaboração da redação final do anteprojeto pelo MinC, submissão do APL revisado ao Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI), realização de adequações ao texto do APL; e
- 15 de julho: envio do APL à Casa Civil pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda.

Sugestões

A Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC detectou sete pontos que merecem aperfeiçoamento e consenso (veja abaixo). As manifestações a respeito deles e de outros deverão ser encaminhadas em formulário específico para o e-mail revisao.leiautoral@cultura.gov.br ou correspondência postal no endereço Diretoria de Direitos Intelectuais – DDI/MinC – SCS Quadra 09, Lote C, Ed. Parque Cidade Corporate – Torre B, 10º andar. CEP: 70.308-200 Brasília DF.



Principais pontos da etapa de aperfeiçoamento

1. Limitações aos direitos do Autor (Arts. 46,47, 48 e 52-D);
2. Usos das obras na internet (Arts. 5º, 29 e 105-A e 46, II);
3. Reprografia das obras literárias (Arts. 88-A, 88-B, 99-B);
4. Da Obra sob encomenda e decorrente de vínculo (Arts. 52-C);
5. Gestão coletiva de Direitos Autorais (Art. 68 §§ 5º, 6º, 7º e 8; arts.86, 86-A,98, 98-B, 98-C,98-D, 99 §6º, 99-A, 99-B e 100);
6. Supervisão estatal das entidades de cobrança e distribuição de diretos (Arts. 98§2º, 98-A, 100-A, 100-B, 110-A, 110-C);
7. Unificação de registro de obras (Arts. 19, 20, 30, 113-A).



Para facilitar a elaboração das contribuições, o MinC também está tornando público um quadro comparativo da atual lei, do anteprojeto submetido à consulta pública no ano passado e da versão pós consulta pública, enviado à Casa Civil em dezembro de 2010."


Texto: Ascom/MinC (grifos deste blog)
Imagens: www.sxc.hu

3 de abr. de 2011

Bahia no mundo das letras



Apesar da maioria das pessoas achar que Salvador é totalmente musical, é sempre bom lembrar que música (música de verdade, hein, gente!) é poesia também. Além do mais, penso que poesia - embora tenha definições técnicas específicas - está em toda forma de literatura, na fala, nos atos, na vida...



Por isso, temos que valorizar aqueles que se dedicam a manter viva e (re)construir a cada dia essa belíssima e insubstituível forma de arte que é a literatura. Vamos prestigiar os escritores da soterópolis em primeiro lugar: comprando e lendo seus livros; valorizando suas iniciativas, às vezes, tímidas em termos de visibilidade e volume, mas repletas de qualidade.

Esse é o caso do Encontro com o escritor, evento que ocorre uma ou duas vezes por mês, ao longo do ano, promovido pela Fundação Pedro Calmon, confira a agenda no site www.fpc.ba.gov.br ou pelos telefones (71) 3116-6838/6837 e participe:

17 de abril - Jaime Sodré
20 de abril - João Carlos Teixeira Gomes
Maio - Cyro Mattos e Lilia Gramacho
Junho - Adelice Souza e José Antonio Pereira dos Santos
Julho - Nadia São Paulo
Agosto - Mônica Menezes
Setembro - Goulart Gomes e Sérgio Mattos
Outubro - Iranai Barretto
Novembro - Eny Kleyde Vasconcelos Farias




Imagens: www.fpc.ba.gov.br

26 de mar. de 2011

Vamos pensar em sustentabilidade?


Minha amiga Djenane enviou-me, há algum tempo, essa programação chamada de Carrossel Itinerante, mas confesso que, apesar de achar muito interessante, restringi-me a divulgar por e-mail para alguns amigos e conhecidos.

Duas apresentações já acorreram, mas ainda há tempo para divulgar mais duas. O Carrossel Itinerante é um ciclo de palestras que acontece sempre às primeiras terças-feiras de cada mês, às 19h30, no auditório do Ciranda Café Cultura & Artes, Rua Fonte do Boi, nº131, 1º andar, Rio Vermelho. O evento é gratuito e livre para todas as idades. O tema é livre e o facilitador define a metodologia de apresentação, com duração aproximada de 1 hora e 30 minutos.





Tema: A contribuição da Sistematização de Experiências para o desenvolvimento do campo Agroecológico.
Data: 05 de abril de 2011

Durante mais de uma década o IPB desenvolveu o projeto Policultura no Semiárido em três municípios baianos. Ganhador de vários prêmios, certificado como tecnologia social e apontado pela ONU como uma prática vitoriosa no combate à fome e à pobreza no Brasil, o projeto gerou inúmeros processos de aprendizagem.



Mediante esforço de reconstrução da experiência por meio da sistematização e da análise crítica, foi possível identificar significativas lições, que serão compartilhadas durante o carrossel.

Palestrante: Cinara Del'arco Sanches, Engenheira Agrônoma, Coordenadora do Projeto Policultura no Semiárido


Tema: Conhecendo as Águas Subterrâneas
Data: 03 de maio de 2011

Águas subterrâneas - todos usam, mas não a conhecem
A maior parte da água subterrânea, dentro de algumas centenas de metros abaixo da superfície, está em movimento. Diferente do fluxo dos rios que são medidos em km/h, a água subterrânea se move tão lentamente que as velocidades são expressas em centímetros por dia ou metros por ano.



A razão para esse contraste é facilmente explicado. Enquanto que as correntes fluem através de canais abertos, a água subterrânea se move através de pequenas passagens, freqüentemente ao longo de caminhos tortuosos. Por isso, o fluxo da água subterrânea depende, em grande parte, da natureza da rocha ou do sedimento, através do qual ela se move, ela flui para a superfície de rios ou lagos, ou para os oceanos.

Palestrante: Zoltan Romero - Geólogo, Especialista em Recursos Hídricos e Mestrando em Qualidade de Águas Subterrâneas


Imagens: www.sxc.hu

3 de mar. de 2011

Devolvam o Carnaval! *



Os não carnavalescos, que ficam atrás das suas mesas, enterrados nas suas poltronas e ventilando os seus fundilhos no ar condicionado e ditando normas para a festa, transformaram a grande festa de carnaval em meros desfiles de “estrelinhas televisivas".

Quando na quinta feira era anunciado pelo desfile do Rei Momo “já é carnaval”, a grande festa, tinha o seu grande diferencial na Bahia por ser um desfile do povo, pelo povo e para o povo, sem padrões pré-estabelecidos, onde cada folião era único e trazia na sua expressão ou na sua fantasia a sua novidade e/ou mensagem.

Cada bairro tinha o seu carnaval de forma mais homogênea, a festa, por ser mais pulverizada se tornava menos desconfortável, com receita financeira mais equalizada e por conseguinte bem menos violenta em função dessa homogeneidade. Pra você participar do Carnaval, bastava sair de casa independente de onde morasse.



A festa acontecia onde ela acontecia, não necessariamente de forma ordenada, mas, com certeza mais festiva e mais equilibrada. Os palanques ou palcos montados para receber os músicos, animadores do evento, distribuíam animação por toda a cidade transformando Salvador numa só festa. Certamente que os repórteres e emissoras de rádio e televisão corriam atrás das notícias procurando divulgar o que fosse mais interessante porque o artista na realidade, (o folião), estava fora dos palcos fazendo a festa acontecer.

Com a interferência nociva das emissoras e dos “poderes” públicos, visando “burramente” um interesse imediatista puramente financeiro manipulam o carnaval (como diz Armandinho: "manipulam e não pulam"), transformando a festa nesse desfile “sem graça” de "estrelinhas"... que desafinam o tempo inteiro ou cantam músicas que mais parecem um monte de palavras bobas soltas em frases infantis acompanhadas por melodias compostas por quem certamente só toca violão lendo revistinhas de músicas que vende em bancas de revistas.... BAH!!!!



Sem saudosismo, mas sentindo falta de brincar o carnaval e não ter que ir a ridículos e desanimados e caros camarotes (programa prá turistas) ou idióticos e patéticos “adadás” pra ficar caminhando dentro de cordas de blocos olhando pra cima do trio, à espera da TV filmar pra que se possa demonstrar animação, verdadeiras pipocas dentro de uma panela... Esses sim são as "PIPOCAS"...!!

Nada de circuitos ou curtos-circuitos de carnaval, a festa é um todo em toda a cidade!!!! Absurdo!! Até as (manipuladas) estatísticas de acidentes e incidentes durante a festa só computam o que acontece dentro do "circuito"... !!!

Adoro o Carnaval verdadeiro...!!!, do Campo Grande a Praça da Sé, o Carnaval do Pelourinho, os carnavais de bairros ou de onde naturalmente a emoção nos indica, os lugares aonde os trios elétricos atuais e a televisão não têm ido!!. Mais cômodo prá eles que montam as suas tendas e dizem que as notícias do Carnaval se restrinjem a aquilo!!!



Quem é a Televisão ou quem quer que seja que pode definir o percurso “oficial” do carnaval da Bahia?!!.. O Carnaval é uma festa da cidade... !!!
Foliões!!!..Não deixem que quem quer que seja imponha mais essas mudanças. Não deixem que tomem o carnaval do povo. Se vacilar logo-logo estarão cobrando taxas pra você sair de casa nos dias de Carnaval...!!! e se pular fora do local de interesse deles você será até punido...!!

Indignadamente,

* Marcus Aragão Vergne(líder da banda Nil Beatles Brazil)


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