Crédito desta foto: eu mesma inspiradíssima...

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4 de jul. de 2010

Atenção, produtores: Petrobras Cultural inscreve


Entre os dias 22 de junho e 14 de julho, será realizada a Caravana Cultural Petrobras, que percorrerá 12 cidades brasileiras com o objetivo de divulgar o Programa Petrobras Cultural 2010 (PPC). Realizada desde 2004 durante o período de inscrições do PPC, a Caravana busca também capacitar produtores de todas as regiões do país.



Entre as atividades promovidas pela Caravana estão a palestra “Ação da Petrobras na Cultura” e a “Oficina Petrobras Cultural de Formatação de Projetos” – que busca aliar o caráter pedagógico com o incentivador. A palestra é apresentada pela Gerente de Patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, que fala sobre a atuação da Companhia na cultura, com enfoque no PPC, apresentando as linhas de atuação do programa e suas áreas de Seleção Pública.



A Caravana Petrobras Cultural é destinada a produtores e pessoas interessadas na Seleção Pública do Programa Petrobras Cultural. Ao longo de suas cinco edições, a Caravana PPC já percorreu 23 cidades, atendendo um público de aproximadamente 9 mil participantes. O evento é gratuito e sujeito à lotação do espaço.



O PPC 2010 está com inscrições abertas desde o dia 10 de junho. O programa tem verba R$ 52,2 milhões destinada à seleção pública de projetos em 16 áreas culturais, dentro das três linhas de atuação do programa: Formação; Preservação e Memória; e Produção e Difusão. Três áreas do programa têm cronograma diferenciado e já tiveram suas seleções concluídas (festivais de música, festivais de cinema e difusão de longa-metragem em salas de cinema). Os recursos para essa áreas somam R$ 9 milhões.



Nesta sexta edição do PCC, os incentivos incluem desde projetos de pesquisa artística até projetos de distribuição de bens culturais. Podem inscrever-se projetos destinados à recuperação e digitalização de acervos, à manutenção de grupos e companhias de artes cênicas, à produção de filmes, a eventos de cultura digital e artes eletrônicas, à gravação de CDs, a turnês de shows/concertos, entre outros.


As inscrições para o Programa Petrobras Cultural podem ser feitas pelo site www.petrobras.com.br/ppc .

CRONOGRAMA DA CARAVANA PETROBRAS CULTURAL

22 de junho – São Paulo
30 de junho – Brasília
1º de julho – Rio de Janeiro
1º de julho – Porto Alegre
02 de julho – Belo Horizonte
06 de julho – Manaus
08 de julho – Natal
09 de julho – Recife
12 de julho – Goiânia
13 de julho – Vitória
14 de julho – Salvador
Data a definir – Macaé (RJ)




Créditos
Texto: Gerência de Imprensa da Petrobras
Fotos: www.sxc.hu

25 de jun. de 2010

Corra: teatro gratuito de qualidade!




Já falei desse evento na postagem anterior, mas acho que vale uma atenção especial pela grandiosidade (e raridade!) do projeto. O texto abaixo foi postado por Salvador Up Date no Facebook. Atenção especial para a doação de alimento, sendo que, no espetáculo "Cacilda", deve-se levar rosas (sem espinhos).

"Teatro Oficina (SP) apresenta Taniko, Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!, Bacantes e O Banquete, em sessões gratuitas para 2 mil pessoas, em Salvador:

25 de junho, 20h – Taniko, O Rito do Mar
26 de junho, 18h – Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!
27 de junho, 18h – Bacantes
28 de junho, 19h – Banquete

Teatro de Estádio (instalação itinerante), especialmente montado no Campus da UFBa, Ondina, atrás da Escola de Dança da UFBa.

Com um projeto inédito e superlativo, o time de atuadores do Teatro Oficina chega a Salvador sob a direção de Zé Celso Martinez Corrêa para apresentar quatro peças que integram a turnê nacional do Dionisíacas em Viagem. O projeto tem apoio do Ministério da Cultura e manutenção da Cia Oficina pela Petrobras e envolve a realização de oficinas e apresentações teatrais gratuitas, além do Festival 'Das Bandas do Oficina'. As peças serão apresentadas de 25 a 28 de junho no Teatro de Estádio (instalação itinerante montada no Campus de Ondina da UFBa, atrás da Escola de Dança da UFBa), enquanto as oficinas acontecem de 18 a 21 de junho na Escola de Dança da UFBa. Já o show musical será realizado no dia 21 de junho, às 20h, no Cabaré dos Novos – Teatro Vila Velha. Todos os espetáculos de teatro são gratuitos, com sugestão de doação voluntária de 1kg de alimentos (para a peça Cacilda!!, a sugestão é que se leve uma flor).

O primeiro espetáculo teatral a ser apresentado acontece no dia 25 de junho (sexta feira, 20h). Trata-se de Taniko, o Rito do Mar, baseado em peça de Zeami (1363 a 1443), dramaturgo e dançarino japonês criador do Teatro Nô. Numa recriação de Luis Antonio e José Celso Martinez Correa, esse rito foi transformado na primeira viagem dos imigrantes japoneses ao Brasil, oferecendo ao público um musical “nô bossa nova tranzênicu”. Taniko, o Rito do Mar cumpriu temporada em São Paulo em 2008, ano do centenário da imigração japonesa no Brasil, e é um espetáculo diferenciado na programação do Dionisíacas – tanto pela sua duração, de cerca de 1h30, quanto pela encenação, indicada ao público de todas as idades.

No dia 26/06 (sábado, 18h) será a vez de Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!, segunda parte da maxi série teatral sobre a vida e obra da atriz Cacilda Becker, aqui em início de carreira, interpretada por Anna Guilhermina. Escrita e dirigida por José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond, trata-se da mais recente obra da Cia Oficina – foi produzida no final de 2009 –, passeando pela história do Brasil entre as décadas de 1940 e 1960, sob o ponto de vista de uma das maiores artistas brasileiras.

Já no dia 27/06 (domingo, 18h), o público poderá conferir Bacantes, de volta a Salvador depois de 14 anos desde a primeira encenação no MAM. A peça reconstitui o ritual de origem do Teatro em 25 cantos e cinco episódios. Com música composta por Zé Celso, a última tragédia grega conhecida – Bakxai (406 a.C.), de Eurípides –, é encenada como ópera de Carnaval para cantar o nascimento, morte e renascimento de Dionysios, Deus do Teatro. Uma das mais conhecidas – e polêmicas – obras do Teatro Oficina, Bacantes foi apresentada em 1996 com enorme sucesso na capital baiana, em sessões que até hoje são consideradas por artistas do grupo como algumas das mais instigantes da história da Cia.

As apresentações teatrais serão encerradas no dia 28/06 (segunda feira, 20h), com O Banquete. Criado e recriado por Sócrates, Platão e Zé Celso, numa Ode ao Amor, a montagem traz para a cena entidades míticas como Zeus, Hera, Eros, a deusa Embriaguez, Pênia, Jesus e Fidel Castro, reunidos numa festa promovida por um grande ator grego que acaba de encenar as Bacantes no Teatro de Estádio. A peça foi montada a convite do Festival de Zagreb, na Croácia, e em junho de 2009 iniciou temporada em São Paulo, também com enorme sucesso. A encenação marca a comemoração final das Dionisíacas e é seguida de uma grande festa com o público, ao som da Banda Tigre Dente de Sabre, cujos músicos acompanham a turnê."

20 de jun. de 2010

Nem Copa, nem São João?

Se você não está nem no clima de Copa, nem de São João, calma! Há soluções além do velho filme na sua home theatre. E mesmo que você esteja no clima, pode querer dar aquela saída pela tangente. Pílulas B para você:



Fête de La Musique - Em homenagem à festa celebrada na França, coristas, grupos musicais e instrumentistas se reúnem em uma noite dedicada à música na Aliança Francesa de Salvador. Dia 21 de junho (é amanhã, hein?), com entrada gratuita. Mais informações: no site da Aliança Francesa ou 3336-7599 e cultural@afbahia.com.br.

Carronaval das Dionisíacas - Sob a direção de Zé Celso Martinez Corrêa, são apresentadas quatro peças que integram a turnê nacional do grupo Dionisíacas em Viagem. O projeto tem apoio do Ministério da Cultura e manutenção da Cia Oficina pela Petrobras e envolve a realização de oficinas e apresentações teatrais gratuitas, além do Festival “Das Bandas do Oficina”. As peças serão apresentadas de 25 a 28 de junho no Teatro de Estádio (instalação itinerante montada no Campus de Ondina da UFBa, atrás da Escola de Dança da UFBa). Já o show musical será realizado no dia 21 de junho, às 20h, no Cabaré dos Novos, Teatro Vila Velha. Todos os espetáculos de teatro são gratuitos, com sugestão de doação voluntária de 1kg de alimentos (para a peça Cacilda!!, a sugestão é que se leve uma flor).


Os Enamorados - Peça trata do amor e o ciúme no mês em que se comemora o Dia dos Namorados. O texto, adaptado do original do italiano Carlo Goldoni, aborda a relação amorosa de forma leve e divertida, mas contundente. Paralelamente, acontece a exposição colaborativa O Ciúme Ilustrado, aberta gratuitamente ao público, com trabalhos de diferentes artistas visuais e curadoria de Andrea May. No Teatro Vila Velha, de 4 a 27 de junho, (sex a dom), às 20h. Ingresso: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Centro Antigo de Salvador - Exposição aberta pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é coordenada pelo artista plástico baiano Joãozito, com tecnologia de painéis multimídias e tecnologia touch scream. "Centro Antigo de Salvador – A História do Brasil Vive Aqui" fica em cartaz até 11 de julho, de terça a domingo, das 10h às 18h, no Palácio Rio Branco (Pça Tomé de Souza).



Circuito Sala de Arte - Obras primas estão em exibição no sempre "in" circuito Sala de Arte. Voltou a cartaz "Tudo pode dar certo", de Woody Allen, na excelente e aconchegante Sala Vivo (veja crítica literária sobre o filme no dia 15/12/2009). "Quincas Berro D'Água", do baianíssimo Sérgio Machado, está primoroso. Além disso, ainda não vi "Um homeme sério", mas certamente é uma nova promessa, pois tem a assinatura dos irmãos Coen, diretores de “Queime Depois de Ler” e “Onde os Fracos Não Têm Vez”. Indicado aos prêmios de melhor filme e melhor roteiro do Oscar 2010.

30 de mai. de 2010

Cinematografando: O Oráculo, de volta ao Olimpo*




O que Terry Gilliam tem de melhor está reunido no baú de O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus (2009). A questão do anacronismo, o sonho, a desilusão, a decadência e o medo da morte. E acima de tudo, o seu intenso surrealismo visual. Ótimo entrar em cartaz ao lado de Alice. Em pouquíssimas salas, parece assim, exatamente, uma nesga sombria sob o mundoróseo púbere de Alice. O pesadelo de Dr. Parnassus é a Alice que Tim Burton gostaria de ter realizado, não estivesse ele acorrentado pelos pés ao sonho disneyano.



O filme conta a saga de Parnassus, um homem que fez um pacto com o diabo em busca de longevidade e juventude para conquistar sua amada. Mas o preço é muito alto e ele torna a repetir o contrato para manter o objeto da aposta. Parnassus roda o mundo com sua filha e uma trupe mambembe em seu decadente freak show medieval, oferecendo ao público a oportunidade fantástica de penetrarem em seu mundo imaginário. Atravessando um espelho aliceano, os curiosos recrutados são deparados com seus próprios sonhos materializados em technicolor 3D. Durante alguns minutos, cada um vive seu próprio País das Maravilhas e, encantados, ficam prontos para renderem suas almas.



Em busca de um sonho, Parnassus acabou preso a um pesadelo sem fim, ganhando uma alma imortal que se exaure desta rotina eterna. Aos curiosos, promete um mundo de sonhos que pode prendê-los como um pesadelo. Uma espiral repetitiva de ilusões e desilusões, portanto, forma o esqueleto de toda a trama. Mais do que uma crítica explícita ao "consumismo" propriamente, Terry Gilliam versa neste filme sobre o apego e a necessidade do desapego.



Consumismo vem na esteira, como uma forma de apego, o apego a sonhos, apego ao que ainda não se tem. Tema já de Munchausen e, provavelmente presente em quase todos os seus filmes incluindo roteiros de Monty Python, o personagem principal aqui é preso à lembrança de uma época de sua vida. E nesse apego leva pessoas ao fundo de seu mar. O final feliz trata exatamente de aprender a se desapegar de tristezas, sonhos, amores e aparências. Assim, o tempo volta a fluir normalmente.

O filme carrega ainda a pecha da maldição. Ao ator Heather Ledger se prometiam favorabilíssimos oráculos parnasianos, mas eis que como Fausto, teve sua alma clamada tão logo avistara o sucesso. E é o filme de retorno e redenção do próprio Gillian, que estivera no purgatório após o fabuloso desastre da fracassada produção de Don Quixote. Em cinco dias de filmagem, cinco desastres se abateram sobre a produção, que simplesmente levaram financiadores e seguradoras a suspenderem o projeto. O episódio todo pode ser visto no documentário Lost in La Mancha, o making of editado. Durante mais de cinco anos, foi obrigado a vender sua maravilhosa alma autoral e dirigir roteiros minimamente decentes para seu calado, como a aventura adolescente Irmãos Grimm (onde conheceu Ledger).


Felizmente, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel, amigos pessoais do ator, se encarregaram de concluir as filmagens substituindo alternadamente Ledger. As trocas de atores não afetam nem um pouco o andamento do roteiro, que foi levemente adaptado para aceitar essas mudanças. Lily Colle, que interpreta Valentina, a filha de Parnassus, chama atenção pela beleza exótica. Mas quem rouba a cena é Tom Waits, que interpreta há mais de mil anos um único personagem chamado Tom Waits, mas perfeito ao papel.



* por Nelson Doy Jr. é publicitário, mora no Rio, mas volta e meia curte o Lado B de Salvador, quase sempre ciceroneado por essa blogueira que vos fala.

Imagens: www.imdb.com

22 de mai. de 2010

Extra, extra: butecagem já!





Não consigo entender porque um festival dessa magnitude e qualidade seja tão desorganizado na divulgação em mídia de massa. Esse ano, mais uma vez, somos surpreendidos pelo festival Comida di Buteco já em realização.

Diferente dos outros anos, em que foi realizado no segundo sempre (setembro, outubro mais ou menos), o evento movimenta a cena gastronômica de Salvador City desde ontem, até o dia 20de junho em 31 butecos. Eles resolveram associar o hábito da butecagem com a Copa... O festival acontece esse ano em 11 cidades brasileiras.



Para compensar, o site deles é muito bom de navegabilidade e você consegue acessar tudo que precisa fácil, fácil. Só tem um defeito: as fotos estão com uma qualidade duvidosa. Creio que, na ânsia de fazer aparecer os nomes dos patrocinadores junto aos pratos, realizaram enquadramentos questionáveis, esquecendo que o público quer ver os pratos. E o sucesso do evento depende da sensibilização dos butequeiros. Afinal, o que os olhos não veem, o coração não sente.

Quem conhece meus hábitos gastronômicos sabe que não vou provar muitos pratos, mas os que puder provar, tenho certeza que vou gostar. As referências dos meus amigos de larga experiência no meio são as melhores. E eu confio no bom gosto deles a respeito dos estabelecimentos indicados.


Inclusive, tem um buteco bem conhecido da turma que não foi selecionado esse ano, provavelmente, porque a organização do evento compartilha da mesma opinião de meus amigos: a qualidade da comida desse referido estabelecimento se perdeu.

Imagens: www.comidadibuteco.com.br

16 de mai. de 2010

Conferência internacional sobre mídia e racismo

Extraído de Blog da Cultura:

"No próximo dia 21 de maio de 2010 acontecerá em Atlanta, Estados Unidos, mais uma reunião do Plano de Ação Conjunta Brasil/Estados Unidos para Eliminar a discriminação Étnica e Racial (JAPER). O Plano foi assinado em 2008 e prevê uma série de iniciativas entre as duas nações marcadas por desigualdades raciais históricas.

Quem estiver em Salvador e tiver interesse em acompanhar os debates que acontecerão na cidade americana terão uma oportunidade. É que a Fundação Pedro Calmon/Secult, o Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro e a Associação Cultural Brasil-Estados Unidos (ACBEU) transmitirão a conferência A Influência da Mídia sobre a Percepção de Raça, no dia 21/05, das 10h às 12h, na Biblioteca Pública do Estado (Barris). A transmissão será em tempo real e haverá tradução simultânea.

Os palestrantes americanos são: o ativista Martin Luther King III, filho do líder do movimento pelos Direitos Civis; Martin Luther King Jr., que tem levado adiante o legado do pai; e o ator Hill Harper, que atuou em séries como CSI: NY e City of Angels e em filmes de Spike Lee e de outros diretores.

Para representar o Brasil, foram convidados: o ator Lázaro Ramos, que é embaixador da UNICEF desde 2009, e protagonizou filmes premiados como Madame Satã, Cidade Baixa, Ó paí, ó entre outros; e o publicitário Paulo Rogério Nunes, diretor executivo do Instituto Mídia Étnica, editor do portal colaborativo Correio Nagô e colaborador da revista Américas Quarterly.



Obama – Logo após a conferência, haverá a abertura da exposição fotográfica Obama: O Cara que Poucos Conhecem, com imagens que revelam o cotidiano do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, no foyer da Biblioteca. A exposição ficará em cartaz do dia 21 de maio a 21 de junho, no horário de funcionamento da Biblioteca, de segunda a sexta, das 8h30 às 21h, sábado, das 8h30 ao meio-dia, e domingo, das 10h às 16h.




SERVIÇO
O que: transmissão de conferência sobre mídia e racismo e abertura da exposição sobre o presidente Barack Obama.
Dia: 21 de maio, às 10h, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Endereço: Rua General Labatut s/n – Barris
Entrada: gratuito
Informações pelo telefone: (71) 3116-6918/6919"

Imagem: www.flickr.com

9 de mai. de 2010

Cinematografando: Alice Pop*




É uma grande responsabilidade a Disney refazer seu clássico Alice no País das Maravilhas, mas ao mesmo tempo, é uma delícia ter a chance de refazê-lo com os recursos da animação digital atual. A receita funcionou: uma Alice pop, com levada de teen movie, sem rigor com a história e o teor original. E Tim Burton também funcionou, ainda bem. Depois de uma duvidosa fábrica de chocolate, rica, mas fora de mão, retorna agora muito à vontade para espalhar o melhor do seu universo dark-psicodélico pela sala.



A história se passa anos mais tarde da original de Lewis Carrol. Alice deixou de ser criança. Virou uma bela Mia Wasikowska, mas, convenhamos, não passa de uma sonhadora cabeça-oca. Agora tem 19 anos e é levada pela mãe a uma festa surpresa. A surpresa é que a festa é para o seu pedido de casamento. Assustada com o futuro medíocre que a aguarda e, sem forças nem a mínima idéia sobre o quer da vida, foge da raia na hora H e sobe a colina, onde cai no fatídico buraco que recomeça a clássica história. Na Subterra, é aguardada ansiosamente como a libertadora que derrubará a cruel Rainha Vermelha. Mas não se lembra mais de sua primeira ida e precisa reaprender tudo.



Quando os personagens aliados da pueril Rainha Branca (uma caricata e sacarina Anne Hathaway) questionam a lagarta se trouxeram a Alice certa ou foi engano, ela solta uma baforada e responde a Alice: você é QUASE a Alice certa. Vai se descobrir Alice por inteiro, verdadeira a si mesma, ao longo de um game RPG com hora e meia de duração, onde precisa desvendar mistérios, dialogar com estranhos, obter objetos mágicos e mostrar astúcia e bravura para passar de fase em fase. O game oficial para iPhone e Wii foi lançado quase que simultaneamente, para se ver como pensa Hollywood hoje em dia.

É a velha história de ninar para meninas de 13 anos que têm pesadelos com a crise da adolescência, mas repaginada para o mundo moderno. Enquanto Anakin Skywalker sofre em Guerra nas Estrelas com o dilema de vestir um “suit” preto e assumir o posto como CEO de uma corporation, Alice está bem mais tranqüila com seu futuro profissional. Pensa, ao invés de casar cedo, porque não sonhar em ser uma executiva de marketing num ambiente de negócios globalizado?... Quando sai do buraco (e que buraco era aquele noivado), continua sonhadora, mas nada cabeça-oca. Tememos até que vire advogada.



A concepção visual, direção de arte e figurino estão espetaculares e a tradicional dupla burtoniana Johnny Depp (Chapeleiro Maluco) e Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), principalmente ela, roubam a cena. O efeito 3D dá ao filme todo a aparência singela daquelas capas de livros infantis com estereogramas que se mexem quando a gente muda o ângulo. Para justificar o 3D, deram à Lebre Maluca o irritante hábito de atirar objetos na direção dos espectadores. E o melhor de todos ainda é o Gato Risonho (Cheshire Cat), tanto na sua animação como pela voz de Stephen Fry, um manhoso Garfield evanescente. Mia Wasikowska cumpre o personagem: começa insossa e termina menos insossa, mas fica bem em vários tamanhos. Músicas de Avril Lavigne e Fraz Ferdinand entre vários indie pop teens. Ah, e a dancinha final, que consta no Manual para Fazer Teen movies - Confraternização e Dança Final, ninguém merece...



* por Nelson Doy Jr., que é publicitário, mora no Rio, mas volta e meia curte o Lado B de Salvador, quase sempre ciceroneado por essa blogueira que vos fala. Além de ser brilhante nos seus textos (e me presentear com obras suas exclusivas), sempre salva-me nas horas mais difíceis de blogueira.

Imagens: www.imdb.com

2 de mai. de 2010

Lado B itapagipano em revista




Quando minha amiga Vanice me mandou uma mensagem recomendando divulgar a recém-lançada revista da qual ela é uma das mentoras, não li de imediato por conta da roda viva da vida mesmo. Mas num sábado, com calma, comecei a explorar a publicação e simplesmente fiquei encantada, tanto com a qualidade gráfica, quanto com a editorial, e porque não dizer, ideológica. E tudo a ver com o Lado B. Acaba de ser lançada a revista Grauçá. Ipsi literis vai a definição da revista, por ela mesma:

"Itapagipe possui a oitava maior renda média por responsável por domicílio, segundo dados do último censo do IBGE. Ao longo de onze bairros habitados por 160 mil pessoas, revelam-se Memória, Arquitetura, Gente, Cultura, Religiosidade, Curiosidades, Turismo e Esporte. Tudo isso rodeado de mar, por uma aura de charmosa ligação com o passado e cheio de figuras com belos exemplos de vida. Estas foram algumas das razões que levaram a Quasar Comunica, estúdio de Comunicação Integrada, a conceber e lançar em 2010 a Revista Grauçá, a primeira do gênero na história da Península.

Com tiragem inicial de 3 mil exemplares distribuídos gratuitamente, a Grauçá será publicada a cada dois meses trazendo entrevistas, perfis, imagens exclusivas e particularidades locais. Temas como segurança pública e desigualdade social na região serão discutidos, convidando à reflexão a sociedade civil e o poder público.

A Península se destaca ainda por extensa rede comercial que fomenta a economia de Salvador. A Revista Grauçá surge num momento estratégico para empresários de todos os portes, já que se constitui numa mídia acessível e eficaz, permitindo a divulgação de marcas, produtos e serviços."

Aí vocês vêm com uma pergunta que não quer calar: o que significa grauçá e de onde cargas d'água surgiu esse nome? Aha, eu também morri de curiosidade e fiz essa pergunta pra ela:

"sobre o nome, o editorial da nº1 explica. Mas como nos conhecemos de longas datas, sabendo que é uma jornalista e que como tal sem novidade não há notícia, e sabendo também que o Lado B combina com coisas pitorescas...
Estávamos Frederico e eu na Boa Viagem bebendo uma água de coco em noite enluarada quando este crustáceo albino passou nos olhando... Sempre curti e brinquei muito com ele e supus que, como eu, toda a galera que se criou brincando nas praias da Península.
Quando compartilhei com Tom e Vera o acontecido, bem como a ideia de chamar a revista de 'Grauçá', a aceitação foi imediata. Tanto pelo lúdico quanto pela necessidade de se preservar a saúde das nossas praias e mares.
Em julho de 2009, sentamos e, de fato, compartilhamos nossas aspirações (antes, individuais...). Da mistura de um pouco de tudo que estava na cabeça de cada um, nasceu a Grauçá."



Para quem quer ter a revista em papel, pode encontrá-la na Fundação Pierre Verger, nos Postos da Bahiatursa no Pelourinho ou no Comércio e, se tiver muita sorte, encontra a equipe da revista distribuindo-a gratuitamente no Porto da Barra uma vez a cada bimestre.

A publicação, como não poderia deixar de ser, tem "estações" dentre as mídias sociais: no site da Grauçá estão os ícones do orkut, twitter e facebook. É só seguir.


Imagens: www.revistagrauca.com.br

23 de abr. de 2010

Sertão Bom é danado de bom... às sextas



Aberta a temporada dos forrós. Mas quem é Lado B não consegue acostumar com multidões. Adelmário Coelho está brilhando na AABB - embora nem sempre em boa companhia - e o Estakazero está excelente també, com um show lindo em homenagem a obra do mestre Lua, o saudoso rei do baião Luiz Gonzaga.

Mas com as chuvas, esses eventos foram impactados e, de repente, me vi convencida por um grupo de amigos a ir ao Sertão Bom numa sexta-feira de repente, não mais que de repente. Simplesmente foi tudo de bom, pois dançamos muuuuuito. Amantes do verdadeiro forró se encontram por lá e sem piriguetagem (coisa rara em Salvador), pois o ambiente é bem familiar, mas animadíssimo. Pelas minhas parcas estatísticas, dez entre dez professores de forró adoram o local.

Então esse restaurante da Pituba foi escolhido para sediar os encontros de um grupo de dançadores de forró (todo mundo dá um jeitinho na pista, portanto, ninguém é dançarino). São amigos e familiares que têm apenas um objetivo: viver a saudável e belíssima cultura nordestina por meio da dança.

Mas atenção: por enquanto recomendo apenas as sextas. As bandas do sábado não estão nada boas e ainda não chequei as quintas e domingos.



A ficha:
- local é de fácil acesso (Av. Otávio Mangabeira, Pituba. Ao lado do Tchê Picanhas e posto BR);
- comida gostosa e barata, com cachaças de boa qualidade (garantem os cachaceiros de plantão);
- decoração lindíssima, pois parece que estamos no interior mesmo;
- e o principal, bandas que tocam um autêntico forró.

Ah, mais três fatores me encantam: a gerência da casa não permite superlotação, o que já conta 1.000 pontos no meu ranking de lugares legais pra frequentar; o couvert custa R$ 10 reais; e eles são pontuais na programação (de quinta a sábado, a primeira banda entra às 21h e vai até 23h30 e a outra entra quase imediatamente e vai até 2 horas). Aos domingos, começa às 17 horas e termina cedinho.

Quem quiser conferir os demais dias e mandar a dica para cá, agradeço muitíssimo por mim e pelos leitores do Lado B.

Anarriê!

17 de abr. de 2010

Relíquias de Buda: precisa dizer mais?




Essa blogagem tem dois objetivos: seguir mais uma dica da antenadíssima amiga Relações Públicas Laila e homenagear a minha amiga Taisa, mãe de Laila e artista plástica, que decidiu comemorar o aniversário nesse evento (cá entre nós... ela é muito chic!). Entre os dias 23 e 25 de abril, ocorre em Salvador a exposição Relíquias de Buda, no Museu da Misericórdia (Rua da Misericórdia 6, Centro Histórico).

A coleção contém numerosas relíquicas do Buda Sakyamuni e de vários outros santos e mestres espirituais da tradição chinesa, indiana e tibetana. Algumas das relíquias do Buda Sakyamuni foram oferecidas pelo Dalai Lama ao Lama Zopa Rinpoche, diretor espiritual do projeto. A entrada é franca e a cerimônia de abertura ocorrerá no dia 23 de abril às 16 horas.

Vamos ao ritual de todo adepto ao Lado B: preparar-se com antecedência para aproveitar o programa ao máximo! Sobre o Museu da Misericórdia, seguem infos baseadas em matéria da Folha de São Paulo. Ah, vale a pena fazer uma visita virtual à galeria do site.

"Construído no século 17 e tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1938, o prédio da Santa Casa da Misericórdia, em Salvador (BA), ganhou um novo museu em 2006.

O antigo espaço que funcionava no local foi completamente desativado e passou por uma reforma que durou quatro anos.

Todas as características originais do prédio foram mantidas após a reforma. Os obras contemplaram o salão nobre, a sacristia, a galeria e a Ala Ritual do Museu da Misericórdia, que contém um acervo de 1.754 peças catalogadas, entre pinturas, mobiliário, esculturas, alfaias, imagens sacras e painéis em azulejaria portuguesa, datadas dos séculos 17 ao 20.

Todo o acervo do museu foi recuperado por uma equipe de especialistas comandada pelo restaurador argentino Domingo Tellechea.

'Quem vê esse acervo percebe claramente a evolução da história de Salvador, da Bahia e do próprio Brasil', disse a museóloga, Jane Palma.

De acordo com Palma, que coordena o novo museu, a Santa Casa da Misericórdia foi fundada no mesmo ano de Salvador, em 1549 -suas instalações funcionavam a menos de 800 metros do prédio que hoje abriga a entidade.

Além de preciosidades como a primeira imagem de cavalete do país, de 1699, a nova área apresenta também espaços rituais, como a Sala do Definitório (salão nobre), com um forro formado de 15 painéis em óleo sobre madeira.

Além de obras históricas, o museu também ganhou peças de artistas contemporâneos como Bel Borba, Carmem Penido, Grace Gradin, Luísa Olivetto, Tati Moreno, Mário Cravo Júnior, Cristian Cravo, Sérgio Ferro, Sérgio Rabinovitz, Caetano Dias, Eliana Kertész, Maria Adair, Juraci Dórea e Juarez Paraíso, entre outros."


p.s.: mas não esqueçam do Festival Vivadança, que está com uma programação incrível, hein?


Imagem: www.scmba.com.br/portal.php

12 de abr. de 2010

Dançar é uma delícia... e ver dançar também



Com um pouco de atraso, o Lado B faz uma blogagem obrigatória: Viva Dança Festival Internacional. Tudo acontece no velho (e amado) Vila, no Espaço Unibanco de Cinema, Passeio Público e Ciranda Café até o dia 30 de abril.



Especialmente nessa semana, grandes atrações devem me tirar do roteiro dos agitos pra o roteiro cult. A maioria das atividades é gratuita, outras têm custo bem reduzido.

A mostra Casa Aberta está reunindo 53 apresentações com até 15 minutos de dança contemporânea, regional, do ventre, flamenco, jazz, balé clássico, entre outros, somente nos dias 6, 13 e 20 de abril, às 20 horas.



Estão na pauta dois espetáculos espanhóis e dois japoneses, nos dias 17, 18, 24 e 25 de abril, sempre às 20 horas. Há oficinas pagas de jazz e do ventre.



Com entrada franca, a Cinemateca Vivadança acontece nos dias 14, 15, 21 e 22 de abril, sempre às 19 horas; assim como a instalação TRANSbarroc (coletivo Teaimuv), de 16 a 30 de abril; e a exposição do fotógrafo Gabriel Guerra, Simbose, durante todo o mês no foyer.



E Vila do Choro continua rolando nas segundas às 18 horas. A bilheteria funciona de segunda a sexta, a partir das 14 horas; sábado, domingo e feriados, duas horas antes do evento. Info: www.festivalvivadanca.com.br ou 3083-4600.





Fotos: créditos diversos (ver no site do Festival)

28 de mar. de 2010

Cinematografando: Ego Romeo & Psiche Juliet (Ilha do Medo)*




Acorrentado a seus próprios traumas, o agente federal Teddy Daniels é designado a investigar o desaparecimento de uma interna do manicômio penitenciário na ilha de Shutter, litoral de Boston. No decorrer da trama, percorremos com ele os assustadores meandros da loucura e desvendamos uma bela e trágica história de amor.


Uma vasta biblioteca de imagens arquetípicas indica que o tema do filme não é policialesco e sim psiquiátrico. A começar pela ilha, um rochedo isolado da sociedade por um mar revolto, acometida de violentas intempéries. Simboliza a mente do louco, enrijecida e isolada por um mar de pensamentos confusos e turbulentos, seus surtos psicóticos e a própria psicanálise, único e frágil acesso ao interior dessa mente, exatamente como a periclitante balsa que leva e traz seus visitantes.



Assim também, as diversas alas do manicômio e os “lugares” da ilha - como a mata e o penhasco com suas cavernas - são organizados como a mente freudiana, com superego, consciente, inconsciente e subconsciente. Ilha do Medo é, na verdade, uma jornada de Ego (o protagonista Daniels) por entre a estrutura da mente freudiana, vivendo literalmente o confronto de Eros (amor) e Tanatos (morte), força motriz de todas as emoções.

Apesar da idade, Leonardo Di Caprio parece meio que uma criança interpretando um personagem adulto e o filme é uma colagem de referências cinematográficas, desde a trama até o visual, decepcionantemente vulgares e lugar-comum para o habitual realismo crú de Scorcese. De filmes de terror e o expressionismo alemão ao cine noir, sempre com cenas pré-fabricadas como querendo te amedrontar. Uma série de "defeitos" que tornam o filme mecânico e parecem banalizar a produção. Mas tudo isso se explica, e faz muito sentido, à medida que compreendemos como se construiu aquele enredo.



Muito tristemente, o auge do filme é estuprado por um longo surto de explicacionite aguda, o mal típico de toda produção norte-americana, com mais de uma dezena de planos nitidamente inseridos após a edição do filme. São aquelas em que os coadjuvantes são convocados a posteriori para gravar falas que tentam esclarecer o que está acontecendo, tudo por exigência dos produtores e muito a contragosto do diretor e roteirista, que desejam preservar a integridade poética da obra. O caráter didático quebra, miseravelmente, o sentido catártico da cena.

Assim, por falta de sutileza psicológica, Ilha do Medo perde a chance de se colocar entre as grandes histórias do amor trágico, que tem na sua galeria clássicos como Romeu e Julieta, Lolita e o pós moderno Asas do Desejo. Poderia ser o Romeu e Julieta dos tempos modernos, que se passa no purgatório das almas perdidas, sob a ótica da violência, o tema primal de toda a obra cinematográfica de Scorcese. Que ótimo seria talvez ver este filme realizado por Stanley Kubrick, que dedicou sua vida a filmar a loucura em todos os seus tempos e sentidos.


Mas a cena final, com a decisão de Daniels, e que culmina no plano do farol apagado ao pôr-do-sol, com toda sua carga simbólica, é ótima e recupera sozinha toda desgraça anterior. Assista, traga o quebra-cabeças para casa e monte você mesmo a versão "director’s cut". Mas cuidado: o filme é tenso demais e te larga na rua mais pesado que um rochedo isolado da sociedade por um mar revolto. Você sai do cinema desejando a companhia de outras pessoas, mesmo não conseguindo articular conversa alguma.




* por Nelson Doy Jr., que é publicitário, mora no Rio, mas volta e meia curte o Lado B de Salvador, quase sempre ciceroneado por essa blogueira que vos fala. Além de ser brilhante nos seus textos (e me presentear com obras suas exclusivas), sempre salva-me nas horas mais difíceis de blogueira.

fotos: www.imdb.com

21 de mar. de 2010

Comidas naturebas


As pessoas que convivem comigo já sabem o que penso: comer bem é mais que um prazer, é uma filosofia de vida. Alimentos e temperos devem ter o mínimo de processamento industrial (confesso que acho maioria dos temperos prontos com gosto de papelão! rsrs...). Mas se vocês acham que não valorizo o sabor porque gosto de comida natural, então está na hora de rever seus conceitos (um plágio de vez em quando não faz mal... rsrs...).

Minhas recomendações vão em ordem de preferência:

1 - Saúde na Panela - As nuances de sabor em cada prato são enormes, mesmo o restaurante sendo radical (as deliciosas sobremesas são feitas com iogurte ao invés de creme de leite. As receitas não levam ovos na receita, têm pouco sal e quase nenhuma gordura - a maioria deles, nenhuma). Mas vou confessar meu fraco: a ceia deles é fantástica. De vez em quando vou tomar uma sopinha (e aproveito para levar aqueles irresistíveis pães ou bolos pra casa) Fica no Itaigara, próximo ao fim de linha da Pituba (3353-8088/3353-6788). E os preços são muito bons.

2 - Vida - A soparia (e restaurante natural) localizada em Ondina faz a gente percorrer quatro a cinco bairros para ter uma ceia dos deuses. É sopa que não acaba mais (de vez em quando faço umas misturas bem loucas, mas muito saborosas). Funciona como restaurante durante do dia, mas eu nunca fui nesse horário. Tem uma filial no Shopping Estrada do Coco.




3 - Manjericão - O que mais me encanta no Manjericão é poder comer cercada de verde. Os pratos desse restaurante, muitas vezes, são bem comuns, mas não quer dizer que menos saborosos. Mas algumas vezes me surpreendendo com misturas criativas. Localizado no Rio Vermelho, agora abre também aos domingos (3335-5641).

4 - Grão de Arroz - Uma viagem é almoçar debaixo de uma das árvores da filial dos Barris e depois assistir a um filme na sala Walter da Silveira. É claro que, pra mim, só dá pra fazer isso aos sábados. Mas eu ganho a semana inteira com essas poucas horas de prazer gastro-cult! É uma frustração para mim, no entanto, que a filial da Pituba (pertíssimo da minha humilde residência) somente sirva alguns lanches, pizza e sopas com misturas pra lá de criativas e totalmente pensadas para que seu organismo só diga obrigado (alô quem tem problemas intestinais: vale levar algumas pra viagem e tomar em casa). A variedade de pães é um dos fortes dessa filial e o mercadinho tem bastante variedade de produtos naturais, inclusive feirinha orgânica. (3248-9535 - Pituba e 3328-2157 - Barris)

5 - Brisa - Os pratos desse restaurante quase não sofrem processamento. São bem próximos ao sabor natural dos alimentos quando os tiramos da terra. Os pães e lanches integrais são maravilhosos. O lugar é bem tranquilo (minha mãe adorou comer lá!) e dá até pra ouvir passarinhos cantando aos domingos. Fica nas imediações na av. Paulo VI, na Pituba.

6 - Mundo Verde - A loja que fica no Max Center (Itaigara) tem um pequeno restaurante no andar superior. É uma paz poder almoçar sem barulho em uma localidade tão agitada. Na verdade, não é bem almoço. Há sopas, beirutes com tabule e lanches integrais bem nutritivos. A salada de fruta é servida com iogurte e mel: simplesmente divina!



7 - Espaço Natural - Para mim, essa é a opção para o dia-a-dia. Meio caro, o restaurante não varia muito o cardápio, mas, invariavelmente, os pratos são bem leves. As sobremesas são deliciosas (prefiro as light em detrimento das diet). Os pães (os de banana e germen de trigo são absolutamente fantásticos) e os congelados são um ponto alto da loja. Dentro do shopping Itaigara (3358-7877).

8 - Raízes - Recomendo a requintadíssimo filial do Salvador Shopping (aliás, está no antigo local onde havia uma filial do Brisa). Os molhos são incríveis e as saladas... hummm... são de dar água na boca. Tudo feito com ingredientes, diz o paladar, da mais alta qualidade. O único problema é ter que sentar naquela barulhenta praça de alimentação. Sobre a qualidade dos pratos, não posso dizer o mesmo do Raízes do Iguatemi.






fotos: www.sxc.hu

14 de mar. de 2010

Muiiiito lixo no Porto da Barra


Neste fim de semana, a cidade foi abençoada com os últimos shows do Espicha Verão, na praia do Porto Barra. Organizado e repleto de atrações de excelente qualidade, o projeto encantou também pelo cenário. E é sobre cenário e não sobre conteúdo que esse post quer falar: a praia. Como sempre, queremos aqui lançar um olhar estilo "Lado B" sobre esse evento.

Reduto da resistência dentro da área mais urbana de Salvador em termos de limpeza e boas condições de banho, o Porto da Barra ainda sofre com enorme falta de consciência das pessoas. Situação que chega a causar atos meio irônicos, mas sérios em essência, como o grafitismo da foto com o qual me deparei ao descer as escadarias para chegar a areia. Nas entrelinhas, o que ele quis dizer é: "sei que vocês vão sujar mesmo, mas, por favor, esforce-se para não sujar tanto". Pelo que vi, após esses espetáculos que nos encheram de orgulho, deu pra perceber o trabalho enorme a se fazer, pois, além dos visitantes da hora não terem o menor cuidado com seu lixo, não havia quase nenhum lixeira disponível para os que estavam preocupados em jogar lixo no lixo.


Sem uma assinatura (pelo menos não estava visível pra mim), não tenho como fazer uma homenagem à altura desse artista urbano de tanta sensibilidade. Mas fica aqui o apelo: quem passar pela área confere, fala sobre o assunto, chama a atenção das pessoas, enfim, faz valer a intenção do grafiteiro.

Tive a oportunidade de, nas minhas férias mais recentes, me deliciar com a aprazível praia do Porto da Barra numa quinta-feira. Apenas turistas e moradores aproveitam o local durante a semana. E não só a tranquilidade de poder ler um bom livro de frente pro mar me encantou. A sensibilidade das pessoas em cuidarem de seus lixos em parceria com os vendedores e prestadores de serviço é linda de se ver.

"Se todos fossem iguais a você..." não aconteceria o desastre recentemente divulgado via e-mail por alguns cidadãos heróicos, que deveriam ser agraciados com algum tipo de homenagem pelo seu belo exemplo. Um grupo de amigos decidiu fazer uma limpeza das águas do Porto após o carnaval. A quantidade de lixo encontrada foi vergonhosa e, o pior, nenhuma organização formadora de opinião ou responsável por ações público-governamentais deu a menor importância.



O grupo - de acordo com a mensagem - chegou a oferecer como matéria para vários veículos de comunicação, mas, pelo visto, atos raros de cidadania e comprometimento com a natureza e, em última instância, com a vida saíram da lista de critérios de noticiabilidade da nossa mídia. Nessa horas, tenho vergonha de ser jornalista!

Felizmente, existem as redes sociais (se não por definição como Orkut, Facebook etc., mas por metodologia, como o ato de disseminar uma informação apenas transmitindo e-mails para seus contatos). E parece que isso tem nos salvado de algumas lacunas que os nosso veículos de comunicação têm deixado pelo caminho (muitas vezes com razão, já que alguns temas não cabem ser abordados nos grandes veículos; outras por omissão ou falta de compromisso com o coletivo como no caso em questão).

Decidir postar as imagens que chegaram a mim como forma de auxiliar na missão desse heróis anônimos (esses, sim, engrandecem e fortalecem a palavra que já virou sinônimo de mediocridade, mau caratismo e falta de valores na voz do minha ex-referência de bom jornalismo, Pedro Bial. Lamentável!).

Confira a história e as imagens completas no blog da ong Global Garbage.

O crédito das fotos: a primeira é minha e a do fundo do mar é do blog acima citado.

6 de mar. de 2010

Férias em Salvador



Tenho tantos amigos e conhecidos que decidiram vir a Salvador agora (ou entrar em férias e ficar na cidade), nesse final de verão, que resolvi fazer uma postagem somente sobre isso. Aproveitando que as águas de março ainda não chegaram, vamos curtir o Lado B de Salvador.

Perguntaram-me: quanto tempo ficar em Salvador?
Depende da escolha de cada um. Há coisas interessantes pra fazer em qualquer dia da semana. Mas vale mais a pena estar aqui no fim de semana: quinta a domingo. Como a maioria das pessoas chega e retorna por Salvador, sugiro aproveitar a cidade nos fins de semana que chegar e que for embora. Durante a semana, pode curtir os outros roteiro fora da cidade. Veja as principais indicações.


Praia do Porto da Barra é show durante a semana - tirando os vendedores e prestadores de serviço insistentes... Mas basta se concentrar na sua leitura ou na contemplação do mar. Ah, aluga cadeiras e sombreiro com o Carlinhos: muito atencioso e sorridente. Não apareça, em hipótese alguma, no fim de semana por lá, a menos que seja pra o projeto Espicha Verão, que acontece ainda nos dias 6 e 13 de março (ninguém menos que Buena Vista Social Club toca nessa data - veja postagem do dia 27/2). Praias de fim de semana podem ser: Buracão, Rio Vermelho (essa rola no meio da semana também. Veja postagem do dia 27/8/2009), Pituaçu (barraca de Luciano), Flamengo (Barraca do Lôro), Villas (Barraca da Gávea), além das opções do Litoral Norte, como Praia do Forte (projeto Tamar e castelo Garcia D'Ávila são imperdíveis).


Rio Vermelho, bairro boêmio de Salvador (guardadas as proporções, é como a Lapa do Rio de Janeiro). Circule à vontade, de preferência quinta a domingo, e ouça de tudo: reggae, samba, rock, música caribenha , MPB... O acarajé, recomendo o da Cira.


Está aberta a temporada de forró. Os melhores arrasta-pés estão na AABB (Ass. Atlética Banco do Brasil ), em Patamares, e no restaurante Sertão Bom, na Pituba. Têm boas atrações e um público legal. Diferente de quase tudo em Salvador, no Sertão Bom há hora pra começar e terminar. O esquema é mais tranquilo, pois tem família, confraternização de grupos de amigos, mas também pessoas interessadas em dançar meeeeesssmo. Essa é a recomendação também de meu amigo David Andrade, que é professor de forró, ok?



Dançar na Borracharia (veja postagem do dia 1/7/2009) com a melhor discotecagem da cidade, é perfeito na sexta. Agora está repleta da meninada que ainda não entrou no ritmo dos estudos, por isso é um pouco incômodo. Mas vale a pena, pra quem está de férias, conferir a casa que já foi visitada por figuras como Martnália, Caetano Veloso, Reinaldo Gianecchini e Dinho Ouro Preto.



Obrigatório ir ao Museu de Arte Moderna (MAM), na Av. Contorno, em um sábado. Você vai entender porque na postagem do dia 11/5/2009 nesse blog. Vale a pena também ir ao Palacete das Artes, na Graça, para apreciar o Museu Rodin.

Pelourinho e Mercado Modelo, sugiro somente durante o dia. À noite é muito decadente.



Para comer uma deliciosa moqueca, sem dúvida, a grande pedida é o Ki-Mukeka, que tem filial na Pituba. Os deliciosos pratos típicos da culinária baiana são preparados com rapidez e primor. Mas enquanto isso, vale pedir as entradas de acarajé e acompanhamentos e/ou casquinha de siri - veja o que é que a Bahia tem na mesa de uma vez só e em grande estilo. Hummmm... deu água na boca. Acho que preciso ir lá urgente!


O café da manhã nordestino é, sem dúvida, no Grande Sertão. Só uma observação: nesse dia, nem pense em almoçar!


Sobre hospedagem, confesso que conheço muito pouco: teria que consultar os amigos de fora de Salvador que já se hospedaram pelas bandas de cá. Mas, em termos de localização, é melhor ficar na região do Rio Vermelho. É o olho do furacão e meio do caminho pra tudo.


E fora de Salvador? Morro de São Paulo, Boipeba ou Chapada?
Não conheço os dois primeiros na visão turística (passei algumas vezes rapidamente a trabalho), mas amigos de muito bom gosto estiveram por lá recentemente e se encantaram.


Quanto à Chapada, recomendo apenas Rio de Contas, pois não conheço os demais roteiros. Tem uma pousadinha ótima, Aconchego, (77) 3475-2714, com preços ótimos e tratamento bem acolhedor. O guia, sem dúvida, é da Ecotrilhas, Lé. A rural dele precisa de vários reparos, mas ele se vira bem também como mecânico e, principalmente, é honesto e cobra preços justos. Tenho amigos que me mandaram verdadeiros manuais por mail sobre outras localidades da Chapada. Posso repassá-los. É só me contactar que eu envio.

Ufa! Acho que é isso. Quem precisar de mais dicas ou tirar dúvidas, post seu comentário aqui, ok?




fotos: www.sxc.hu e arquivo pessoal

27 de fev. de 2010

Buena Vista Social Club in city again!





Estou tão feliz que não me contenho em mim mesma. Vou ver Buena Vista Social Club! Em setembro do ano passado, eles estiveram aqui, mas eu é que não estava - tive que viajar para ser madrinha de casamento de uma amiga (ou seja, compromisso inadiável). Mas agora os deuses estão a meu favor e, além de eu estar na soterópolis, o show vai ser de graça em uma das belas paisagens de Salvador... ai, que êxtase!

E vocês pensam que é só isso? O projeto do governo do Estado, Espicha Verão, que acontece no Porto da Barra, contará, no mesmo dia, 13 de março, com as presenças ilustres e iluminadas de Orquestra Fred Dantas, Gerônimo, Waltinho Queiroz (lembram de Fafá de Belém cantando "ah, moreno, ah, moreno... saia dessa roda, venha descansar..." ?), Palmyra e Levita (dupla baiana conhecida até no Japão) e Rumpilezz.

Mas atenção! A programação começa hoje, 27 de fevereiro. Dentro do Espicha Verão tem o Praia 24 horas (não entendi o porquê do projeto dentro de outro projeto e ambos se sobrepondo... mas vamos lá...). Como o próprio nome diz, começa às 6h da manhã e encerra às 6h do dia seguinte: gastronomia, atividades físicas, mostras culturais, cinema itinerante, concurso de caldinhos, praça das artes movimentam o fim de verão de turistas e moradores.

Pelo que entendi da confusa programação do site oficial, creio que os shows começam em torno do meio dia e, os mais "nobres", por assim dizer, sejam no fim da tarde.

Preciso falar mais alguma coisa? Prepare-se agora e compareça. Eu estou agendadíssima para o dia 13, claro!




Imagens: www.buenavistasocialclub.com