Crédito desta foto: eu mesma inspiradíssima...

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6 de mar. de 2010

Férias em Salvador



Tenho tantos amigos e conhecidos que decidiram vir a Salvador agora (ou entrar em férias e ficar na cidade), nesse final de verão, que resolvi fazer uma postagem somente sobre isso. Aproveitando que as águas de março ainda não chegaram, vamos curtir o Lado B de Salvador.

Perguntaram-me: quanto tempo ficar em Salvador?
Depende da escolha de cada um. Há coisas interessantes pra fazer em qualquer dia da semana. Mas vale mais a pena estar aqui no fim de semana: quinta a domingo. Como a maioria das pessoas chega e retorna por Salvador, sugiro aproveitar a cidade nos fins de semana que chegar e que for embora. Durante a semana, pode curtir os outros roteiro fora da cidade. Veja as principais indicações.


Praia do Porto da Barra é show durante a semana - tirando os vendedores e prestadores de serviço insistentes... Mas basta se concentrar na sua leitura ou na contemplação do mar. Ah, aluga cadeiras e sombreiro com o Carlinhos: muito atencioso e sorridente. Não apareça, em hipótese alguma, no fim de semana por lá, a menos que seja pra o projeto Espicha Verão, que acontece ainda nos dias 6 e 13 de março (ninguém menos que Buena Vista Social Club toca nessa data - veja postagem do dia 27/2). Praias de fim de semana podem ser: Buracão, Rio Vermelho (essa rola no meio da semana também. Veja postagem do dia 27/8/2009), Pituaçu (barraca de Luciano), Flamengo (Barraca do Lôro), Villas (Barraca da Gávea), além das opções do Litoral Norte, como Praia do Forte (projeto Tamar e castelo Garcia D'Ávila são imperdíveis).


Rio Vermelho, bairro boêmio de Salvador (guardadas as proporções, é como a Lapa do Rio de Janeiro). Circule à vontade, de preferência quinta a domingo, e ouça de tudo: reggae, samba, rock, música caribenha , MPB... O acarajé, recomendo o da Cira.


Está aberta a temporada de forró. Os melhores arrasta-pés estão na AABB (Ass. Atlética Banco do Brasil ), em Patamares, e no restaurante Sertão Bom, na Pituba. Têm boas atrações e um público legal. Diferente de quase tudo em Salvador, no Sertão Bom há hora pra começar e terminar. O esquema é mais tranquilo, pois tem família, confraternização de grupos de amigos, mas também pessoas interessadas em dançar meeeeesssmo. Essa é a recomendação também de meu amigo David Andrade, que é professor de forró, ok?



Dançar na Borracharia (veja postagem do dia 1/7/2009) com a melhor discotecagem da cidade, é perfeito na sexta. Agora está repleta da meninada que ainda não entrou no ritmo dos estudos, por isso é um pouco incômodo. Mas vale a pena, pra quem está de férias, conferir a casa que já foi visitada por figuras como Martnália, Caetano Veloso, Reinaldo Gianecchini e Dinho Ouro Preto.



Obrigatório ir ao Museu de Arte Moderna (MAM), na Av. Contorno, em um sábado. Você vai entender porque na postagem do dia 11/5/2009 nesse blog. Vale a pena também ir ao Palacete das Artes, na Graça, para apreciar o Museu Rodin.

Pelourinho e Mercado Modelo, sugiro somente durante o dia. À noite é muito decadente.



Para comer uma deliciosa moqueca, sem dúvida, a grande pedida é o Ki-Mukeka, que tem filial na Pituba. Os deliciosos pratos típicos da culinária baiana são preparados com rapidez e primor. Mas enquanto isso, vale pedir as entradas de acarajé e acompanhamentos e/ou casquinha de siri - veja o que é que a Bahia tem na mesa de uma vez só e em grande estilo. Hummmm... deu água na boca. Acho que preciso ir lá urgente!


O café da manhã nordestino é, sem dúvida, no Grande Sertão. Só uma observação: nesse dia, nem pense em almoçar!


Sobre hospedagem, confesso que conheço muito pouco: teria que consultar os amigos de fora de Salvador que já se hospedaram pelas bandas de cá. Mas, em termos de localização, é melhor ficar na região do Rio Vermelho. É o olho do furacão e meio do caminho pra tudo.


E fora de Salvador? Morro de São Paulo, Boipeba ou Chapada?
Não conheço os dois primeiros na visão turística (passei algumas vezes rapidamente a trabalho), mas amigos de muito bom gosto estiveram por lá recentemente e se encantaram.


Quanto à Chapada, recomendo apenas Rio de Contas, pois não conheço os demais roteiros. Tem uma pousadinha ótima, Aconchego, (77) 3475-2714, com preços ótimos e tratamento bem acolhedor. O guia, sem dúvida, é da Ecotrilhas, Lé. A rural dele precisa de vários reparos, mas ele se vira bem também como mecânico e, principalmente, é honesto e cobra preços justos. Tenho amigos que me mandaram verdadeiros manuais por mail sobre outras localidades da Chapada. Posso repassá-los. É só me contactar que eu envio.

Ufa! Acho que é isso. Quem precisar de mais dicas ou tirar dúvidas, post seu comentário aqui, ok?




fotos: www.sxc.hu e arquivo pessoal

2 de ago. de 2009

Teatro com parede de vidro e vista pro mar*


Vocês devem estar se perguntando porque cargas d'água eu escrevi sobre uma imagem tão surreal no título. Afinal, não dá pra acreditar que exista um teatro assim: você curte um espetáculo delicioso em ambiente climatizado, ouvindo músicas do mais alto gabarito, com uma artista de alta competência... e, pasmem, acompanhando o por do sol!

Sim, existe, eu não comi pizza (só os amigos vão entender essa piada! kkkk...).




A vencedora do Troféu Caymmi 2007 Juliana Ribeiro (www.myspace.com/julianaribeirocanta) está de volta com a acústica de um ambiente teatral, valorizando ainda mais a sonoridade de seu espetáculo de lançamento do primeiro álbum em formato EP (Extended Play), no Teatro Gamboa Nova, todos os domingos de agosto, as 17 horas.



No show, ela incorpora cinco personagens por meio de encenação teatral e com a ajuda de charmosos acessórios. Mais uma vez ela, conta com participação especial de Déo Carvalho*, com quem dança de forma surpreendente.



A sugestão aqui é chegar lá pelas 16 horas, curtir o Passeio Público (é lá mesmo onde fica o Teatro Vila Velha - "Vá ao Vila, velho!", em bom baianês, tá?), que nos faz voltar ao passado com sua arquitetura (que precisa acelerar essa restauração, Márcio Meireles!) e árvores que devem datar dos tempos que Cabral aportou por aqui.



Como bom adepto do Lado B (invariavelmente cabeção), antes de ir lá, não deixe de conferir a história do pequeno e sedutor Teatro Gamboa Nova, que tem quase 40 anos de existência e abrigou movimentações bem interessantes da cena artística baiana - inclusive com o show de estreia da estrela de primeiríssima grandeza Zizi Possi (www.teatrogamboanova.com.br).



O preço? Tão surreal quanto a programação: R$ 5. É até difícil não ir, não é?



*Texto e fotos meus, com experiência minha e do queridíssimo Déo Carvalho, ator, dançarino, produtor, cabeleleiro, maquiador e grande protagonista do Lado B.

18 de jul. de 2009

Siri-bóia na Boa Viagem*


Demorei em mandar a minha contribuição para este blog, mas acho que vou estrear com pé direito. Não poderia começar sem falar de um lugar bem querido, onde passei boa parte de minha vida: Cidade Baixa.

E como falar em Cidade Baixa sem falar de sua maior especiaria culinária: o siri-bóia. Isso mesmo. Apesar da aparência hostil, o bichinho é para lá de delicioso. Não vou cair na mesmice em falar da Pedra Furada, point já manjado na DownCity. Minha dica é um buteco mais acima, na Boa Viagem mesmo, depois do Hospital Couto Maia.

O local se chama Bar Maresia. Conhecido também como bar do Jailson. Famoso pelo siri-bóia e outros crustáceos, e também pelo jeito típico do dono em tratar seus clientes. Não liguem para o mau humor; a comida vale muito à pena. E a vista também. Pena que da última vez que fui estava chovendo, não rendeu uma boa foto. Mas prometo enviar depois.




Minha dica é a ir ao local para um happy hour. No meio da semana, chegue 17h30; não adianta chegar antes, pois ele só abre às portas nesse horário, nem um minuto a menos. Se chegar mais cedo, vale matar o tempo num rápido passeio no Humaitá, que fica bem pertinho. Se o tempo ajudar, pegue uma mesa na rua mesmo, perto da balaustrada, para ter uma melhor visão da Baía de Todos os Santos.

Para quem bebe, a cerveja está sempre geladinha. Quando vou lá, sempre começo com a lambreta, enquanto espero pelo siri-bóia. Não se esqueçam de pedir o pirão para acompanhar. Outro prato muito gostoso é a agulhinha frita.

O lugar é bem simples, prato de plástico, banheiro unissex (mas sempre bem limpo), pouco espaço. O atrativo é a boa comida e o preço justo. É o lugar ideal para uma boa conversa entre amigos, com direito ao barulhinho do mar como trilha sonora!

* texto e experiência da jornalista antenadíssima ao Lado B Amanda Veloso

Crédito da foto: www.sxc.hu

11 de mai. de 2009

O MAM, ah, o MAM...





O MAM é mais que meu lugar preferido na cidade. É o MEU lugar! É simples, sem discussão e pronto.
Sábado à tarde é uma delícia olhar o sol bater no cais, depois de visitar o belíssimo Parque das Esculturas e as exposições do momento.
Sábado à tarde é uma delícia pagar apenas R$ 4 para ver um filme de alto nível numa salinha acolhedora.
Sábado à tarde é uma enorme delícia comer aqueles lanches antes de ir ver o filme - faz o seguinte: paga o cine e o lanche juntos, pois é no mesmo caixa. Acho que R$ 10 reais dá.
Sábado à tarde é uma delícia aguardar o crepúsculo e sentir a brisa acariciar meu rosto enquanto Ivan Huol e cia arrasam com a Jam no MAM. Esse projeto que reúne alguns dos melhores músicos da cidade em uma jam sessions e que existe há cerca de (pasmem!)10 anos, mas que nunca teve muita visibilidade nem grana - mas, pra compensar, tem a garra e fibra de Ivan Huol que nunca desistiu de seu sonho.
Isso é que é vida, pois não é pra qualquer um poder ser feliz com tudo isso e ainda com trilha sonora - e olha que é uma diferente pra cada sábado.