Crédito desta foto: eu mesma inspiradíssima...

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27 de set. de 2012

Dançando com a escavadeira

Sim, é isso mesmo! Aquela máquina utilizada em construção civil pode ser uma boa parceira de dança. Pelo menos é o que promete o espetáculo de abertura do Festival internacional de Artes Cênicas (Fiac), que completa 5 anos em 2012, está maior, mais diversificado e faz a minha alegria. Fico ansiosa para que chegue esse momento do ano! Affff... Confira texto de divulgação que está no site do Fiac. Ah, fiquem ligados no perfil do Fiac Bahia no Facebook, porque tem informações curiosas e promoções.


"Transports Exceptionnels consiste em um inusitado duo entre um dançarino e uma escavadeira que tem surpreendido e encantado espectadores em diversos lugares públicos ao redor do mundo. Segundo o coreógrafo, o duo é uma possibilidade de reviver aqueles momentos da infância em que proporções tomam outra dimensão e nos quais a rua se torna um playground extravagante. Graças ao seu tamanho gigantesco, a máquina cria tensão com o corpo do dançarino. É um encontro inesperado, um dueto entre o homem e a máquina.

Na sequência, começa a primeira noite de funcionamento do Ponto de Encontro, ambiente de celebração que já é tradição do Fiac. Os quatro DJs do coletivo Sistema Kalakuta comandam as carrapetas ao som dos ritmos africanos. O Ponto de Encontro prossegue ainda nos dias 29 e 30/09 e de 04 a 07/10.


Abertura do FIAC
Quando: 28 de setembro, 21h.
Onde: Pátio Unhão (espetáculo) e Galeria subsolo do MAM (festa) – Av. Contorno s/n.
Quanto: O espetáculo é gratuito e os ingressos para a festa custam R$6 (inteira) e R$3 (meia)."

Sobre ingressos:

"Vendas na Bilheteria Central do Fiac, montada no Teatro Castro Alves, todos os dias até 6/10, das 12h às 18h), até o dia anterior da apresentação do espetáculo. Nos dias das apresentações, a venda dos ingressos será feita no próprio local de apresentação do espetáculo, sempre até duas horas antes do espetáculo.



Para os espetáculos em cartaz na Sala do Coro do TCA, os ingressos são vendidos na própria bilheteria do Teatro Castro Alves. Cada pessoa só pode comprar até quatro ingressos por espetáculo. Os espetáculos em cartaz na Sala do Coro são Édipo (dias 29/09 e 30/09), Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você (02/10 e 03/10) e Viúva, porém Honesta (05/10 e 06/10).

O valor do ingresso é de R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia) para cada espetáculo. Vejam quais são GRATUITOS:


  • Os espetáculos nas praças e ruas (Transports Exceptionnels, Apparitions/ Disparitions, Árvores, Butô de Bêbado Não Tem Dono e Bolero de 4).
  • O Jardim, no Instituto Federal da Bahia – IFBA (antigo Colégio Marista no Canela) – senhas distribuídas uma hora antes do início da sessão.
  • Siré Obá – A Festa do Rei, no Centro Cultural Alagados – senhas distribuídas uma hora antes do início da sessão.
  • Fotografia e Pangea, apresentados numa mesma sessão no Centro Cultural Plataforma - senhas distribuídas uma hora antes do início da sessão.
  • O Circo de Soleinildo, no Solar Boa Vista (gratuito apenas nos dias 04/10 e 07/10) - senhas distribuídas uma hora antes do início da sessão.A abertura do festival conta com duo de dançarino e uma escavadeira e festa com coletivo de DJs, no dia 28/09, a partir das 21h, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). O espetáculo Transports Exceptionnels, do coreógrafo francês Dominique Boivin, tem entrada franca e acontece no Pátio Unhão. Já a festa, a primeira do Ponto de Encontro, tem ingressos a R$6 (meia) e R$3 (meia) e acontece na Galeria Subsolo do MAM."
Texto e fotos adaptados de http://fiacbahia.com.br/2012/

6 de set. de 2012

Banda Buraqueira valoriza o lado cult do brega*


A Banda Buraqueira está na trajetória de reescrever e, ao mesmo tempo, reafirmar a importância da música brega no cenário musical brasileiro, em especial na cena de Salvador. Formada por músicos experientes e arranjos competentes, os integrantes se propõem a dar um certo frescor, com pegada pop, a um dos estilos mais tradicionais, populares e controversos da música nacional. Com essa proposta da banda, a noite da cidade já conta com uma excelente opção musical para quem deseja dançar, ouvir com atenção ou simplesmente rememorar amores feitos e desfeitos ao longo do tempo.


As controversas em torno da música brega situam-se, sempre, na busca de uma definição exata sobre qual canção ou artista se enquadra no estilo. A Banda Buraqueira parece não se preocupar com isso. Para o grupo, a pegada romântica, dita de forma direta, singular e tão brasileira é o que conta na hora de escolher o repertório e executá-lo, com o sentimento de admiração e respeito pelos autores e intérpretes que consagraram o brega no Brasil.
  
Odair José, um dos maiores expoentes do gênero, define de forma muito precisa os autores do brega como “os cronistas do simples”. Foi com o repertório desta simplicidade romântica que a Banda Buraqueira gravou o primeiro CD, Água Branca, e vem lotando várias casas noturnas de Salvador, por onde passa.



Fiéis seguidores

De acordo com o vocalista Antonio Muccini “o nosso som trata com reverência as canções que estão muito ligadas à memória afetiva das pessoas e compõem o mosaico da diversidade sonora brasileira”, conclui. Já para o tecladista Daniel Cathalá, “do palco, percebo que já é possível identificar uma crescente legião de seguidores, o que significa que nossa música está conseguindo uma boa resposta do público”, explica. 
 
O set list do repertório da Banda Buraqueira logo de saída remete aos grandes bailes, com a abertura ao som de O milionário, música instrumental dos Incríveis, que atravessa gerações com o jeito retrô, mas com uma harmonia extremamente moderna. Daí em diante, há uma overdose com o melhor do brega, da lavra de Reginaldo Rossi, Diana, Roberto Carlos, Márcio Greick, Lindomar Castilho e outros grandes nomes do gênero. Há também espaço para “tocar Raul”, com o melhor romântico do Maluco Beleza.  
 
 
A Banda Buraqueira é formada por Antonio Muccini, violão e voz; Daniel Cathalá, teclados; Nairo Elo, bateria; Rudnei Monteiro, guitarra e Renato Nunes, contrabaixo. Para curtir, seguir ou compartilhar o som da banda, acompanhe a programação: www.facebook/bandaburaqueira e www.bandaburaqueira.com.br.
 
 
Texto: *Alberto Freire, jornalista e professor de pós-graduação na área de Comunicação

4 de jul. de 2012

Um livro que é um viagem...


"Penso, Logo Insisto" é o primeiro livro de crônicas que a jornalista Luciana Dias, apresentadora e diretora de televisão, lança nesta quinta-feira, 5 de julho, no bairro mais badalado da city, Rio Vermelho. O livro tem uma linguagem leve, gostosa de ler, e conta fatos inusitados e curiosos. Tem ilustrações de Mônica San Galo e design de Guto Chaves. Confira detalhes abaixo no texto da Editora Aquariana - aliás, a autora é aquariana!

"Este livro nos remete a uma viagem lado a lado com Luciana Dias... dias, noites, meses e anos de uma trajetória única e fascinante! Em ritmo de crônicas, cronologicamente traçadas para rir, chorar e se identificar ou não com as impagáveis situações descritas... Compartilhando emoções, vivenciando situações reais ora maquiadas, ora escancaradas ...de uma vida incomum, a escritora sugere uma reflexão do nosso olhar sobre nós mesmos."

Luciana Dias Kritski, mais conhecida como Luciana Dias, nasceu em Curitiba. Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná, já atuou na TV Tambaú (João Pessoa), produzindo e apresentando o programa TVM. Foi redatora do programa By Night na mesma emissora em 1991. No programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, apresentou e dirigiu o quadro de viagens Mais Brasil. Atualmente dirige campanhas publicitárias, documentários e filmes.


Fontes: 
www.aquariana.com.br/pensologoinsisto
www.viajandocomlucianadias.blogspot.com.br
Wikipedia
Imagem: convite virtual do evento

1 de jul. de 2012

Para Roma com Amor é o novo destino da geografia de Woody Allen

Por Alberto Freire*


O mais recente filme de Wood Allen Para Roma com Amor amplia a geografia cultural e cinematográfica que o diretor americano vem traçando nos últimos tempos, após revelar as entranhas de Nova York por meio de suas histórias, conflitos e personagens nada lineares. No elenco estão, além do próprio diretor, Alec Baldwin, Roberto Benigni, Penélope Cruz, Judy Davis, Jesse Eisenberg, Greta Gerwig e Ellen Page.  

Este longa é dividido em quatro histórias que não se cruzam, vividas em Roma. Em um delas, um casal americano (Woody Allen e Judy Davis) vai à cidade para conhecer a família do noivo italiano de sua filha. Outra história traz Leopoldo (Roberto Benigni), um homem comum que é confundido com uma celebridade pela mídia. O terceiro episódio apresenta um arquiteto americano (Alec Baldwin) que visita Roma e suas memórias afetivas da juventude. O último traz dois jovens recém-casados que se perdem pelas ruas de Roma e uma garota de programa Ana (Penélope Cruz) se insere entre eles.

Logo na abertura Woody Allen fascina o olhar do espectador com imagens da bela cidade, com uma trilha sonora que revela a singularidade da música italiana. Este inicial passeio cinematográfico é acompanhado pela canção Nel blu dipinto di blu (Volare), de Domenico Modugno. Eis a magia do cinema, que Allen explora de forma muito apropriada, como já fizera na abertura de Meia Noite em Paris. 
 
As marcas registradas do diretor estão perfeitamente identificadas no filme. O embate entre o pensamento de esquerda com o mais tradicional capitalismo americano apresenta Allen, ator e diretor, com seu humor ferino e mordaz. Nesta história o nonsense também se faz presente com um cantor de ópera que só consegue se exibir debaixo do chuveiro, mesmo em teatros e para plateias de elite. 


A ironia com a mídia lança luzes sobre um Roberto Benigni no papel de funcionário burocrata e comum que se transforma em celebridade imediata, sem nenhum atributo que se justifique. As perguntas dos repórteres e a respostas do novo e improvável pop star radicalizam o vazio de conteúdo que sustentam os programas televisivos que gravitam em torno do mundo glamoroso das sub-celebridades midiáticas, construídas e descartadas com a mesma velocidade e intensidade.  

Nas outras histórias que se guiam pelo fio condutor do cotidiano dos relacionamentos, Woody Allen se reinventa. Como em outros filmes, ele expõe os personagens às dúvidas sobre o significado existencial, as neuroses, os conflitos interiores e os desejos explícitos ou sublimados por convenções sociais. Tudo com o humor e a leveza tão apropriados para tratar destes temas. Nestas fábulas o espectador ri muito, mas não sabe se ri dos personagens na tela, do vizinho da poltrona ao lado, ou de si mesmo.

A cidade de Roma já foi cenário de importantes filmes, em especial nas obras de Federico Fellini e os neo-realistas italianos do pós-guerra, que mostraram ao mundo que a deficiência de recursos poderia ser apropriada como importante elemento estético e narrativo. Woody Allen opta por expor uma Roma não apenas como uma paisagem de beleza e encantamentos naturais, históricos e arquitetônicos. A câmera registra tudo isso emoldurado pela cultura e o modo de vida local. No filme, o simples ato de ensinar um endereço à recém-casada perdida na cidade revela um pouco do cotidiano de uma população que se movimenta num trânsito que tem muita singularidade urbana no modo de dirigir. E Allen não deixa isso de fora do filme. 


A produção recente de Woody Allen está no processo de consolidação de uma cartografia afetiva pelas cidades da Europa. Após esquadrinhar o território de Nova York por vários anos, com a sutileza do olhar de quem a ele pertence, Allen faz agora a construção de um certo atlas cinematográfico. Depois de filmar “Match Point”, em Londres, “Vick Cristina Barcelona”, "Meia Noite em Paris” e agora “Para Roma com Amor”, ao sair do cinema uma pergunta se impõe. Qual será o próximo destino?



Texto: Alberto Freire é jornalista e doutor em cultura e sociedade (Ufba)
Imagens: IMDb.com

29 de abr. de 2012

Cinematografando a dança com Pina


Esta crítica foi enviada para mim por Nelson Doy on time, ou seja, enquanto o filme ainda estava em cartaz. Mas, por vários motivos, acebei não publicando. Desculpa aí, Nelsão, e desculpa aí amigos do Lado B.

"Pina, de Win Wenders (2011). Nunca entendi muito a dança contemporânea, mas Pina Bausch em pessoa me explica que a dança começa exatamente aí mesmo, onde terminam as palavras, ou a possibilidade das palavras. Palavras evocam coisas, mas quando se entra no campo onde as palavras não alcançam, não existem mais coisas nítidas e bem definidas: existe apenas uma vaga noção de sentimentos, emoções e pensamentos.


A partir daí você deixa de questionar os movimentos corporais e passa a apreciar apenas o efeito visual desses movimentos, deixa de pensar ou raciocinar e aí começa a fruição da dança contemporânea. E numa próxima etapa, começa a perceber sensações exprimidas pelos movimentos. O trabalho de Pina demonstrado no filme impressiona pelos dois lados: a vivacidade rítmica, rica, criativa, intensa, mas meramente visual, e as recorrentes sensações de angústia e vazio.

Essas sensações estariam relacionadas com o objeto central da alma humana, segundo Pina, que é a eterna busca, o desejo. Objetivos que movem o ser humano nada mais são que uma camuflagem para justificar e direcionar um insaciável estado de desejo, profundo e permanente, que provém do vazio e resulta em eterna angústia.


O filme deveria ser um documentário sobre o trabalho da aclamada e revolucionária coreógrafa Phillipine Bausch, a Pina, mas com sua morte repentina em 2009, aos precoces 68 anos, se tornou um tributo.


Dirigida por outro aclamado alemão, Wim Wenders, o filme intercala o registro de algumas importantes coreografias, com depoimentos e comentários dos integrantes da sua companhia, o Tanztheater Wuppertal. A cada depoimento, segue se uma coreografia criada pelo depoente especialmente para o filme, executada em espaços públicos de Wuppertal, cidade sede da companhia. As coreografias expressam a individualidade dos integrantes de maneira mágica, com um encanto fascinante que não cansa e surpreende a cada novo. Assim descobrimos um dos segredos de seu sucesso: cada integrante da companhia tem um potencial criativo e técnico magnífico, o que estimulava Pina a criar e produzir em conjunto com eles.



Os depoimentos são falados na língua natal de cada um. Há de todas as nacionalidades, com destaque para espanhóis, italianos, alemães, sim, mas ainda japoneses, chineses e uma brasileira, entre outros. Descobrimos para surpresa que muitos chegaram tímidos. Pessoas retraídas, incapazes de falar, mas que na dança cresceram e se expandiram de forma intensa e gigantesca. Compreende-se ainda mais da forma de trabalho de Pina, na maioria das vezes absolutamente lacônica, mas sempre estimulante. Lua, pediu ela a um candidato, e lua ele dançou. Não era a figuração da lua obviamente, mas o sentimento de lua que deveria dançar.


O efeito tridimensional poderia ser dispensado na maioria das cenas, mas é inquestionável que em muitas delas traz mais vida. E vida, a intensidade da vida, é justamente a essência do filme. Filmado a dez metros de distância, vemos a expressão da dança no corpo de bailarinos. Filmado a dois metros de distância, vemos a expressão da dança fluindo pelo corpo de cada bailarino. E filmado a vinte centímetros de distância, vemos a expressão da dança fluindo pela boca, olhos, testa e dentes do bailarino. 





 Compreende-se finalmente que a dança ocorre na alma daquela pessoa. Não é possível a dança sem antes a encarnação do sentimento. Pina relata sobre Café Müller, onde a coreografia é toda executada de olhos fechados. Mesmo de olhos fechados, somente dirigir o olhar cego para baixo ou para cima, por exemplo, no momento adequado, atingia a sensação interna correta para o correto bailar externo.


Com a ausência de Pina no Tanztheater, o filme serve muito como uma peça de divulgação. Uma companhia de altíssima qualidade e com até 20 anos de casa, está órfã, em busca de um novo diretor. Não chega a ser especialmente citado Agua, seu último grande trabalho, totalmente inspirado na sua passagem pelo Brasil, mas Caetano Veloso, seu interlocutor no país está lá na forma de Leãozinho, coreografado por um dos principais bailarinos do corpo.

São duas horas de filme que passam com uma leveza supreendente. A pungência bauschiana é pesada, densa, expressionistamente alemã. Mas o entremeio com esquetes dos bailarinos, tão lúdicas, são brincadeiras de criança executadas com um virtuosismo de precisão alemã, sobre uma variedade de músicas, da MPB até temas eletrônicos. Logo na primeira cena você diz: ih, é dança contemporânea. Mas ao final, sai sabendo apreciar um pouco mais o gênero. Uma verdadeira aula. Com Pina Bausch."


Texto: Nelson Doy, eleito por mim como crítico de cinema oficial deste blog, um paulista-carioca-já-abaianado retado!

Imagens: www.imdb.com


 

11 de abr. de 2012

BBB não é o que você está pensando


Houve um tempo em que, na linguagem popular, BBB era bom, bonito e barato; sinônimo de algo realmente positivo. Hoje, é lamentável a conotação que essas três letrinhas juntas ganharam. Mas peço que se remetam à emoção do passado. Não era legal demais encontrar coisas boas, bonitas e baratas? Pois o complexo do Teatro Castro Alves está repleto de ótimas opções assim: de 1 a 10 reais. Como estou meio corrida, transpus os textos do site do TCA. O destaque fica por conta do projeto Domingo no TCA, com o balé residente em uma peça inspirada no amor da minha vida, Shakespeare, e uma peça do russo Anton Tchékhov.


Abril é o mês internacional da dança e o Balé Teatro Castro Alves (BTCA), sob a direção artística de Jorge Vermelho, é a atração do projeto Domingo no TCA com sua mais nova montagem, o espetáculo “Essa Tempestade”, sucesso de público e de crítica no importante Festival Europalia, realizado na Bélgica em dezembro passado. A apresentação será no próximo dia 15, na Sala Principal do TCA, às 11 horas, com ingressos a R$ 1,00 (inteira), vendidos no mesmo dia a partir das 9 horas, com acesso imediato do público.

Criada pelo coreógrafo cearense Claudio Bernardo, livremente inspirada na peça “A Tempestade”, de William Shakespeare (1564-1616), “Essa Tempestade” é uma coprodução internacional do Ministério da Cultura/Funarte, Governo da Bahia (Secretaria de Cultura, Funceb e TCA), As Palavras – Cie Claudio Bernardo, Festival Europalia, Governo da Bélgica e Comunidade Francesa da Bélgica. Além da concepção e coreografia, Cláudio Bernardo também assina o figurino e a cenografia.


ÓPERA POPULAR - O original “A Tempestade” (1611) conta a história de um homem que vive exilado numa ilha e, com a ajuda de seus livros mágicos, naufraga uma embarcação invocando uma grande tormenta. Esse naufrágio conduzirá a uma transformação humana libertária, tanto nestes náufragos quanto nos habitantes da ilha. O coreógrafo explica: “Faço um link dessa ilha com uma fábula da descoberta e da colonização do Brasil. Para mim, ‘Essa Tempestade’ é uma espécie de ópera popular, com um conteúdo barroco que eu aprecio muito. Não quero que o público veja Shakespeare, mas veja a sua essência”. No palco, 25 bailarinos com uma surpreendente performance dramática que une a dança contemporânea a um trabalho vocal, com coro, vozes e sons.

NA SALA DO CORO

Quixabeira - Sambas-de-roda, chulas, samba martelo, batuques, reisados e cantigas de roda são os ingredientes que compõem a diversidade musical do sertão baiano, representados pelo Grupo Quixabeira de Lagoa da Camisa. Reunidos desde 1991, passam para os mais jovens a continuidade das suas manifestações culturais como forma de transmissão e preservação da sua cultura. Fotos: Vantoen Pereira Jr.

Data: 16/04/2012
Horário: 20:00
Valor: R$ 8,00 (inteira)

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O canto do cisne - Do autor russo Anton Tchékhov, a peça se propõe a levantar questionamentos sobre o fazer teatral, mostrando a relação do ator com a sociedade. É a história de um velho ator, que ao perceber que foi esquecido no camarim, faz um balanço da sua vida e expõe suas visões acerca da sua profissão, e de como a sociedade enxerga o profissional da arte. Direção de Bruno Bozetti,com Inaldo Santana e Rai Alves.

De quinta a domingo, às 20 horas.
Data: 19/04/2012 a 29/04/2012
Horário: 20:00
Valor: R$ 10,00 (inteira)

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Vandex na Sala do Coro - Experiente cantor e compositor, foi baixista da lendária Úteros em Fúria nos anos 90, influência para artistas como a cantora Pitty, que gravou uma de suas composições no seu DVD de estreia. Vandex é romantismo cafona, catarses percussivas, bossas tortas, acid boleros e muito, muito rock sem firula. Fotos: Sora Maia.
Data: 23/04/2012
Horário: 20:00
Valor: R$ 8,00 (inteira) Vendas 2 hroas antes do espetáculo

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Pedro de Rosa Morais - Cantor e ator, atua na cena baiana desde os 20 anos. Dedicou-se ao show solo As rosas não falam - 100 anos de Cartola, em homenagem ao centenário do artista carioca. Em seu novo trabalho, De Bossas e Sambas, apresenta um projeto autoral revelando as influências desses estilos em novos compositores. Fotos: Rogério Cunha.

Data: 30/04/2012
Horário: 20:00
Valor: R$ 8,00 (inteira) Vendas 2 horas antes do show



Textos: site do TCA
Demais fotos: site do TCA

1 de abr. de 2012

Matita Perê é Lado B




Gente, olha o Matita Perê! Vale muito a pena. Tenho certeza que vão se emocionar. Recomendadíssimo pelo Lado B de Salvador, hein? Encabeçado pelos compositores Borega e Luciano Aguiar, o grupo entrou em temporada no Teatro Sesi do Rio Vermelho, desde março. Agora, em abril, em duas terças-feiras, há shows 3 e 17, sempre às 20 horas. Confira release do evento e verifique a promoção no valor do ingresso.

"Com 13 anos de estrada, os parceiros seguem imprimindo originalidade nas próprias composições e nos arranjos feitos especialmente para clássicos da música popular brasileira. Amparado pelo talento de músicos como André Becker (sax e flauta), Alexandre Montenegro (baixo) e Sebastian Notini (percussão e bateria), o som do Matita ora segue os contornos harmônicos das montanhas de Minas Gerais – em canções como De Itajubá e Subida à Montanha, de Luciano Aguiar, ou na sua parceria com Borega chamada Rendeiro de Minas – ora vai na simplicidade das melodias do sertão nordestino – a exemplo do instrumental Baião Bachiado, de Borega, e a canção-homenagem Rosiana, referência dos parceiros à obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.

Um outro sertão se mostrará também nas rearmonizações de Lamento Sertanejo, de Gilberto Gil e Dominguinhos, e Pau de Arara, de Gonzagão e Guio de Moraes. Nesta última, uma base nova permite o contracanto de Lôro, de Egberto Gismonti, enquanto o baião Triângulo, de Luciano Aguiar, parece fazer o elo entre as montanhas e a caatinga.

Não conhece o Matita Perê ainda? Ouça em no My Space


Onde: Teatro Sesi do Rio Vermelho – Rua Borges dos Reis, 9, Rio Vermelho (3616-7060)
Quando: dias 21 de março (quarta-feira) e 3 e 17 de abril (duas terças-feiras), sempre às 20 horas
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) - meia entrada para quem apresentar, na bilheteria, o flyer promocional que está no Facebook(http://www.facebook.com/​photo.php?fbid=331139371471​7&set=o.359786527375262&ty​pe=1&theater)"

Imagem: Rafael Galeffi

24 de mar. de 2012

Tico-tico no Fhubá


Muito criativo e pra lá de intessante esse festival, Fhubá. Quem deu a dica foi meu amigo Mário Augusto (até o convidei para ser "correspondente" do Lado B - ele tem o feeling). Para quem não tem a fantástica virada cultural de Sampa, já serve uma viradinha (no bom sentido, tá? rsrs...) de um fim de semana, em um só local da cidade, com a maioria das atrações gratuitas ou bem baratas. A única exceção é Renato Piaba, que é um porre e não sabe por que veio ao mundo. Mas dá pra ignorar, porque o espetáculo dele é domingo à noite (acho que só os amigos dele vão... heheheh... fui má agora!).

Mas não posso deixar de dar um destaque especial à sessão de Humorterapia, promovida pela Psiquê. Tenho feito cursos com eles e estou mais que encantada com a qualidade e o cuidado com que eles conduzem tudo. Essa atividade é gratuita.

Mas estou numa berlinda, porque tem o show de Roupa Nova na Concha. Como as duas programações serão no Complexo do TCA, o jeito é fazer um roteiro para não perder essas duas ótimas oportunidades. Abaixo reprodução das respectivas infos. Carpe diem pra vocês!

"Roupa Nova realiza show no próximo dia 31 de março, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Os ingressos custam R$80, a inteira, e começam a ser vendidos dia 08/03. No repertório do show, o Roupa Nova apresenta canções do DVD lançado em 2011, que celebrou os 30 anos de carreira do grupo. Eles cantam sucessos como 'Seguindo No Trem Azul', 'Anjo' e 'Dona'.

A banda é formada Ricardo Feghali (teclados, violão e vocais), Nando (baixo e vocais), Paulinho (percussão e vocais), Cleberson Horsth (teclados e vocais), Kiko (guitarra, violão e vocais) e Serginho Herval (bateria e vocais).

Data: 31/03/2012
Horário: 19:00
Valor: R$ 80,00 (inteira)"

Festival
O FHUBÁ busca promover uma virada cultural no complexo do Teatro Castro Alves, através de 24 horas de eventos sequências, com as mais diversas expressões humorísticas baianas. Abertura do evento com o anfitrião Jackson Costa e exposições de charges, caricaturas, HQs (história em quadrinhos) com a presença dos principais artistas do gênero e caricaturagem ao vivo!

Jackson Costa, caracterizado do poeta Gregório de Mattos fará a abertura oficial das 24 horas de humor, seguido de uma exposição regada a poesia, cordel, charges e outros. Vai encarnar Gregório de Mattos na cerimônia de abertura do I Festival de Humor da Bahia, o FHUBÁ. Personagem tão antiga e tão atual, de palavras ácidas e poéticas traçará uma crítica social através do humor. O apresentador do Aprovado, da TV Bahia, fará uma leitura dramática de textos adaptados do poeta baiano da obra “Boca de Brasa” no foyer do TCA, imperdível! 31/03.Sáb - 19h | Foyer do TCA | Acesso gratuito


Los Catedrásticos no FHUBÁ com o Novíssimo Recital da Poesia Baiana
Uma excelente opção para o sábado (31/03), o premiado Los Catedrásticos, às 21h, R$30 (inteira) e R$15 (meia), com o Novíssimo Recital da Poesia Baiana (Novamente), onde o próprio Jackson Costa, mestre de cerimônia do evento, sobe ao palco da Sala Principal do TCA, ao lado de atores do primeiro escalão do teatro baiano como Maria Menezes, Cyria Coentro e Ricardo Bittencourt, seus colegas no elenco da peça que faz uma sátira das letras de pagode e axé da Bahia. O espetáculo, dirigido por Paulo Dourado, vai abrir o festival. 31/03.Sáb - 21h | Sala Principal | Ingressos R$30 e 15

Fhuleragem e improviso
Em um cenário que lembrará os antigos palcos e barracas de Festa de Largo,uma constelação de atores, transformistas e personagens populares serão convidados a fazer apresentações inéditas, espontâneas ou provocadas! 31/03.Sáb - 23h | Vão livre do TCA | Acesso gratuito


Fhubaile
Para todos dançarem e confraternizarem com performances muito especiais durante as horas de música com DJs que tocarão do retrô à trilha de comerciais e novelas antigas e bizarras! 01/04.Dom - 1h | Foyer do TCA | Ingressos R$20 e 10

Café com Beijuuu com Daniel Rabello
Um autêntico café baianíssimo comandado por um consultor sentimental que vai fazer você se apaixonar por alguém neste Festival. Amor, Humor e gastronomia! 01/04.Dom - 6h | Vão livre do TCA | Inscrições gratuitas no site e no local

Fhubate-papo da manhã humorterapia: Qual o papel do humor na sua vida?
Especialistas e exposições, discussões e aprofundamentos psicológicos sobre a arte do humor nas relações e no cotidiano. Evento coordenado pela Clínica Psiquê – Centro de de Estudos C.G.Jung. Inscrições gratuitas no site, no local e na Clinica Psiquê (Rua Amazonas, 172, Pituba, Tel. 3345 0606 ou 8314 9455) e no local * sujeito ao número de vagas disponíveis. 01/04.Dom - 9h às 12h | Sala do Coro

Peça infantil: Grupo PIM
Espetáculo Infantil com um dos grupos que vem se destacando e desenvolvendo através da educação pela arte na periferia de Salvador e conquistado platéias por seu trabalho dedicado e inclusivo. Um excelente programa para a criançada e para os pais. 01/04.Dom - 11h | Sala Principal | Ingressos R$10 e 5

Fhubate-papo da tarde baianidade: Existe um jeito baiano de fazer humor?
Painéis com convidados especiais que falarão sobre o humor baiano em vários campos: publicidade, cinema, teatro, quadrinhos e na história. 01/04.Dom - 14h | Sala do Coro | Inscrições gratuitas no site e no local. Sujeito ao número de vagas disponíveis.


Fhubá na Roda com Luis Miranda
Uma apresentação especial do ator Luís Miranda, que será entrevistado pelo RODA BAIANA e contará sua vida, mostrará seus personagens mais famosos, suas performances e genialidade artística. 01/04.Dom - 17h | Sala Principal | Ingressos R$20 e 10




Texto: www.tca.ba.gov.br e adaptado de www.fhuba.com.br
Imagens: www.fhuba.com.br e www.roupanova.com.br

22 de fev. de 2012

Rebobinando - Revisitando a Matrix... e a natureza humana


Paz, amor, companheirismo, verdade e o propósito de cada um na vida. Temas absolutamente universais são abordados nessa obra definitiva: Matrix, que além dos três filmes (na verdade um só dividido em três partes), conta também com a animação Animatrix e games. Acabei de saber por uma amiga de origem japonesa da existência de quadrinhos nipônicos dos anos 1930, que serviram de ponto de partida para os geniais irmãos Wachowski, criadores da saga. Ela vai conseguir uma cópia para mim!

Deixando de lado as questões de bastidores, tão fascinantes quanto o próprio conteúdo, quero mergulhar, como tantos já fizeram em suas análises, no que foi dito nas linhas e entrelinhas da obra, que, na minha opinião, traz um paradigma transversal a todo conteúdo: a vida é uma questão de escolha e as escolhas têm, cada uma, um custo.


Os dois primeiros volumes versam mais sobre como o fato do ser humano se conhecer muda completamente sua perspectiva de vida e esse ser humano pode virar, literalmente, outra pessoa. O Oráculo aponta uma placa na parede de sua cozinha em latim que diz "conhece a ti mesmo". Em uma nova visita, Neo olha para essa placa pela segunda vez e percebe que ele "passou a ser" o Escolhido, porque ele decidiu se conhecer. Ele poderia ter decidido o contrário afinal...


No último volume, Revolutions, o confronto final entre Neo e o agente Smith traz um diálogo que dispensa explicações. Um pré-esclarecimento: Neo é uma espécie de anomalia sistêmica da própria Matrix e, portanto, parte integrante dela. Na conversa, enquanto Smith fala sempre no tom de "já ganhou", como aconteceu nos embates dele com as cinco versões anteriores de Neo, ironiza a determinação e persistência do adversário, questionando se a sua motivação seria paz, verdade, liberdade, amor... O programa Smith não conseguia entender aquela equação sem sentido. "Por que continua lutando se você sabe que vai perder?" Neo responde: "Porque é a minha escolha".

Além disso, depois de sua conversa com o tão exato e objetivo Arquiteto, um dos criadores da Matrix, Neo entende que não havia um Escolhido verdadeiramente. Tudo fazia parte do "show" da Matrix, tudo estava previsto no roteiro. Com o perdão do trocadilho, mais motivo para desmotivá-lo.


Entretanto, foi essa a grande sacada da personagem de Keanu Reeves: a vida é uma sucessão de escolhas e uma interminável sequência de perdas e ganhos. Por que desistir no meio da luta? Sempre existe o risco de perder, como deduz-se sobre o que poderia ter acontecido com as outras cinco versões dele. Então ele decide lutar pela sua escolha, porque é a sua escolha. A vida só tem sentido se fizermos escolhas e pagarmos o preço por elas.

O Arquiteto explica que as outras versões não foram tão bem construídas quanto Neo porque não tinham um componente que desequilibra uma equação matemática: o amor, sentimento que naturalmente ele se refere com ar de desdém.



Em outro momento o Oráculo esclarece didaticamente que a falha foi não permitir aos outros Neos terem opções. Resumindo: se você precisa convencer alguém de algo, conceda-lhe o poder da escolha. Só assim o ser humano se sente inteiro e realmente HUMANO. Amar, embora pareça parte integrante do ser humano, por vezes, consciente ou inconsientemente, decidimos não amar. Neo entregou-se a esse fascinante sentimento por Trinity.

Palavras, apenas palavras

Reflexões acessórias transcorrem por toda a obra. O encontro na estação de trem entre Neo e a família indiana (tinha que ser essa etnia!) é de uma beleza surpreendente. O programa Rama-Kandra espera que o trem o conduza ao traficante de informação Meronvíngio para pedir pela vida de sua filha, Sati, resultado da união com a sua
esposa, um outro programa, Kamala. Como todo programa inútil ou ultrapassado deve ser deletado, por amor, ele pretende salvar a sua filha. Neo, incrédulo, diz:

- É que eu nunca...
- ...ouviu um programa falar de amor?, completa o pai.
- Mas é uma emoção humana...
- Não, é apenas uma palavra. O que importa é a conexão que a palavra carrega. Vejo que está amando...- Mais sobressalto de Neo! - Pode me dizer o que faria para manter essa conexão?, dispara Rama.
- Qualquer coisa.
- Então talvez esteja aqui por um motivo não tão diferente do meu.

Mais adiante Rama explica que a sua filinha será deixada aos cuidados do Oráculo, pois não é possível ficar com eles. E Neo não entende como ele encara tão tranquilamente essa separação.
- É o meu carma, esclarece o programa.
- Você acredita em carma?, questiona Neo, mais uma vez surpreso.
- Carma é só uma palavra. Tenho o meu propósito na vida. Tenho a minha esposa e linda filha e muita gratidão por tudo isso, completou Rama com um sorriso tranquilo e suave no rosto.

Ao mesmo tempo, o status das palavras é elevado quando Trinity está nos seus últimos minutos de vida. É a segunda vez que ela morre e é definitiva. A primeira, dentro da Matrix, Neo faz-lhe uma ressuscitação cardíaca, depois de retirar a bala de seu corpo. As suas últimas palavras foram "Sinto muito". "E quando eu percebi o que realmente queria dizer, completa Trinity, já era tarde. Você me deu uma segunda chance e agora quero dizer o que realmente importa: eu o amo tanto e estou muito grata por tudo que vivi com você".

Para tudo na vida, sempre há um caminho do meio... Eu ESCOLHO esse caminho!




Imagens: www.imdb.com

15 de jan. de 2012

Desocupa Salvador: "pega ladrão"!



A "desjustiça" baiana não conseguiu intimidar a população. O movimento aconteceu com paz, ordem, inteligência... Afinal, foi realizado por cidadãos sérios, que pagam seus impostos e têm direitos constitucionais a serem preservados.

Parece que teremos que ensinar Pai nosso a padre: acorda, meritíssima juíza, a senhora maculou seu nome com essa ação. Confira no link abaixo o vídeo que foi editado pelo colega Haroldo Abrantes.

Sucesso do Desocupa Salvador

12 de jan. de 2012

"Tristeza não tem fim..."



Parece que não dá pra falar das coisas boas do Lado B de Salvador, porque a cidade está gritando, desesperada, por ajuda. Vergonha na cara o prefeito não tem, muito menos os vendidos, ignorantes e/ou inúteis vereadores (a maioria - vale salientar que há gente séria em todo lugar, inclusive lá).

Bairros populares descuidados, como sempre; orla cada dia mais feia; obras intermináveis para "provar" que está trabalhando; áreas de proteção permanente "roubadas" para erguer condomínios caros (e o Ibama não faz nada!)... Parafraseando Tom & Vinicius: Tristeza parece não ter fim em Salvador...

Confesso que não sei o que fazer. Sinto-me realmente impotente diante disso tudo. Mas pelo menos posso dar apoio a gente pensante, atuante e digna - que é capaz de sair do próprio mundinho tão individualista que cada um de nós contraditória e globalmente compartilharmos. Por isso, peço que vejam esse vídeo (é bem curtinho, objetivo... quase um clip) e leia o post desse blogueiro que, não conheço, mas com quem concordo nesse momento. É disso que precisamos: união.

Sotepolitanos de corpo e de alma, uni-vos!

Venha conhecer a Bahia... antes que ela acabe!

Vídeo Desocupa Salvador


Imagem: http://peublogg.blogspot.com

24 de nov. de 2011

Multirão do samba no domingão

Reproduzindo dica de Ilka Danusa, uma figura sempre conectada com o que há de melhor!

"Vem aí mais uma edição do multirão do samba da Bahia. O Projeto Samba em Construção, que reúne artistas baianos em uma grande celebração, terá mais uma edição no próximo dia 27 de Novembro(domingo), a partir das 14h, no Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro de Brotas.

Nesta edição de Novembro temos como Mestre da Obra o consagrado sambista soteropolitano Riachão. O Samba em Construção homenageia seus 90 anos e traz um repertório recheado de pérolas da sua Obra.

Um espetáculo musical itinerante, interativo e com vários tipos de expressões artísticas, que valoriza a memória e a construção em rede. O projeto traz música, artes plásticas, cênicas e visuais, agregando artistas, obras e público, vivendo e expressando o universo do samba. Os operários da construção e anfitriões do samba são a cantora Maira Lins, o grupo Menos Um no Quartetto (formado por Cassius Cardozo, Humberto Barretto e Ronaldo Nobre) e Lucas do Pandeiro.

O grupo recebe convidados especiais das diversas linguagens artísticas. Tem o bandolinista Zé Mario Sales, como músico convidado, e para cada apresentação, o projeto convida 2 artistas: um como “Mestre da Obra com apresentação de suas canções no repertório da banda, e outro que traz seu trabalho ao palco junto ao grupo. Além disso, os intervalos são agitados ao som do DJ Camilo Fróes e a ambientação do espaço é do Artista Plástico Alvinho Bôa Morte.

O local – Climatizado e recentemente recuperado, o tradicional Solar Boa Vista ganhou decoração que remete à atmosfera dos canteiros de obras, para combinar perfeitamente com a proposta do Projeto Samba em Construção. OCine Teatro Solar Boa Vista, equipamento de Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, fica no Parque Boa Vista, localizado entre Boa Vista de Brotas, Engenho Velho de Brotas e Ogunjá, que estão entre as mais de 50 localidades do imenso bairro de Brotas. De fácil acesso por essas vias e com amplo estacionamento, o local promete ser uma das melhores opções musicais para os domingos de Salvador.
A produção do Samba em Construção é da Pronto Agência de Cultura e da Hiperativa Comunicação e Cultura. Mais informações em www.sambaemconstrucao.com.br


SERVIÇO
O que: Projeto Samba em Construção
Onde: Parque Solar Boa Vista, s/nº, Engenho Velho de Brotas. Para mais informações sobre o espaço e localização, acesse: blogdosolar.wordpress.com
Quando: 27 de Novembro, domingo, a partir das 14h.
Valor: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia)
Promoção: R$ 20,00 - Ingresso + Feijoada
Mais infos: http://sambaemconstrucao.com.br/site"


Texto adaptado do projeto Samba em Construção

19 de nov. de 2011

Soco no estômago, falta de identidade e um novo fã




Cheguei em casa sedenta pelo meu teclado. Precisava escrever esse texto, custasse o que custasse. É que o cineasta espanhol Pedro Almodóvar costuma me arrebatar (eu e meio mundo! rsrsr...). Mas "A pele que habito" me pareceu uma superlativização do jeito Almodóvar de ser. Não nas já tão tradicionais "cores de Almodóvar", esteticamente falando, que quase sempre servem para "carregar" as cores das paixões, que são sua marca nas películas. Essas se mantêm idênticas e talvez até mais sóbrias.

O superlativo vem da mudança na abordagem sobre as perversões, paixões, comportamentos contraditórios e dicotômicos dos seres humanos: o mergulho é muito profundo, mas permeado por uma sutileza que tem o mesmo efeito de um soco no estômago - como descreveu um amigo, o escritor Goulart Gomes - e a discrição de um envenenamento por cicuta.


A crítica fala de um Almodóvar mais sombrio que de costume. Sem dúvida. Ele parece que está disposto a aperfeiçoar seu método sempre infalível de nos tirar da zona de conforto. Em "A pele que habito", ele vasculha (e evoca) aspectos sombrios da humanidade com maestria. Aspectos sombrios de todos nós - e que ninguém tente fugir da raia! Estamos retratados ali.

Devo pontuar que diante do que senti, discordo do meu outro amigo, o professor Alberto Freire, que aponta uma falta de identidade dessa película com a obra de Almodóvar. "Cris, gostei muito, mas não é Almodóvar. Mas precisamos debater. Então, vai ver o filme amanhã", apelou na véspera do feriado, durante o bate-papo pós-trabalho no Isopor Cultural. Não só discordo, como acho exatamente o contrário, como vocês puderam ver acima. Mas devo a Beto a dica de aproveitar as comemorações republicanas me permitindo enebriar com essa obra.


Enebriar parece a vocês um verbo superlativizante demais para classificar meu estado de espírito após um simples filme? Talvez... Mas admito não ser a pessoa certa para avaliar essa situação. Tenho que confessar que entrei na sala de projeção com olhos, ouvidos e o senso crítico muito aguçados, pois tinha travado uma ótima conversa de quase duas horas com meu amigo Aldir, companheiro de sessão. Pra lá de inteligente, culto e com um vasto conhecimento em vários segmentos, nesse aparentemente inofensivo colóquio, ele me fez realizar grandes exercícios de desconstrução de paradigmas. Será que isso explica o meu estado que perdura até agora (momento de fechamento dessa edição)?


Essa resposta, só terei na sexta-feira da próxima semana, quando será possível fazer a roda de debate no Isopor Cultural. Enquanto isso, se você leu esse texto, viu o filme e quer participar dessa discussão, pode postar aqui as suas impressões. Eu quero saber tudo que você pensa.

Vale dizer que meu amigo Aldir afirmou horas antes do filme "ser o único dentre seus amigos que não gosta de Almodóvar". Revelou a proposta de revisitar outras películas do espanhol com novo olhar, modelado por essa experiência sem igual de "A pele que habito". Saiu do cinema, quem sabe, um novo fã...


Imagens: Imdb.com

15 de nov. de 2011

Cidadania por trás dos holofotes



Margareth Menezes é um nome que dispensa apresentações, claro. Mas, para quem ainda não conhece o projeto Fábrica Cultural, vale a formalidade: ela foi sua idealizadora e já colhe bons frutos com o resgate da cidadania de jovens da Península Itapagipana. Bonito voltar a suas origens e reescrever a história de sua infância e juventude, mudando a vida das novas gerações.

Confira a matéria na revista Grauçá, que acaba de completar um ano (já sem uma das criadoras, Vanice da Mata, mas ainda muito engajada e bela).

2 de nov. de 2011

Livros à mancheia

O premiado escritor Goulart Gomes dá a dica da Bienal do Livro, que começou no último fim de semana e vai até o dia 6 de novembro no Centro de Convenções da Bahia, Jardim Armação, das 10h às 22h.

Ele estará presente com alguns autores, sempre às 19 horas, nos dias:

Dia 03/11 - Praça da Poesia
Dia 05/11 - Lançamento da coletânea 501 POETRIX PARA LER ANTES DO AMANHECER (convite em anexo)

Ah, o valor do ingresso foi reduzido por solicitação dos próprios expositores, a fim de popularizar o acesso das pessoas: R$ 4 (inteira). Crianças menores de 12 anos acompanhadas de um adulto pagante, têm acesso gratuito. Bibliotecários, professores e profissionais do livro continuam tendo gratuidade garantida.

Nosso povo precisa de livros. Livros à mancheia para todos nós! Confira mais detalhes sobre o evento em www.bienaldolivrodabahia.com.br